Caminho No princípio era o Um, O Ponto em que tudo se concentra e que antecede a expansão marcada pelo círculo. Nele, nada existe porque nada foi manifestado mas tudo existe em embrião.
O Ponto é a convergência do que já foi e a expansão do que falta ser. Surge assim, a dualidade, os dois polos do Um, O Ser e o Não Ser.
O caminho entre os dois dá origem ao Neutro, o “Ponto Sem Acção”, onde nada se manifesta mas tudo existe, que não sendo nenhum dos dois os representa na totalidade, pois tem em si o reflexo das partes. Nele, “o que está em baixo é como o que está em cima e o que está em cima é igual ao que está em baixo”. É o Três, que contém a memória do passado e o potencial do futuro. É a Porta onde os dois sentidos se cruzam, o lugar da escolha onde tudo é possível e a vontade domina. É a energia Cósmica que tem por função purificar a matéria para reintegrar no Um.
Nós somos o Três, a manifestação do Divino nesta esfera de transição, onde cada Ser é o centro de um Universo e a capacidade de acção é limitada pelo círculo da expansão.
Os nossos limites são traçados pela indecisão, pela insegurança, pela falta de vontade, pela recusa em acreditarmos nas nossas capacidades, pela transferência para o plano exterior de uma realização que só acontecerá e será permanente se for interior.
Fora de nós tudo é fugaz, ilusório, em constante transformação, para permitir que o Caminho se cumpra e a Obra nasça.
A Trindade está em nós e no Caminho, onde podemos aprender, construir e realizar, se for essa a nossa vontade. Mas só constrói quem aprendeu e só realiza quem construiu.
Os sete trabalhos de Hércules são o domínio das sete Energias que activam os nossos corpos. A sua realização permite-nos passar as Sete Portas e alcançar a libertação, ultrapassando o Ponto Sem Retorno que nos faculta o acesso a outros Planos e reintegração no Um.
Ao nascermos fazemos o casamento das Três Energias com os Quatro Elementos e iniciamos uma viagem que é composta por sete Peregrinações. Em cada uma delas devemos subir sete degraus e passar sete Portas.
- Na primeira activámos a consciência do Eu: que sou, de onde venho, para onde vou.
- Na segunda trabalhámos a Terra: o prazer de ter, a permanência, a intuição, a nossa relação com os bens materiais, as emoções provocadas pela percepção do tacto, do odor, do paladar.
- Na terceira trabalhámos a Água: o prazer de fazer, a mobilidade, as emoções provocadas pelas percepções sonoras e visuais, a inteligência analítica.
- Na quarta trabalhámos o Fogo: o prazer de motivar, a inteligência emocional, a criatividade.
- Na quinta trabalhámos o Ar: a libertação, a expansão, o desapego, a consciência da Via Interior e da emoção pura.
- Na sexta despertámos a consciência da Obra: o que sei fazer, o que quero fazer, o que vou fazer.
- Na sétima determinámos o sentido da viagem: o que já vivi, o que estou a viver, o que quero viver.
O Caminho do iniciado é solitário porque é interior.
Certamente, que felizes serão os que passaram as Sete Portas, percorrerem o Bom Caminho e vencerem o Bom Combate.
“O iniciado que receba a Luz só poderá continuar, pela via interior, em busca da informação que, depois de experimentada, o conduzirá ao conhecimento”
José F.

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Vivendo e aprendendo! Gostei muito deste conteúdo,sem a menor sombra de Dúvidas nos leva a uma verdadeira reflexão. Jta.