Diante de uma missão, qual é a pior atitude?

Partilhe este Artigo:

missão, valores, visão

Há uma enxurrada de possibilidades! Correr! Abandonar! Desistir! Negar! Postergar!

Mas para todas estas respostas, há uma justificativa que pode ser real ou imaginária, a qual também pode ser fundamentada na incapacidade ou no acovardamento.

A pior das atitudes diante de uma missão é mentir!

Na verdade, mentir é sempre a pior das atitudes ou o pior dos comportamentos em qualquer situação. Há muitas explicações para esse péssimo acto que, em muitos, é hábito. Seria até muito interessante o estudo do circuito cerebral responsável pela acção de mentir.

São necessárias milhares de sinapses neurais que envolvem o lobo frontal, o sistema límbico e o lobo temporal que consomem muito mais energia do que quando se diz a verdade. Portanto devemos, pelo menos por economia, falar a verdade.

Não é tão simples assim, pois vivenciamos o uso da mentira como uma estratégia de preservação social. Então devemos separar o Profano do Sacro.

Do ponto de vista maçónico, a mentira será sempre condenada, visto que vai de encontro com a Ética. A necessidade de se elaborar uma mentira tem como base esconder algo de errado ou levar alguém ao erro.

A verdade pode parecer pesada ou penosa, mas é a Verdade! A Mentira é o Vício, a Verdade é a Virtude!

Vivemos num mundo em que as verdades chocam. Ao acreditarmos no certo e no verdadeiro, encontramos obstáculos que desanimam a alma, fazem o espírito perder a coragem e a carne se desprender dos ossos. Contudo não podemos mentir à nossa missão.

Mentir, neste caso, é tornar perjúrio. Todos nós assumimos compromissos, cujo real cumprimento dos deveres tem a sua fiscalização pela consciência.

Mas qual é a nossa Missão? Antecipo que não é tornar feliz a humanidade.

  • Tornar feliz a humanidade é missão da Maçonaria.
  • Tornar-se um homem justo e de bons costumes é a missão do Maçom!

Recordemos que o malho e o cinzel não são usados no “mundo”, mas em nós mesmos. As instruções e as alegorias não produzem efeito fora do Templo. O Maçom, quando bem formado pelas instruções e alegorias, este, sim, torna-se o agente transformador do que se passa fora da Loja.

Portanto um exame de consciência e a recordação da reflexão de que “se fores dissimulado, serás descoberto” são pontos chave para não permitirmos que a fraqueza invada o espírito de peregrino, tolhendo-nos as forças na senda do progresso e da perfeição.

Assumamos a verdade do não. Não mentirei para mim mesmo! Assim como a acácia é conhecida por ser incorruptível, não mentirei à minha missão, não me corromperei e jamais perderei a consciência de meus deveres. Que um ramo de acácia sirva para sinalizar meus esforços em prol de um mundo melhor, pois acreditamos que, ao mudarmos um homem, mudamos o mundo.

Neste ­17º ano de compartilhamento de instruções maçónicas e provocações para o enlevo moral e ético dos Irmãos, permanecemos no nosso propósito maior de disponibilizar uma curta reflexão a ser discutida em Loja. O Ritual não pode ser delapidado. A Ritualística deve ser seguida integralmente. O Quarto-de-hora-de-estudo é fundamental numa sessão Justa e Perfeita.

Sérgio Quirino – Grão-Mestre – GLMMG 2021/2024

Artigos relacionados


Partilhe este Artigo:

Leave a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *


Scroll to Top