Evoluir é preciso…

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evoluir

Peço permissão dando créditos aos valorosos Irmãos nos seus trabalhos sobre Maçonaria apresentando constantemente, em blogs, revistas, sites e onde tem espaços, para trazer até nós, ensinamentos e histórias sobre a nossa ordem.

Utilizando retalhos de vários autores e após leituras e pesquisas de um vasto material apresentado por Ilustres Maçons, vou questionar com humildade, tolerância, prudência, sem polemizar e longe de ser indisciplinado e impositivo.

Primeiro, quero citar trabalhos maravilhosos, com a sabedoria de grandes conhecedores da obra, redacções claras e objectivas demonstradas nos seus trabalhos.

“Pode-se afirmar que o progresso da Maçonaria é o resultado de uma cadeia de homens decididos e virtuosos, e mesmo assim, os passos que são dados na vereda do progresso, são tão curtos…
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Dizer sim como o Sol que ilumina os bons e os maus, dá calor a todos sem excepção ou distinção a todos os seres da Terra, assim deve a Maçonaria estender o seu amor e a sua benevolência a todas quantos a rodeiam, sem distinção, sem discriminação e muito menos sem rancores, porque tanto como o Amor é fértil, o Ódio é estéril e destrói o ser humano.
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É preciso que a Maçonaria dê exemplos à sociedade, para que não se reconheçam mais títulos e nem vantagens e que não desvirtue o estreito acatamento à Moral e ao exercício da Virtude. É preciso sim que se reconheça o quanto é amoroso, honrado e excessivamente virtuoso, pois a Virtude é para a Maçonaria a força de fazer o bem no seu amplo sentido, é o cumprimento dos nossos deveres para com a sociedade e para com a nossa família, sem interesse pessoal. Em resumo, a Virtude não retrocede, nem ante ao sacrifício e nem mesmo ante a morte, quando se trata do cumprimento do dever.
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No fundo da humilde vida do justo, só são inalteráveis e imóveis a Justiça, a Confiança, a Benevolência e a Generosidade. A nossa missão como maçons neste mundo é espalhar os ensinamentos do Amor. Na realidade ela não tem donos, não é um negócio, não é uma profissão, muito menos privilegia monetariamente ou mesmo materialmente aos que na Ordem adentram”.

(Weverson Mauricio Matias)

Ele disse tudo sobre a ordem e naquilo que deverá proceder todos os Irmãos conforme as nossas leis, ensinamentos ritualísticos e a nossa missão.

Outro Irmão escreveu:

“Não podemos esperar resultados diferentes e melhores realizando as mesmas acções que resultam no que já sabemos e que sempre nos descontentam. Não podemos esperar resultados diferentes fazendo as mesmas coisas que produzem os mesmos efeitos já conhecidos e até depreciados. Alcançar resultados melhores, diferentes, é realizar tarefas e métodos melhores. É diferir em qualidade de acção do que já fazíamos. Alcançar o melhor é ser o melhor; é fazer diferente e melhor para se alcançar resultados diferentes e melhores.
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A quem cabe a responsabilidade das nossas posturas e acções maçónicas? Ao outro que se invisibiliza? Ou a cada um de nós nas nossas acções individuais e/ou colectivas”?

(Alexandre L. Fortes, M. I.)

As suas palavras encorajaram-me para o questionamento…

Quero abordar um assunto, que por muitas vezes somos questionados por Irmãos da nossa Loja, de outras que visitamos ou em encontros de assuntos sobre Maçonaria. A Maçonaria reúne pessoas comprometidas com o bem comum e com a defesa das mudanças sociais positivas.

Os Landmarks (marcos, limites, os princípios delimitadores da Maçonaria) no nosso caso, a Constituição de James Anderson datada de 1723. Existem artigos que poderiam ser discutidos e revisados. Esta Constituição estará aniversariando em 2023 (300 anos).

Alguns dos seus artigos tinham validade há 300 anos atrás. Hoje, o mundo evoluiu, as necessidades de mudanças e adequação ao meio em que vivemos, cobra-nos isso. Não podemos generalizar num todo, sobre a mudança desta Constituição, mas alguns artigos estão desactualizados, na visão de muitos Irmãos.

Actualiza-se periodicamente, quando se faz necessário, a revisão de Constituições dos países, Estatutos de empresas e de Clubes, Convenções de condomínios, etc. para atender a evolução dos tempos.

As proibições impostas de iniciação de Escravos (ainda há escravidão no mundo)?

Não permitir a iniciação de mulheres é outro assunto que constantemente são abordados por historiadores e pesquisadores nos seus trabalhos. Naquela época (300 anos atrás) a mulher era subjugada e dependente, mas hoje, mais de 50% delas são gestoras de grandes empresas, pilotam jatos, dominam os mais variados assuntos e ainda dominam a gestão de uma casa e do casal e não podemos negar que são muito inteligentes.

Sabemos que já existem Lojas frequentadas por mulheres, mas não são reconhecidas por todas as potências e são consideradas irregulares.

Não permitir também, que candidatos não podem ser iniciados com incapacidade física. Se o candidato não apresentar incapacidade para responder (sinais, toques, palavras e os passos) porque não permitir.

A tríade – LIBERDADE – IGUALDADE – FRATERNIDADE é respeitada nesta Constituição de 300 anos?

O Grão Mestre de Israel, Irmão Ilan Segev acredita que é hora de mudar.

Alguns pesquisadores e historiadores, já manifestaram nos seus trabalhos, que este assunto, na visão deles, “é pregar no deserto”.

A nossa disciplina é rígida e deve continuar. A evolução faz-nos bem!

José Maria de Oliveira Fontes, M:. M:. – Ponte Nova – MG – BR

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2 thoughts on “Evoluir é preciso…”

  1. Roxelle Lamour de Oliveira Sass

    Adoro essa página! Como se pode adquirir tanto conhecimento, sobre temas tão diversos, e com tanta profundidade. Pelo menos na língua portuguesa, com parcos conteúdos de tanto valor na Internet.

    Sobre a evolução na maçonaria, fico muito contente em ler que existem irmãos que apoiam o ingresso de mulheres na maçonaria.
    Ainda existe muita resistência ao ingresso de mulheres em determinados ritos, no Brasil.
    Entretanto, está havendo um movimento favorável para o ingresso de mulheres trans, por exemplo.
    Eu não creio que podemos saber como será a face da maçonaria daqui a cem anos. Mas, com ações como essas, com certeza será mais fraternal e mais justa.
    T:.F:.A:.

  2. O autor deste artigo esquece que, como bem apontado por Kennyo Ismail, as Constituições de Anderson não possuem mais validade jurídica para a maçonaria, servindo, no máximo, como uma diretriz moral.

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