Georges Sérignac eleito como Grão-Mestre do Grande Oriente de França

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Georges Sérignac - Grão-Mestre do Grande Oriente de França
Georges Sérignac – Grão-Mestre do Grande Oriente de França

O veterinário Georges Sérignac de 67 anos que vive em Méry-sur-Oise (Val-d’Oise) desde 1980, pai de quatro filhos, tornou-se Grão-Mestre do Grande Oriente de França, A maior organização maçónica Francesa, com cerca de 50.000 membros e 1.500 lojas.

A cerimónia decorreu no sábado, 16 de Janeiro de 2021, durante a eleição do novo cargo do Grande Oriente da França. Para o Conselho da Ordem, apresentaram-se dois candidatos presidenciais: Georges Sérignac e Stéphane Kotovchikhin.

Stéphane Kotovchikh retirou-se, pelo que foi sem surpresa que Georges Sérignac, tenha sido eleito, com 31 votos a favor e 5 votos em branco, Grão-Mestre do Grande Oriente de França. Ele ocupou vários cargos no Grande Oriente no passado.

Georges Sérignac foi iniciado em 2002 na R. L. Les sept frères d’Héliopolis de Conflans-Sainte-Honorine, nas Yvelines, da qual ainda é membro. Presidiu ao Convento em 2014 e serviu o seu primeiro mandato no Conselho da Ordem de 2016 a 2019. Foi primeiro Grão-Mestre Adjunto em 2017-18 e em 2018-19, responsável pela República, escola e laicidade.

Georges Serignac sucede a Jean-Philippe Hubsch, cujo mandato deveria ter terminado no Verão passado, e que foi prorrogado enquanto se aguardava a organização desta assembleia, perturbada pela crise sanitária. Curiosamente, Jean-Philippe Hubsch foi eleito com o mesmo número de votos.

Sinto-me honrado e feliz por ter a confiança e o reconhecimento das minhas Irmãs e Irmãos, mas também sinto a dúvida que vem da plena consciência da dificuldade da função. É, portanto, com humildade e determinação que a abordo. Como acabei de dizer, tenho uma vontade real de trabalhar com as Lojas, conhecê-las e apoiando-me nelas. Encontrar-se com as Lojas é essencial”, disse Georges Sérignac em entrevista ao blog maçónico hiram.be.

Abertura ao exterior

O novo Grão-Mestre do Grande Oriente, defende uma abertura para o exterior desta obediência maçónica.

Gostaria também, na era pós Covid-19, de continuar a reflexão iniciada e de fazer dela um ponto central. Ou seja, as lojas do Grande Oriente trabalham a longo prazo numa certa reinvenção do mundo, numa reorganização fundamental da sociedade”.

Concluiu, dizendo: “A reformulação da organização é agora uma exigência quase pública. Ao contrário dos políticos que continuam a lidar com isto da mesma forma, com os sistemas antigos, a sociedade civil está a mover-se cada vez mais, do qual os coletes amarelos têm sido um exemplo. Há uma paragem no momento com a pandemia, mas é apenas temporária e quando a vida normal recomeçar, acho que é desejável que tenhamos uma reflexão sobre estas questões”.

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