Não dormes sob os ciprestes,
Pois não há sono no mundo.
O corpo é a sombra das vestes
Que encobrem teu ser profundo.
Vem a noite, que é a morte,
E a sombra acabou sem ser.
Vais na noite só recorte,
Igual a ti sem querer.
Mas na Estalagem do Assombro
Tiram-te os Anjos a capa.
Segues sem capa no ombro,
Com o pouco que te tapa.
Então Arcanjos da Estrada
Despem-te e deixam-te nu.
Não tens vestes, não tens nada:
Tens só teu corpo, que és tu.
Por fim, na funda caverna,
Os Deuses despem-te mais:
Teu corpo cessa, alma externa,
Mas vês que são teus iguais.
A sombra das tuas vestes
Ficou entre nós na Sorte.
Não ‘stás morto, entre ciprestes.
Neófito, não há morte.
Presença, n° 35, Maio, 1932

- Qual é a música, Mestre da Harmonia?
- A Irmandade Maçónica
- Prece Maçónica
- Poetas & Maçons – José Gomes Ferreira
- O caminho, o erro e a lição


Não tenho muito que dizer no momento estou querendo é Aprender?
Bom Dia, a Todos!
Desculpa, mas me parece que houve um equivoco, o titulo é de iniciação e a foto é de exaltação.
TFA
Tem toda a razão, MQI José Dias. Lapso meu.