Números

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Durante o meu curto período como Maçon, tenho vindo a descobrir, para além de outros temas no âmbito do desenvolvimento pessoal e maçónico, a importância dos números na simbologia maçónica.

Proponho fazer uma pequena viagem pelos números mostrando uma perspectiva simbólica e o seu significado.

A figura mais apropriada para nos dar uma ideia de Deus é o zero, que nos sugere algo sem forma, sem consistência, sem limites e portanto invisível, intangível e infinito.

A forma geométrica do círculo é a que mais se presta para nos dar a ideia de infinito porque, enquanto qualquer outro tipo de linha traçada mostra-nos sempre um princípio e um fim, o zero é perfeitamente contínuo, simbolizando desta forma o Espaço, o Absoluto, o princípio latente de todas as coisas [1].

Surge agora o 1 – a unidade e o Reino de Deus dentro de nós mesmos e a Sua Lei que é interiormente por nós sentida e que atua, manifestando-se naquilo a que nos acostumamos chamar de CONSCIÊNCIA [1].

Enquanto Aprendiz Maçon, o 2 foi uma referência – a dualidade entre a vida e morte, entre a luz e a escuridão, entre o conhecimento e a ignorância.

Mas esta dualidade, não é, nem pode ser uma relação estática. Antes pelo contrário, deve estar em constante dinâmica, em movimento de um polo para outro na tentativa de encontrar o equilíbrio.

Só é possível evoluir, quando nos movemos da escuridão para a luz. Só é possível evoluir quando transitamos da ignorância para o conhecimento, quer seja conhecimento científico, social ou conhecimento de nós mesmo.

Passando pelo 3 que representa a divina trindade – O Pai, Filho e Espirito Santo, e que é considerado perfeito porque resulta da soma da unidade com a dualidade, conduzindo ao equilíbrio dos “contrários” e realizando os propósitos de Deus – a elevação do homem [2].

E neste caminho aparece o 4.

Os 4 elementos que constituem a matéria – a terra, o fogo, a água e o ar, e que se opõem 2 a 2, encontram-se em desequilíbrio continuo na tentativa de encontrar um estado de estabilidade.

Será necessário então encontrar uma nova essência para nos manter vivos e os elementos primários em constante vibração.

E é exactamente o 5 que preside a esta energia de vida que, de acordo com a concepção alquímica, é o elemento originário do elemento imaterial dominante do espirito do mundo e que vem complementar os 4 elementos.

Mas a neblina (ar e água) subia da Terra (por acção do Fogo) e regava toda a superfície do solo (a terra) ”.

Então formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o folego da vida e o homem passou a ser uma alma vivente “ (Genesis 2).

O 5 é assim o sopro de Deus que permite os 4 elementos manterem o constante desequilíbrio e manterem vivo o ser.

Em diferentes culturas o 5 representa efetivamente o Homem, o Universo, a ordem e a perfeição e desde Pitágoras este número é símbolo da Harmonia.

Na China o 5 simboliza o centro e o planeta Terra, a união entre Yin e Yang ou entre o Céu e a Terra [3].

Na India o cinco é a união do 2 (feminino) e o 3 (masculino), o símbolo da Criação da Vida.

Para o Islão o 5 é um número de boa sorte, às cinco horas de oração, da lei da vingança até à 5º geração e a própria 5º feira é um dia protegido.

O corpo físico do Homem colhe as informações do mundo exterior onde vive através dos cinco sentidos que exercem, cada um deles, a influência sobre os pontos essenciais para o conhecimento do Espirito, da Alma ou de acordo com Carl Jung do subconsciente.

Surge agora o 6.

O seu significado está simbolicamente representado na Estrela de David, com os seus 2 triângulos entrelaçados e com os seus vértices orientados, um para cima e outro para baixo.

Este símbolo pode representar, através dos seus dois triângulos, os aspectos espirituais e materiais do homem, e o seu entrelaçamento simboliza a interligação destes dois aspectos, prevalecendo a tendência natural de anseio do Homem a elevar-se [1].

Surge agora um número verdadeiramente sagrado, misterioso e perfeito – o 7

Este número apresenta-se como sendo místico, misterioso, aritmeticamente atraente e principalmente, como sendo o número da criação – é a soma de 3 (trindade divina) com o 4 (os quatro elementos do mundo físico) – ”Deus concluiu no sétimo dia a obra que fizera. E no sétimo dia descansou, depois de toda a obra que fizera” (Genesis 2,2).

E ao aprofundarmo-nos honestamente na compreensão mais profunda do universo exterior e unirmos as naturezas carnais e divinas, tornamo-nos assim no número sete – a perfeição do homem encarnada na vida divina.

Estes pequenos exemplos alertam que o verdadeiro Mestre Maçom deve ser assim conhecedor de todas as subtilezas contidas no simbolismo dos números para dar continuidade ao seu permanente caminho de desenvolvimento

No louvor ao Senhor

LP – Ano 2250

Notas

[1] Simbologia dos números na maçonaria, Boanerges B. Castro, Livraria Maçônica Paulo Fochs, 3º Ed, São Paulo, 2002

[2] Dicionário Completo Maçonaria, On line Editora, Ed 01

[3] Números – O simbólico e o Racional na História, Iran Abreu Mendes, Livraria da Física Editora, 1º Ed, São Paulo, 2006

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One thought on “Números

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    Pitágoras escreveu o nome de DEUS assim : ax² + bx + q = 0; que vem a ser o IHVH, que traduzido é: JEOVÁ

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