Breve biografia de Frei Caneca
Joaquim da Silva Rabelo, depois Frei Joaquim do Amor Divino Rabelo, popularmente conhecido como Frei Caneca (Recife, 20 de Agosto de 1779 — Recife, 13 de Janeiro de 1825), foi um escritor, clérigo católico e político brasileiro. Esteve implicado na Revolução Pernambucana (1817) e foi líder e mártir da Confederação do Equador (1824). Como jornalista, esteve à frente do Typhis Pernambucano [1]. No Typhis Pernambucano, fundado o jornal em 1823, tinha um carácter libertário, cuja frase ficou imortalizada: “Quem bebe da minha caneca, tem sede de liberdade”. E teve como objectivo difundir as ideias de liberdade em Pernambuco [2].
Conhecido por Frei Caneca porque, na infância modesta, vendia canecas nas ruelas pobres de Recife, no período do Brasil Colónia, Joaquim do Amor Divino Rabelo ordenou-se em 1799, no Convento do Carmo, e foi professor de geometria, retórica, poesia, filosofia e moral [3].
Frei Caneca era filho primogénito de um tanoeiro português, Domingos da Silva Rabelo, e de sua esposa, Francisca Maria Alexandrina de Siqueira. A família residia na cidade do Recife, mais precisamente no povoado de Fora-de-Portas, edificado ao tempo das invasões holandesas para o serviço do porto, de vocação artesanal e marcadamente portuguesa. A sua mãe tinha um primo carmelita, o que pode explicar que se tenha tornado noviço do Carmo e tomado o hábito em 1796, no Convento de Nossa Senhora do Carmo, onde professou no ano seguinte (1797) [1].
Joaquim da Silva Rabelo, ordenou-se em 1801, com a necessária dispensa apostólica de idade, pois tinha 22 anos, e passou a ser conhecido como Joaquim do Amor Divino Caneca, sendo este último nome uma homenagem ao seu pai, que fabricava vasilhames. Criado o Seminário de Olinda, obteve autorização para cursar ali as disciplinas que a Ordem não lhe havia oferecido. Frequentava a biblioteca do Seminário e a dos Oratorianos, no Recife, formando a sua notável erudição. Em 1803 foi nomeado professor de Retórica e Geometria do seu convento, onde leccionou posteriormente Filosofia racional e moral. A partir de certo momento, o “seu interesse extrapolou os muros do claustro, como indica o seu provimento na cadeira pública de geometria da comarca de Alagoas”. Ali permaneceu pouco tempo, dada a perspectiva de nomeação para idêntica cadeira no Recife, a qual não se concretizou pela Revolução de 1817 [1].
Movimento em Pernambuco e prisão na Bahia
Participou activamente da chamada Revolução Pernambucana (1817), que proclamou uma República e organizou o primeiro governo independente na região. Não há referência à sua participação, diz Cabral de Mello, “nos acontecimentos inaugurais da sedição de 6 de Março, como a formação do governo provisório. Assim é que da relação dos eleitores que o escolheram, não consta o seu nome. A sua presença só se detecta nas últimas semanas de existência do regime, ao acompanhar o exército republicano que marchava para o sul da província a enfrentar as tropas do conde dos Arcos, ocasião em que, segundo a acusação, teria exercido de capitão de guerrilhas.” Era conselheiro do exército republicano do sul, comandado pelo coronel Suassuna. Com a derrota do movimento, foi preso e enviado para Salvador, na Bahia. Ali passou quatro anos detido, dedicando-se à redacção de uma gramática da língua portuguesa [1].
Libertado em 1821, no contexto do movimento constitucionalista em Portugal, Frei Caneca voltou a Pernambuco e retomou as actividades políticas. Durante a sua viagem, chegou a ser detido ainda na antiga cadeia de Campina Grande, na Paraíba [1].
Em 1821 esteve implicado no chamado movimento de Goiana, uma segunda sedição emancipacionista que, com apoio dos principais proprietários da mata norte e algodoeira da província, proclamou adesão às Cortes de Lisboa. Um exército de milícias rurais e da tropa de primeira linha marchou contra o Recife, sem ocupar a cidade. Os goianistas tampouco conseguiram adesão substancial na mata sul. A “Convenção do Beberibe” consagrou em Setembro o “status quo”, prevendo que as juntas de Recife e de Goiana continuariam a actuar nas áreas sob seu controle, à espera de decisão das Cortes. Estas determinaram a eleição de uma Junta Provisória e foi instalado o primeiro governo autónomo da província em Outubro de 1821 [1].
A Confederação do Equador
Em 1823 durante o movimento conhecido como ´Pedrosada´, Frei Caneca redigiu “O Caçador” e as “Cartas de Pítia a Damão”. Diz Cabral de Mello, página 29 da obra citada: “Na euforia que se seguiu à revolução liberal do Reino, as expectativas do comércio e da lavoura no tocante à redução da carga fiscal não eram menores do que no resto do Brasil. Eram talvez maiores, de vez que com a instalação da corte em 1808 ela fora sobrecarregada de novos tributos destinados inclusive à iluminação pública do Rio, prontamente revogados pela junta de Gervásio. (…) O estado de falência a que ficara reduzido o Banco do Brasil com o regresso de D. João VI e a criação das juntas provinciais haviam limitado seriamente a acção da Corte, que só dispunha dos recursos da alfândega e da província do Rio, de vez que as demais províncias também negaceavam. Destarte, a adesão do Norte ao imperador era sobretudo uma questão de premente carácter financeiro, o café não proporcionando até os meados dos anos 30 a principal rubrica da receita fiscal, a qual devia provir, por conseguinte, do açúcar e do algodão, produtos predominantemente nortistas.”
Em 1824, quando D. Pedro I dissolveu a assembleia nacional constituinte, passando a ter-se uma nova constituição outorgada no Brasil. As lutas políticas que opunham o poder local ao Império tomavam vulto cada vez maior em Pernambuco. No dia 2 de Julho de 1824, os líderes pernambucanos romperam definitivamente com o poder central. Anunciaram a formação de uma nova república — a Confederação do Equador — e pediram a adesão das outras províncias do Norte e Nordeste [1].
O movimento, no entanto, não obteve o apoio necessário. A adesão dos países estrangeiros, a princípio esperada, também não foi adiante. O movimento acabou sufocado, depois de muitas lutas sangrentas [1].
Prisão e execução
Foi detido no exercício das suas funções de Secretário das tropas sublevadas, das quais era também orientador espiritual, pelas tropas imperiais a 29 de Novembro de 1824, sendo conduzido para o Recife [1].
Foi preso e levado para um calabouço. No dia de Natal do mesmo ano, foi transferido da sua cela a uma sala incomunicável, para receber a sentença. Muito foi feito para que Caneca não fosse executado. Houve petições, manifestações de ordens religiosas, pedidos de clemência. Em vão [1].
Em 18 de Dezembro de 1824 ali foi instalada uma comissão militar sob a presidência do coronel Francisco de Lima e Silva (pai do futuro Duque de Caxias) para proceder ao seu julgamento sob a acusação do crime de sedição e rebelião contra as imperiais ordens de sua Majestade Imperial. Com plenos poderes para julgar e condenar sumariamente, o acusado foi condenado à morte por enforcamento. O próprio condenado descreveu o seu julgamento:
“No dia 20 fui eu conduzido perante o assassino tribunal da comissão de que eram membros o general Francisco de Lima e Silva, presidente; juiz relator, Tomás Xavier Garcia de Almeida; e vogais, o coronel de engenharia Salvador José Maciel, o tenente-coronel de caçadores Francisco Vicente Souto; o coronel de caçadores Manuel Antônio Leitão Bandeira; o conde de Escragnolle, que foi o meu interrogante” [1].
A 13 de Janeiro de 1825, foi armado o espectáculo do enforcamento diante dos muros do Forte das Cinco Pontas (Forte de São Tiago das Cinco Pontas, no Recife, Brasil). Despojado do hábito religioso, ou seja, “desautorado das ordens” na igreja do Terço, na forma dos sagrados cânones”, ainda assim tendo três carrascos que se recusaram a enforcá-lo. A Comissão Militar ordenou o seu arcabuzamento (Acção ou efeito de assassinar ou machucar através de tiros), (“visto não poder ser enforcado pela desobediência dos carrascos”), atado a uma das hastes da forca, por um pelotão sob o comando do mesmo oficial. O seu corpo foi colocado num caixão de pinho e deixado no centro do Recife, em frente ao Convento das Carmelitas, junto a uma das portas, de onde os padres o recolheram e enterraram num local até hoje não identificado [1].
O muro contra o qual o religioso foi fuzilado, vizinho ao Forte das Cinco Pontas, continua de pé. O local está marcado por um busto e por uma placa alusiva, colocada pelo Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano em 1917. Da iconografia sobre Frei Caneca, a obra mais conhecida do público é Execução de Frei Caneca, de Murillo La Greca [1].
Alguns registros interessantes sobre Frei Caneca como Maçom…
Embora numa época em que tanto pertencer à Maçonaria, quanto estar sob circunstâncias políticas revolucionárias libertárias eram altamente sigilosas, verificou-se, dentre tantas ocorrências, registros do reconhecimento histórico de que Frei Caneca era Maçom, destacamos em Mártires Pernambucanos; Pequena História da Maçonaria no Brasil:
“Segundo o padre Dias Martins na sua Obra “Mártires Pernambucanos”, em 1801, Caneca já ordenado foi iniciado na Loja Academias de Suassuna, já o Irmão João Ferreira Durão diz no seu livro “Pequena História da Maçonaria no Brasil” que ele foi iniciado no Areópago de Itambé, mas não informa o ano. O Frei participou também activamente da Revolução Pernambucana, levante de carácter emancipacionista em 1817 e neste mesmo ano foi preso e levado a Salvador, onde cumpriu pena até 1821” [4].
Como Maçom e um dos principais líderes do movimento revolucionário de 1824 – Confederação do Equador – que visava congregar sob regime republicano as províncias do Nordeste, que se haviam rebelado contra os actos de D. Pedro I:
“Movimento de nítida inspiração maçónica, a Revolução de 1824 teve, como um dos seus principais líderes, o frei Caneca – Joaquim do Amor Divino Rabelo e Caneca -, frade carmelita, Maçom e republicano, que já havia sido um dos expoentes da Revolução Pernambucana de 1817 e que, entre Dezembro de 1823 e Agosto de 1824, fez intensa pregação republicana em 29 números do Typhis Pernambucano,” jornal que publicou no Recife, desferindo campanha contra o imperador, desde a dissolução da Constituinte e a imposição da Constituição de 24 de Fevereiro de 1824.” (Pequena História da Maçonaria no Brasil – William Almeida de Carvalho. REHMLAC – Vol. 2, N° 1, p. 37. 2010). (Negrito nosso)
Como Maçom e iniciado na Loja Maçónica Academia de Suassuna e filiado na Loja Maçónica Academia do Paraíso:
“Joaquim do Amor Divino Rabelo foi iniciado Maçom na Loja Maçónica Academia de Suassuna e posteriormente filiado a Loja Maçónica Academia do Paraíso, que tiveram, ambas, as suas colunas reerguidas pelo Grande Oriente Independente de Pernambuco.” [1]. (Destaques em negrito nosso)
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“Partilhava ideias republicanas e frequentou a Academia do Paraíso, um dos centros de reunião daqueles que, influenciados pela Revolução Francesa e pela independência dos EUA, conspiravam contra o jugo português” [1]. (Destaque em negrito nosso)
Há o registro, embora sem acesso ao livro citado Mártires Pernambucanos do padre Dias Martins, pelo Grão Mestre Antônio do Carmo Ferreira no discurso proferido para as homenagens de Frei Caneca:
“Nessa Loja Academia de Suassuna, o Frei Joaquim do Amor Divino Caneca, já ordenado em 1801, foi iniciado Maçom, conforme registro do padre Dias Martins, no seu livro Mártires Pernambucanos, publicado inicialmente em 1853. Nessa obra, o autor acrescenta terem ingressado na Ordem, na mesma Loja Maçónica, os senhores Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, irmão de José Bonifácio, e o padre Miguelinho.
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Em 1823, Frei Caneca entrega ao prelo as suas Cartas de “Pítia a Damão”, sendo que na X Carta demonstra profundo conhecimento sobre a Maçonaria, informando já haver lido 14 livros a seu respeito, faz-lhe muitos elogios, pede respeito à mesma e revela o progresso já então alcançado pela Ordem maçónica em Pernambuco.” (FERREIRA, 2013). (Destaques em negrito nosso)
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“Ele frequentou o Areópago de Itambé, uma loja maçónica criada pelo monsenhor Arruda Câmara, em fins do século dezoito. Deu aulas no Seminário de Olinda, fundado em 1800 e o maior centro irradiador de ideias democráticas do País, na época. Participou da Revolução de 1817 como um dos secretários do Governo Provisório de Pernambuco, e por isso amargou quatro anos de prisão na Bahia. Amnistiado, voltou e apoiou o movimento constitucionalista de 1821 (Convenção de Beberibe), que expulsou o governador português Luís do Rego e decretou a autonomia desta província, um ano antes do resto do Brasil. E a sua influência foi crescendo cada vez mais” [5]. (Destaques em negrito nosso)
A partir de (http://oburil.blogspot.com/2017/03/pseudos-macons-brasileiros-frei-caneca.html), por Arthur Feitosa Vieira Monteiro, em O Buril:
“Em continuação no seu discurso, o Grão-Mestre afirma que o renomado Jornalista Mário Melo, com assento na cadeira Frei Caneca na academia Pernambucana de Letras confirmou a iniciação maçónica de Frei Caneca:
“Anos depois, esta notícia da iniciação maçónica do Frei Caneca é confirmada pelo jornalista Mário Melo, Secretário do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco, no seu livro “Maçonaria no Brasil, Prioridade de Pernambuco”, publicado em 1909.” (FERREIRA, 2013)
Ainda segundo Arthur Feitosa Vieira Monteiro, em O Buril, nas pesquisas académicas, foi evidenciado o conhecimento de termos e conceitos da Maçonaria pelo Frei Caneca, tais como Supremo Arquitecto do Universo, compasso, de acordo com a Carta V da Carta de Pídia a Damão de Frei Caneca:
“[…] Pela geometria conhecemos evidentemente a existência do Supremo arquitecto do universo; pela geometria admiramos a sua infinita sabedoria no sistema de criação, a sua Providência no andamento regular da natureza; pela geometria domamos a fúria do oceano, dirigimos a força dos euros, penetramos os abismos, e subimos os astros; ajustamos os impulsos do nosso coração com os ditames da recta razão; proporcionamos os trabalhos às nossas forças, os remédios às moléstias, às penas aos delitos, os prémios às virtudes; pela geometria equilibramos os movimentos das grandes massas das nações, regularizamos o valor dos povos e o seu entusiasmo.
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Todas as coisas que não entram a régua e o compasso da geometria são desregradas e descompassadas, são monstruosas.” [p. 222]. (Os escritos políticos de Frei Caneca – PUC – CD 0710591/CA – p.28, apud Carta de Pídia a Damão de Frei Caneca).
Em outro trecho da Carta, percebe-se a defesa dos ideais maçónicos e liberdade política, com a valorização da defesa da independência e liberdade política, que a Maçonaria cultua ao indivíduo:
“A franco-maçonaria está mais adiantada [ … ] porque está aqui [em Pernambuco] há mais tempo estabelecida e mais acreditada pela sua antiguidade no universo, universalidade na Europa, grandes personagens que nela têm figurado, pelos bens que há feito à humanidade, mormente no tempo da Revolução Francesa, e de presente da nossa independência e leberdade política.” [p.287].(Os escritos políticos de Frei Caneca – PUC – CD 0710591/CA – p.29, apud Carta de Pídia a Damão de Frei Caneca ).
Constata-se a afinidade do Frei Caneca com os ideais maçónicos que convergem para esclarecimento político e social na época revolucionária com os seus interlocutores revolucionários:
“O pertencimento a esta “sociabilidade maçónica” faz-se de maneira directa entre os interlocutores de Frei Caneca, entre os quais: Cipriano José Barata de Almeida, da Bahia; Joaquim Gonçalves Ledo, jornalista do Rio de Janeiro; Domingos José Martins e Antônio Gonçalves da Cruz, importantes lideranças de 1817. Podemos afirmar a participação de Frei Caneca junto a sociabilidade e ideais difundidos na Maçonaria, ainda que o mesmo não tenha se filiado directamente na Maçonaria.” (Os escritos políticos de Frei Caneca – PUC – CD 0710591/CA, p. 31)”
Frei Caneca, Frei da Ordem Carmelita, foi um Maçom de ideais libertários, exerceu o posto de capitão de guerrilhas e participou activamente na Revolução Pernambucana em 1817 e ajudou a organizar o primeiro governo. Libertado em 1821. Em 1824 foi detido nas funções de Secretário das tropas sublevadas e Orientador espiritual, foi preso pelas tropas imperiais e executado por fuzilamento em 1825.
Alexandre Fortes, 33º – CIM 285969 – ARLS Cícero Veloso n° 4543 – GOB-PI
Notas
[1] https://pt.wikipedia.org/wiki/Frei_Caneca
[2] https://www.edmarlyra.com/o-frei-caneca/)
[3] https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2004/10/26/o-republicano-frei-caneca
[4] https://www.maconariatupiniquim.com.br/confederacao-do-equador-um-levante-do-leao-do-norte/
Fontes
- CARVALHO, William Almeida de. REHMLAC – Pequena História da Maçonaria no Brasil. Vol. 2, N° 1, p. 37 – Maio-Novembro 2010.
- Confederação do Equador. In Britannica Escola Online. Enciclopédia Escolar Britannica, 2017. Web,2017.
- Confederação do Equador – resumos, causas, história e o que foi. Disponível em: https://www.historiadobrasil.net/resumos/confederacao_do_equador.htm.
- DURÃO, João Ferreira. Pequena História da Maçonaria no Brasil. São Paulo: Madras, 2008 p. 256.
- com – https://www.ebiografia.com/frei_caneca/
- FERREIRA, Antonio do Carmo – Discurso d ao ensejo das homenagens prestadas ao Ir.’. do Amor Divino, Frei Caneca – Forte de Cinco Pontas – Recife, 2013 – Disponível em: <http://domcarmo.blogspot.com.br/2013/03/informabim-326-e-b.html> consultado em: 30/01/2017.
- Historianet – https://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=383.
- https://www.edmarlyra.com/o-frei-caneca/
- O Globo online – https://oglobo.globo.com/cultura/frei-caneca-promovido-heroi-pelos-inimigos-9288058.
- O Buril – http://oburil.blogspot.com/2017/03/pseudos-macons-brasileiros-frei-caneca.html
- Pernambuco, História & Personagens – https://blogs.diariodepernambuco.com.br/historiape/index.php/2016/09/12/frei-caneca-pensador-poeta-heroi-brasileiro/
- Senado Notícias – https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2004/10/26/o-republicano-frei-caneca
- Uol Educação – https://educacao.uol.com.br/biografias/frei-caneca.jhtm
- org – https://pt.wikipedia.org/wiki/Frei_Caneca

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