É certo que o título deste artigo parece ofensivo. Não fui eu que inventei este termo e não sou o primeiro a usá-lo. No entanto, é uma entrada na Enciclopédia Maçónica de Mackey. Diz o seguinte:
“Maçons papagaios
Aquele que memoriza as perguntas e respostas das lições de formação e as fórmulas do ritual, mas não presta atenção à história e filosofia da Instituição, é comummente chamado de Maçom Papagaio, porque se supõe que repete o que aprendeu sem qualquer concepção do seu verdadeiro significado. Em tempos passados, estes Maçons superficiais eram tidos por muitos em alta conta, devido à facilidade com que passavam pelas cerimónias de iniciação e subida de grau, e eram geralmente designados por Maçons Brilhantes. Mas o progresso da Maçonaria como ciência exige agora algo mais do que um mero conhecimento das palestras para constituir um erudito maçónico“.
O assunto levanta várias questões e, também, grandes emoções. Creio que o que Mackey estava a tentar dizer é que devemos esforçar-nos por compreender o que estamos a recitar, em vez de o recitarmos apenas. Não há compreensão na memorização mecânica. O que importa é compreender as lições dos graus e o que acontece neles.
Creio que algures ao longo do tempo nós, maçons, tivemos de nos perguntar: “Como é que sabemos que este Irmão está pronto para o grau seguinte?” e a resposta estava algures na memorização do catecismo. Suponho que isto é bom num mundo perfeito. Um mundo onde existe uma correlação directa entre memorização e compreensão. Um Irmão, acima de tudo, precisa de compreender as palavras, o grau e as lições antes de progredir, mas na prática actual é mais uma mentalidade de “aqui está o grau, aqui está o catecismo, memoriza-o e segue em frente…”. Isto deixa os membros mal equipados para lidar com o que é a verdadeira Maçonaria, a verdade, o amor e a fraternidade.
Mackey escreveu um artigo chamado “Maçons que lêem e maçons que não lêem”, no qual ele aborda esta questão mais profundamente. Pode ler esse artigo AQUI.
Robert H. Johnson
Tradução de António Jorge, M∴ M∴, membro de:- R∴ L∴ Mestre Affonso Domingues, nº 5 (GLLP / GLRP)
- Ex Libris Lodge, nº 3765 (UGLE)
- Lodge of Discoveries, nº 9409 (UGLE)
Fonte

- Ensino Maçónico à distância: evolução e desafios
- Responsabilidade do Maçom
- Uma história iniciática (a minha iniciação)
- Horário exacto para o início das sessões
- Origens da cerimónia de sagração e inauguração de templo


Bela visão sobre o assunto, agradeço a reflexão.
Penso que isso acontece, tembém pelo motivo de que somos a vida inteira condicionados, muitas vezes, a mecanizar o apredizado, por conta da maneira como somos avaliados desde a escola, vestibular e faculdade, etc.
A medição deste aprendizado teórico se dá pelo método de avaliação mecanizado, estudados, decoramos e respondemos um questionário objetivo, mesmo em matérias que não são consideradas exatas, como história e filosofia.