O som é medido em decibéis (dB), que podem ser fortes ou fracos, sendo que uma conversa normal poderá atingir normalmente os 60dB e por exemplo, a trovoada poderá atingir os 110dB. Mas sempre provoca estímulos, normalmente, e desejavelmente agradáveis, mas sabemos que a vida nos deixa sempre a oportunidade de sentirmos os outros sons, os desagradáveis, onde os decibéis são mais corpulentos.
Quando os sons são deleitosos e serenos, para os nossos ouvidos, quando esses sons são trabalhados por homens com Fréderic Chopin, Mozart, Beethoven, Vivaldi, entre muitos outros, esses sons transformam-se em partituras musicais replicáveis.
Sem essa particularidade, portanto sem partituras / pautas, os passarinhos, com a sua cantoria, a água deslizando pelos rios, ou tombando deleitosamente como chuva, a natureza a oferece-nos a maravilhosa conjugação da beleza sonora, que os nossos ouvidos tanto desejam para restabelecer a harmonia e saúde. Sim, essa é a particularidade que a música nos oferece, a musicoterapia.
Penso que para todos nós não há dúvidas que os sons, enquanto agradáveis nos tornam mais felizes, satisfeitos e dispostos para tornar a vida boa, para nós e para os outros.
Por outro lado, os sons desagradáveis, que nos penalizam pela sua brusquidão, (por exemplo trovoada, a sirene dos bombeiros, ambulâncias…), o complicado ritual de uma discussão, más notícias no telejornal, resultado de confusões, no nosso pleito diário, esses são os sons que nos prejudicam, nada têm de musical!
Já o famoso historiador Homero, dizia que a música (os tais sons agradáveis, positivos), foi uma dádiva Divina para o homem: Com ela, o homem pode apaziguar a alma e assim, curar as perturbações do corpo e alegrar a sua mente.
Por seu lado animado pela mesma filosofia, “a musicoterapia”, Platão, a seu tempo afirmou que “a música é o remédio da alma”. Segundo ele, “a alma pode ser condicionada peia musica, assim como o corpo pela ginástica”.
Tal como Goethe, o escritor o pensador alemão passava horas a ouvir música, deleitando-se com as melodias que considerava inspiradoras, também nós, aproveitando o ensejo, deveríamos ouvir mais, muito mais música e menos barulho – o tal que faz mal, ao corpo, desactiva a mente e ofusca o espírito.
Como diz Fernando Pessoa;
“A vida é bela, nós é que damos cabo dela!”
Vamos dar música à vida!
Sejam felizes!
Virgílio Salvador, 33º

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