Paráfrase aos Maçons da Celestial Construção

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Maçons da Celestial Construção, piedade!
Despidos de ambição
Dizei ao mundo da vaidade
Que nada mais é preciso, tudo vã vanidade
Nada além de 3, 5, 7 palmos de chão.

Dizei, Luzidos Maçons, dizei!
Aos homens, espíritos timoratos, e aos bravios também
Que o mundo deve submissão à divina Lei
Que posso até nascer como um rei,
Mas todos morrem como escravos.

Trabalhai, Maçons trabalhai!
De vossas oficinas, orai!, pela pobre humanidade
Tudo morre, tudo cai
E até a vida se esvai
Sem se alcançar a virtuosa Verdade

Só 3 palmos de chão!
E nada mais é preciso!
Tão despidos de ambição
Cinzelai das tuas brutas pedras a razão
Oh! Sábios Maçons, queridos do paraíso

Dos vossos Rituais, emana, cintila, a eterna oração
Dos vossos velhos aventais, vital emoção, o exemplar labor
De a cada passo, esquadrejar lições em mosaico coração
Ensinai, Maçons, ensinai!, imortal instrução
Espelhai a todos os mortais, o brilho etéreo, maçónico amor

Maçons do Oriente Eterno, tendes a compaixão!
Em mãos, com vossos esquadros e precisos compassos
Mensurai as divinas dimensões, medi nossos passos, bani, combatei a vil paixão
Pois de apenas um corpo na profunda solidão, nada mais de valia resta, no repouso de um lúgubre caixão
A não ser…, a esperança, a fé e a caridade de indeléveis traços de emoção.

Alexandre Fortes, 33º – CIM 285969 – ARLS Cícero Veloso n° 4543 – GOB-PI

Fonte

(Inspirado no fado Poetas do Paraíso, de Fernanda do Carmo / Joaquim Campos)

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