Peculiaridades do trabalho de emulação no Ritual de Emulação

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Nomearemos as principais peculiaridades de forma aleatória

Uma Loja deste Trabalho (Rito) tem personalidade jurídica. Por esta razão ela tem que ter um Estatuto registado em cartório como se fora uma sociedade civil e um Regimento Interno para fins eminentemente maçónicos. Os assuntos administrativos jamais poderão ser discutidos em Loja aberta, porque eles fazem parte de uma sociedade civil. Numa reunião administrativa até Aprendizes votam. Porem em Loja aberta só os Mestres poderão votar.

Há uma certa tolerância nos procedimentos ritualísticos, sem que isto ocasione invenções , enxertos, ou adendas, pois existe a tradição nas Lojas que não é alterada.

As jóias do Trabalho de Emulação são prateadas e não douradas.

O sinal de Ordem é um pouco diferente dos demais Ritos, e no passo o calcanhar do pé direito encaixa-se na concha do pé esquerdo.

A decoração de uma Loja neste Rito é muito simples. A Loja está situada num plano só. Não existe balaustrada. As colunas “J” e “B” estão situadas fora do Templo. O nome da mesa do Venerável Mestre (Mestre da Loja) e dos Vigilantes é Pedestal e é de forma quadrangular, muito simples e pequena (Publicado em freemason.pt) sem aquela série de símbolos e papeis que existem em outros Ritos. Existe três castiçais, também chamados também de tocheiros de mais ou menos 1,20 m de altura, colocados á direita do pedestal do Venerável e dos Vigilantes onde no seu topo é acesa uma vela própria.

A porta do templo é lateral localizada no canto noroeste da Loja.

Toda sessão regular é precedida de uma procissão própria do Rito para dar entrada ao Venerável e os Vigilantes. Idem, para Autoridades.

As Três Grandes Luzes são: O Livro das Sagradas Escrituras, o Esquadro e o Compasso. As Luzes Secundárias são: O Sol (2º Vigilante) governa o Dia, a Lua (1º Vigilante) governa a Noite e o Venerável Mestre (Mestre da Loja) que dirige a Loja.

Existem símbolos tais como a Corda, a Régua de 24 Polegadas, o Esquadro o Maço e o Escopro (cinzel).

Os símbolos contidos no Tracing Board of First Degree (Quadro de Traçar do 1º grau) que noutros Ritos se chama painel Nesta representação em forma de um quadro pintado, encontramos as Colunas Dórica Jónica e Coríntia, o Sol, a Lua cheia (não em quarto crescente), o Círculo com um ponto central; a Escada de Jacó com as três virtudes, Fé Esperança e Caridade. E ainda esta Tábua de Delinear explica-nos o interior de uma Loja que é composto de Ornamentos que são o Pavimento Mosaico que é em xadrez (e não em diagonal), a Estrela Brilhante de sete pontas (Blazing Star) e a Moldura Denteada ou Marchetada, o Mobiliário da Loja composto do Volume do Livro Sagrado, o Esquadro e o Compasso e as Jóias.

As Jóias Móveis são o Esquadro o Nível e o Prumo e as Jóias Imóveis são a Tábua de Delinear, Pedra Bruta e Pedra Esquadrada. Ainda temos o Lewis que seria um tipo de luva de ferro em secções com cunhas ajustáveis e expansíveis utilizadas pelos pedreiros para engatar a auxiliar os grandes levantamentos. Seria uma ferramenta que levanta grandes pesos com pouca força.

As colunetas jónica dórica, e coríntia, representação em miniatura das colunas do Tracing Board (Quadro de Traçar) estão em cima dos Pedestais Em Loja aberta coluneta dórica em cima do pedestal do 1º Vigilante permanece em pé e a coríntia deitada no pedestal do 2º Vigilante Loja fechada é contrário.

O ritual deverá ser decorado ou memorizado. Não poderá ser lido em Loja. O Paster Master Imediato poderá permanecer com o Ritual aberto para “dar o ponto” e dar uma ajuda para algum esquecimento.

  • A dinâmica de uma sessão é a seguinte:
  • Abertura da Loja e apresentação da Carta – Patente ao Secretário.
  • Leitura pelo Secretário e confirmação da Acta da sessão anterior.
  • Ordem do Dia.
  • Quaisquer assuntos de interesse da Loja.
  • Existem três, mas o Mestre da Loja poderá englobá-los num só.

Encerramento ritualístico da loja

Com relação aos três levantamentos, estes são os três momentos em que o Venerável põe à disposição dos Irmãos o uso da palavra a saber:

  • 1º Levantamento para assuntos da Ordem Maçónica Universal e Instrução do Grau.

No primeiro levantamento se houver alguma proposta, mensagem ou Decreto do Grão-Mestre para ser lido, o Director de Cerimonial pedirá que todos fiquem de pé e á Ordem.

  • 2º Levantamento para assuntos da Obediência, da Loja e Expediente de Secretaria.
  • 3º Levantamento para assuntos pessoais e da bem-querença entre os Irmãos.

Quando o Venerável Mestre (Mestre da Loja) estiver ausente ele será substituído pelo Paster Master Imediato e não pelo Primeiro Vigilante.

A marcha é sempre iniciada com o pé esquerdo. Nas cerimónias em Loja aberta para qualquer Irmão transitar em Loja, será obrigatório o Esquadramento. Nenhum Irmão poderá caminhar sozinho, ele deverá ser acompanhado pelo Director de Cerimonial ou 2º Diácono. Este caminhar chama-se perambulação.

Esquadramento

Entende-se por esquadramento que quando um canto da Loja seja alcançado pela perambulação, será dado um quarto de volta à direita havendo uma pausa momentânea, prosseguindo-se a seguir a caminhada numa nova direcção sempre iniciando com o pé esquerdo do Director de Cerimonial e o Irmão que (Publicado em freemason.pt) estiver perambulando, ambos de braços dados através do membro superior direito do Irmão com o membro superior esquerdo do Director de Cerimonial Quando uma Loja está esquadrada, os cantos não são cortados nem contornados.

Os avental de Aprendiz é todo branco e deve manter-se de abeta abaixada. O de Companheiro é branco com duas rosetas azuis nos ângulos de baixo. O de Mestre é branco, orlado e na parte inferior com fita azul celeste de no máximo cinco centímetros

Os cargos electivos são: o Venerável Mestre, o Tesoureiro e Guarda Externo. O demais cargos serão nomeados pelo Venerável Mestre (Mestre da Loja).

Nos Rituais ingleses existe o termo W. M. que significa Worshipful Master que é mais um tratamento especial ou seja, Honorável ou Venerável Mestre, porem a sua função em Loja é Mestre da Loja, mas, com o tratamento ritualístico de Venerável Mestre pelo menos é a tradição na Inglaterra.

Não existe disputa para os cargos electivos. Há uma ordem natural para os cargos exercidos para que um Irmão se torne Venerável Mestre (Mestre da Loja), a saber: Guarda Interno, Segundo Diácono, Primeiro Diácono, Segundo Vigilante e Primeiro Vigilante.

Um Irmão poderá saber cinco anos antes, que será o Mestre da Loja.

Haverá sempre uma cadeira vazia ao lado direito do Venerável Mestre (Mestre da Loja) a qual é do Grão-Mestre. Ninguém mais se poderá sentar nesta cadeira.

Somente o Grão-Mestre e o Venerável Mestre (Mestre da Loja) poderão falar sentados. Os demais Irmãos deverão falar de pé dando o passo e à Ordem.

Existe somente um Livro de presenças para os Membros da Loja e para os Visitantes, sendo que os Membros da Loja assinarão primeiro e os Visitantes a seguir.

Existe apenas um Livro de Actas. Se uma Loja realizar uma Sessão de Mestre, ela terá que automaticamente ser aberta no grau de Aprendiz, passar para o grau de Companheiro e a seguir para grau de Mestre. Uma vez terminado o procedimento no grau de Mestre, a sessão voltará para uma sessão de Companheiro e finalmente para Aprendiz. Como a Acta é para Sessão ritualística, não há registo de assuntos secretos.

O Volume das Sagradas Escrituras na Inglaterra é a Bíblia. Não existem outros livros sagrados no Rito o qual é teísta feito tão somente para a Maçonaria de irmãos cristãos. Entretanto, como a Grã-Bretanha é constituída pelo Commonwealth (Comunidade Britânica) que actualmente congrega cinquenta e oito países, é lógico que por Volume da Lei Sagrada, os ingleses povo muito politizado toleram o livro sagrado da religião de cada país.

A Loja deverá realizar três sessões mensais a saber:

  1. Loja Aberta – Ritualística
  2. Administrativa somente para assuntos da Sociedade Civil
  3. de Instrução.

As sessões ritualísticas em Loja Aberta são: Iniciação, Passagem, Elevação, Instalação do Mestre da Loja e Consagração ou Dedicação do Templo. Não existem Sessões magnas ou especiais. Todas são regulares.

O que não existe no trabalho de emulação

  • Não existe nada relacionado com a Alquimia, Esoterismo, Rosacrucismo, Martinismo Cabala ou qualquer ramo do ocultismo.
  • Não existe Altar dos Juramentos. Os compromissos são tomados no próprio Pedestal do Venerável. Existe um tamborete ou genuflexório para o candidato se ajoelhar.
  • O uso do chapéu é desconhecido no Ritual de Emulação.
  • Não existem decorações no tecto a não ser a letra “G” suspensa no centro do Templo.
  • Não existe dossel em cima do pedestal ou cadeira do Venerável.
  • Não existem os Altares das Luzes que neste Rito se chamam como já dissemos Pedestais.
  • Não existe Bateria com as mãos. Existe o bater dos malhetes, cujas batidas serão específicas para cada grau. Chama-se batida de malhetes e não bateria.
  • Não existe Bolsa de Propostas e Informações.
  • Não existe o Balandrau. Em todas as sessões, o traje é preto ou escuro com gravata preta.
  • Não existe a Cadeia de União.
  • Não existe Câmara das Reflexões.
  • Não existe consagração do candidato pela Espada e Malhete.
  • Não existe a Corda de 81 nós.
  • Não existem Colunas Zodiacais.
  • Não existe certificado de presença. Se o visitante o exigir, o Secretário da Loja enviará uma carta para a Loja a qual pertence o Irmão informando que ele esteve presente à reunião.
  • Não existe Culto ao Pavilhão Nacional.
  • Não existem Espadas, a não ser a Espada do Guarda Externo. Não existe a Espada Flamígera ou Flamejante.
  • Não existem Graus Superiores. Existe o Santo Arco Real, que é uma espécie de extensão do Terceiro Grau, que não é considerado como um grau, apesar de possuir um ritual especial, cuja ritualística trabalha com os verdadeiros segredos do Terceiro Grau, sendo que no Terceiro Grau comum, estes segredos são substituídos.
  • Não existe o giro da palavra pelas colunas. A palavra é solicitada directamente ao Venerável Mestre (Mestre da Loja).
  • Não existem os Livros preto e amarelo.
  • Não existe a prova dos quatro elementos. Terra, Ar, Água e Fogo.
  • Não existe a Sala dos Passos Perdidos. O local que precede a Loja, chama-se antessala.
  • Não existe a Palavra Semestral. Para atender as normas da Potência o Venerável Mestre (Mestre da Loja) a transmitirá discretamente sem ritualística após a sessão, a quem quiser conhecê-la.
  • Não existe a transmissão da Palavra Sagrada na ritualística de abertura ou fechamento da Loja.
  • Desde l986 A Grande Loja Unida da Inglaterra aboliu dos Rituais as penalidades mencionadas nos juramentos das Iniciações. Agora são apenas lembradas que antigamente existiam tais penas caso o candidato fosse perjuro.
  • Não existe a separação física entre o Ocidente e o Oriente. Não existe o gradil ou grade, nem existem desníveis ou degraus, entre estas duas partes da Loja. A Loja é muito simples situada num plano só.
  • Não existe a Taça Sagrada ou Cálice da Amargura.
  • Não existe o Tríplice Abraço.
  • Não existem os três pontinhos nas assinaturas, nas abreviações Os três pontinhos são desconhecidos neste Rito. As abreviações são como na escrita comum, por exemplo: Venerável Mestre V.M.
  • Não existem os termos Prancha de arquitectura, peça de arquitectura, balaústre, Existem no Trabalho de Emulação as palavras Expediente, Palestra ou Conferência, Acta e o termo usado para a redacção da Acta é registo

Oficiais da Loja

  • Venerável Mestre (Mestre da Loja)
  • 1º Vigilante
  • 2º Vigilante
  • Tesoureiro
  • Secretário
  • 1º Diácono
  • 2º Diácono
  • Guarda Interno
  • Guarda Externo
  • Capelão
  • Director de Cerimonial
  • Esmoler (*)
  • Organista (*)
  • Mordomo (*)
  • Administrador de Caridade(*)
  • Assistente de Secretário(*)
  • Assistente de Director de Cerimonial.(*)

(*) São considerados cargos facultativos

Não existem os cargos de Orador, Chanceler, Expertos, Porta- Bandeira, Porta Estandarte e Porta-Espadas.

Para que não se confunda o sistema maçónico americano com o inglês que acabamos de demonstrar nas suas principais características enumeraremos os graus do Rito de York americano sendo que, este sim é o Rito de York, o autêntico de que, tanta confusão se faz a respeito, quando grande parte (Publicado em freemason.pt) dos maçons brasileiros chamam o Trabalho de Emulação de Rito de York, quando na realidade o Rito de York é como dissemos, americano e por sinal é muito deferente do inglês.

Segundo o “Educational Bureau General Grand Chapter” R. A. M. de Lexington- Kentucky – Estados Unidos, o Rito de York americano está dividido em quatro partes:

Primeira Parte – Lojas Azuis

  1. Aprendiz ( Entered Apprentice)
  2. Companheiro (Fellowcrfat)
  3. Mestre (Master Mason)

Segunda Parte – Capítulos do Real Arco

  1. Mestre da Marca (Mark Master)
  2. Mestre Passado (Paster Master)
  3. Mui Excelente Mestre (Most Excellent Master)
  4. Maçom do Real Arco ( Royal Arch Mason)

Terceira Parte – Conselho de Mestres Reais e Escolhidos ( Maçonaria Críptica ou secreta)

  1. Mestre Real ( Royal Master)
  2. Mestre Escolhido (Select Master)
  3. Super Excelente Mestre (Super Excellent Master)

Quarta Parte – Conselho dos Cavaleiros Templários

  1. Ordem da Cruz Vermelha (Order of Red Cross)
  2. Ordem de Malta (Order of Malta)
  3. Ordem do Templo (Order of the Temple)

Hercule Spoladore

Bibliografia

Livros

  • O Rito de York (Emulation Rite) Anatoli Oliynik Curitiba l997.
  • Rito & Rituais (Volume 1) Francisco de Assis Carvalho – Editora ” A Trolha” Ltda –Londrina -1993

Artigos em revistas

  • Joaquim da Silva Pires – “Comentários sobre o suposto “Rito de York” “A Trolha” Publicados em diversos artigos em 1997-1998
  • José Castellani “Rito de York” “A Trolha” nº55 Maio 1991
  • José Castellani “Primórdios do Rito de York no Brasil” “O Prumo” nº 101 de Abril e Maio l995
  • João Guilherme C. Ribeiro comentando o livro “A Reference Book for Freemason” de Frederick Smith na Revista “Engenho & Arte”

Artigos publicados na “bigorna”

  • Kurt Prober ” A Bigorna” nº 21 – Junho – l984
  • Kurt Prober ” A Bigorna” n°35 – Maio l985
  • Kurt Prober ” A Bigorna” nº 99 – Junho 1989

Rituais

  • The Perfect Cerimonies of Craft Masonry – as approved, sanctioned and confirmed by THE UNITED GRAND LODGE on 5th June,1816 – And as taught in the Unions Emulation Lodge of Improvement For M. Ms. – Freemason Hall, London – A Rew and Revised Edition Privately printed for a Lewis- London MDCCCXVIII (1918) – (Foi deste Ritual que o Irmão Joseph Sadler fez a tradução em l920 para o português)
  • Emulation Ritual – As demonstrated in the Emulation Lodge of Improvement – Compiled by and published with the approval of the Committee of the Emulation Lodge os Improvement A Lewis (Masonic Publishers Ltd. – All rights Reserved, 1976 – London)
  • Rituais 1º,2º e 3º graus “Cerimónias Exactas da Arte Maçónica” – Tradução da edição inglesa de l918, realizada em l920 pelo Irmão Joseph Thomaz Wilson Sadler da Loja “Lodge of Unity”, de São Paulo, impressa em Londres, aprovada pela Grande Loja Unida da Inglaterra e adoptado pelo Grande Oriente do Brasil.
  • Rituais do 1º, 2º e 3º graus do Rito de York organizados pelo Irmão ANATOLI OLIYNIK, Grande Secretário Geral de Orientação Ritualística do Grande Oriente do Brasil para Rito de York Ano 2000

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