Research Lodges e a Investigação Maçónica em Portugal

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luz maçónica, investigação

As Lojas de investigação Maçónica têm vindo ao longo dos anos a surgir nas mais diversas jurisdições da Maçonaria. Tendo como propósito primário encorajar e/ou dinamizar a exploração e investigação da filosofia da nossa A∴ O∴, divulgam o trabalho dos respetivos II∴ através da preparação e apresentação da obra resultante, na sequência dos temas sob análise.

A leitura dessas obras ou artigos é levada a cabo pelos respetivos OObr∴ ou, alternativamente, de II.∴ convidados, preenchendo uma típica sessão deste tipo de Loja.

São várias as R∴ L∴ de investigação que coligem todo o trabalho efetuado ao longo do ano, sob a forma de Transactions que acabam por se tornar numa fonte inestimável e de enorme riqueza, constituindo um património maçónico histórico e cultural de que todos podemos beneficiar. Tome-se, como exemplo as transactions anuais da Quatuor Coronati Lodge nº 2076 (Ars Quatuor Corona) ou, particularizando, o volume intitulado “Reflections on 300 Years of Freemasonry” que no seu conjunto representa um incalculável valor histórico e cultural da nossa A∴ O∴.

O tipo de trabalho desenvolvido por estas R∴ L∴ segue tipicamente uma abordagem baseada em evidências, promovendo a intitulada “escola autêntica” de pesquisa Maçónica, por substituição de muita literatura imaginativa, incorreta, imprecisa e, muitas vezes desconhecedora da história da Maçonaria.

Muito se tem escrito sobre a história da Maçonaria em Portugal, por historiadores, investigadores, romancistas e jornalistas, com maior ou menor precisão histórica, mas na sua maioria não suportada por evidências factuais. Todavia, como Mestre Maçon sinto que temos o dever de não nos quedarmos pelo que é aparente, e devemos promover o autoestímulo à procura e aprofundamento do conhecimento, bem como de transmitir esse estímulo, MM∴ QQ∴ II∴.

Seja através da clarificação ritualística, da investigação das origens da Maçonaria (em Portugal, por exemplo), pela procura de evidências que suportem teorias não provadas, ou qualquer outra temática que possa constituir acervo histórico e cultural individual e coletivo, é minha convicção que a nossa A∴ O∴ e em concreto sob os auspícios da nossa G∴ L∴ muito teria a ganhar com o desenvolvimento deste tipo de atividades de investigação Maçónica, como supra referido, praticadas em lojas dedicadas espalhadas pelo mundo.

Questiono-me, no entanto, sobre a necessidade, capacidade e exequibilidade de reproduzir em Portugal o modelo de outras jurisdições, id est, a criação de “Research Lodges” na verdadeira acepção do termo. Não me questiono, porém, sobre a mais-valia do desenvolvimento de atividades de uma R∴ L∴ desse tipo, que proponho diferente na forma mas igual no objeto.

Considerando os objetivos e pilares de atuação da Academia Maçónica – que tão claramente foram enumerados pelo R∴ I∴ Secretário Geral da Academia Maçónica da GLLP/GLRP, Rogério Tavares, quer na carta enviada a todos os II∴, bem como através do artigo publicado no número 4 da revista Aprendiz – sinto ser esse o contexto adequado que possibilite integrar o desenvolvimento do tipo de atividades suprarreferidas, contribuindo para os objetivos do segundo pilar de atuação da Academia, que visa a investigação “de forma séria e consequente” da Filosofia e História da Maçonaria.

Por ser essa a minha convicção e por sentir que muito há ainda que investigar, aprender e transmitir em benefício de todos os II.∴, coloco-me à ordem para contribuir para a reflexão sobre tal possibilidade, se assim for entendido como uma mais-valia.

Luís C. G., M∴ M∴ – R∴ ∴ Voltaire nº 159 (GLLP / GLRP)

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