Existe um vício que atravessa gerações de comentadores, ritualistas e “estudiosos” da Maçonaria: a citação de segunda mão. Cita-se o que outros citaram. Repete-se o que outros repetiram. E, quando alguém ousa perguntar “mas onde está escrito isso?”, a resposta é quase sempre um constrangido silêncio – ou, pior, a invocação de uma “tradição” cuja origem ninguém consegue precisar. É o que acontece com a afirmação, tornada lugar-comum, de que o tapete do Rito de Schröder “representa o Templo de Salomão”.
Repete-se isso em instruções, palestras, blogs e grupos de discussão como se fosse verdade auto-evidente, inscrita em pedra desde os primórdios do rito. Acontece que não é. O que proponho aqui é fazer o que deveria ser óbvio, mas aparentemente não é: ler o texto. Não o resumo. Não a tradução da tradução. O texto original, em alemão, na edição de 1816. E, a partir dessa leitura, demonstrar que Friedrich Ludwig Schröder não disse o que lhe atribuem – e que a confusão reinante decorre de erros de tradução que, cristalizados pelo tempo, adquiriram foros de doutrina.
A obra de referência é Die Rituale aller drei Grade, publicada em Hamburgo em 1816, resultado final das revisões que Schröder empreendeu em 1807, 1814 e 1816. Na página 41, lê-se:
“Ich komme jetzt zur Erklärung eines anderen Hauptsymbols der Freimaurerei, nämlich dieses rechtwinklichten länglichen Vierecks, welches auf dem Fußboden aller Logen in der Welt gezeichnet ist, und wodurch der Grundriss des geistigen Baues angedeutet ist. Man pflegt denselben auch den Umriss des salomonischen Tempels zu nennen. Jener Tempel war das erste merkwürdige, prachtvolle Gebäude, von dem die älteste Geschichte uns Nachricht gibt, und zugleich das erste, das dem Dienste eines einzigen unsichtbaren Gottes gewidmet war. Welches Sinnbild könnte treffender den Bau bezeichnen, an welchen wir arbeiten! Den Bau der möglichsten menschlichen Vollkommenheit!”
Que, traduzido, significa:
“Chego agora à explicação de outro símbolo principal da Maçonaria, ou seja, este quadrilátero oblongo em ângulos rectos, que é desenhado sobre o pavimento de todas as Lojas do mundo, e por meio do qual é indicado o traçado do edifício espiritual. Costuma-se também chamá-lo de contorno do templo salomónico. Este templo foi o primeiro edifício notável e esplendoroso de que a história mais antiga nos dá notícia, e, ao mesmo tempo, o primeiro que foi dedicado ao serviço de um único Deus invisível. Que símbolo poderia designar de forma mais adequada a construção na qual trabalhamos? A construção da máxima perfeição humana possível!”
Três elementos exigem atenção detida. Primeiro: Schröder define o tapete como Grundriss des geistigen Baues – “planta do edifício espiritual”. Não do Templo de Salomão. Do edifício espiritual. A qualificação é decisiva: trata-se de uma construção de ordem moral, interior, e não de uma réplica arquitectónica de um santuário bíblico. Segundo: a referência ao Templo de Salomão aparece introduzida pela expressão man pflegt… auch… zu nennen – literalmente, “costuma-se também chamar”. O sujeito é indeterminado (man); o advérbio auch indica que se trata de uma denominação adicional, não da denominação principal ou essencial. Schröder não está decretando que o tapete é o Templo; está registando que alguns o chamam assim. Terceiro: o parágrafo culmina com a definição do que de facto está em causa: den Bau der möglichsten menschlichen Vollkommenheit – “a construção da máxima perfeição humana possível”. Este é o objecto do trabalho maçónico segundo Schröder. Não a reconstrução simbólica de um templo histórico, mas o aperfeiçoamento – sempre parcial, sempre possível – do ser humano.
Mas então de onde veio a confusão? A resposta está nas traduções. A versão que circula no Brasil do ritual schroederiano deriva, em grande medida, da tradução feita pelo Irmão Gerhard Ludwig Reeps a partir do ritual da Loja Absalom zu den drei Nesseln, edição de 1960. A tradução de Reeps é, em termos gerais, de excelente qualidade – mas contém dois deslizes que alteraram substancialmente o sentido do texto.
O original alemão do ritual absalónico diz: „Eine solche Zeichnung finden Sie in allen Logen vor; man nennt sie auch den Grundriß des Salomonischen Tempels.” A tradução de Reeps: “Este tapete, assim desenhado, encontrareis em outras lojas. Chamamo-lo de ‘A Planta do Templo de Salomão’.” Dois problemas saltam aos olhos. Primeiro, a supressão do auch (“também”): o advérbio que indicava tratar-se de uma denominação alternativa simplesmente desapareceu, e com isso o que era uma referência entre outras tornou-se a definição. Segundo, a conversão do sujeito: o alemão man nennt (“costuma-se chamar”, sujeito indeterminado) foi vertido como “chamamo-lo” (sujeito oculto, primeira pessoa do plural), e com essa mudança o que era o registo de um uso externo (“há quem chame assim”) virou uma afirmação identitária (“nós chamamos assim”). O efeito combinado desses dois deslizes é devastador: o leitor da tradução conclui que, para o Rito de Schröder, o tapete representa o Templo de Salomão; o leitor do original percebe que Schröder apenas menciona essa denominação como algo que outros praticam – e prossegue para dizer o que ele, Schröder, considera ser o verdadeiro significado do símbolo.
Para que não restem dúvidas sobre a gramática alemã em causa, convém explicitar a distinção. Em alemão, quando man (pronome indefinido) aparece com um verbo, o sujeito da frase é indeterminado. No caso em exame, man nennt sie auch, o escriba omitiu deliberadamente o sujeito, de modo que a tradução correcta é “chamam-no também” ou “costuma-se também chamar” – onde sie corresponde ao tapete, auch significa “também” e man nennt indica sujeito indeterminado.
Se Schröder quisesse dizer “nós chamamos”, teria escrito wir nennen sie auch. Escreveu man nennt sie auch. A diferença não é estilística; é semântica. Man nennt sie auch significa “chamam-no também” (sujeito indeterminado). Wir nennen sie auch significaria “nós o chamamos também” (sujeito determinado, primeira pessoa do plural). São frases que parecem iguais mas contêm diferenças abissais.
Existe um segundo equívoco que contamina o debate: a presunção de que os rituais da Loja Absalom zu den drei Nesseln expressam fielmente o pensamento de Friedrich Ludwig Schröder. Não expressam. A Absalom adoptou, ao longo das décadas, uma versão revista do ritual – e essa revisão comportou alterações que nem todas as lojas schroederianas alemãs aceitaram.
A Loja zum schwarzen Bär (“Urso Negro”), de Hanover, é um exemplo eloquente. Na página de abertura do seu Ritual do Aprendiz, impresso em 2001, lê-se: “São conhecidas as alterações feitas nos rituais por Schröder nos anos 1807, 1814 e 1816. Desta última revisão surgiu o primeiro ritual impresso. No ano de 1853, a Grande Loja de Hamburgo passou a trabalhar com um ritual bastante diferente do original. Esta versão deu azo para que outras revisões posteriores fossem feitas, em especial a promovida pela Loja Absalom zu den Drei Nesseln.”
A cronologia é importante: em 1807, 1814 e 1816 temos as revisões feitas pelo próprio Schröder; em 1816, a publicação de Die Rituale aller drei Grade, o texto autêntico; em 1853, a Grande Loja de Hamburgo adopta um ritual “bastante diferente do original”; nas décadas seguintes, novas revisões, incluindo a da Absalom. O que chegou ao Brasil, portanto, não é “Schröder”. É Schröder filtrado por pelo menos duas camadas de revisão editorial – cada uma das quais acrescentou, modificou, “embelezou” – e depois traduzido com os deslizes acima referidos. Estamos a três graus de distância do texto original.
A própria Loja zur Eintracht (Concórdia) elaborou uma tradução alternativa do mesmo texto: “O Senhor vê aqui, meu Irmão, um Tapete estendido e sobre ele desenhadas várias figuras. Desenhos assim o Senhor encontrará em todas as lojas; nós os chamamos, também, como a planta do Templo de Salomão.” Note-se que esta versão preserva o “também” – o que já é um avanço – mas ainda converte o sujeito indeterminado em “nós”. A tradução correcta, que respeita integralmente a estrutura gramatical do original, seria: “Vedes aqui, meu Irmão, um tapete estendido contendo várias figuras desenhadas. Em todas as lojas o Senhor encontrará um quadro similar, conhecido também como Planta do Templo de Salomão.” A diferença entre “chamamo-lo de” e “conhecido também como” pode parecer subtil, mas é precisamente nessas subtilezas que mora o sentido.
Mesmo que Schröder tivesse afirmado – o que não fez – que a Loja maçónica representa o Templo de Salomão, a afirmação padeceria de um problema lógico elementar. A palavra “loja” deriva do francês loge, do alemão Loge, que por sua vez remonta ao latim laubia – designando um alpendre, um abrigo, um alojamento. No contexto da construção civil, a loja é o espaço provisório onde os obreiros se recolhem, guardam ferramentas, fazem refeições, dormem. Em qualquer canteiro de obras, a loja é a primeira construção a ser erguida e a última a ser desmontada. Só depois dela vem o edifício principal. Schröder tinha plena consciência disso.
Quando fala do “quadrilátero oblongo desenhado no chão de todas as Lojas do mundo”, está se referindo a uma prática histórica concreta: o costume dos maçons operativos – e dos primeiros especulativos – de desenhar ou formar a loja no piso das tavernas onde se reuniam, usando giz e carvão. A Loja era literalmente traçada no chão e depois apagada. Dizer que a Loja maçónica é o Templo de Salomão inverte a ordem lógica da construção. É como dizer que o andaime é a fachada. Que o barracão de obra é o monumento. Que o filho nasceu antes do pai. A Loja não é o Templo. A Loja é o espaço onde se trabalha para construir algo maior. E esse “algo maior”, segundo Schröder, é o geistiger Bau – o edifício espiritual – cujo conteúdo ele define com precisão: a construção ética do sujeito, o aperfeiçoamento humano possível.
Admitamos, por hipótese, que a identificação Loja = Templo de Salomão fosse legítima. Restaria ainda a pergunta: que Salomão? O texto bíblico é implacável. Em 1 Reis 10–11, lê-se:
“O rei Salomão casou com muitas mulheres estrangeiras, além da princesa egípcia. Muitas delas vieram de nações onde se adoravam ídolos – Moabe, Amom, Edom, Sidom e dos heteus – apesar do Senhor ter dado instruções expressas ao seu povo para que não casasse com pessoas dessas nações, porque as mulheres com quem eles casassem haviam de os levar a adorar os seus deuses. Apesar disso, Salomão deixou-se levar pelo amor por essas mulheres. Teve setecentas mulheres e trezentas concubinas; elas foram sem dúvida responsáveis por ele ter desviado o seu coração do Senhor, especialmente no tempo já da sua velhice. Encorajaram-no a adorar os seus deuses em lugar de confiar inteiramente no Senhor, como fazia o seu pai David. Salomão prestou culto a Astarote, deusa dos sidónios, e a Milcom, o abominável deus dos amonitas.”
Setecentas mulheres. Trezentas concubinas. Idolatria na velhice. Culto a Astarote e Milcom. Se o projecto maçónico é o aperfeiçoamento humano possível, a escolha de Salomão como modelo padece de um déficit ético considerável.
O argumento de que importa apenas o Salomão “edificador” – abstraído do Salomão “idólatra” – é hermenêuticamente insustentável: não se pode recortar a biografia de uma figura para dela extrair apenas o que convém. A tradição schroederiana, ao se centrar no edifício espiritual e na construção ética do sujeito, evita precisamente essa armadilha. O objecto do trabalho não é um rei bíblico de moralidade duvidosa, mas a construção – sempre inacabada, sempre em processo – do aperfeiçoamento humano.
Não se pode falar de Schröder sem falar de Johann Joachim Christoph Bode (1731–1793). Tradutor, editor, diplomata e Maçom, Bode foi o verdadeiro artífice intelectual da reforma que hoje leva o nome de Schröder. Foi ele quem iniciou o trabalho de depuração dos rituais, eliminando os “altos graus” espúrios, as lendas pseudo-históricas e os ornamentos místicos que haviam proliferado ao longo do século XVIII.
Bode morreu em 1793, antes de ver o resultado final dos seus esforços. Coube a Schröder – seu “afilhado” maçónico – sistematizar o trabalho, completá-lo e publicá-lo. Mas a matriz conceitual é de Bode: a recusa do esoterismo fraudulento, o retorno à simplicidade dos três graus joanitas, a ênfase no conteúdo ético em detrimento do aparato cerimonial. Compreender essa genealogia é importante porque ilumina a direcção do movimento reformador: menos ornamento, menos fantasia, mais fidelidade ao núcleo simbólico original. Os “embelezadores” que vieram depois – em 1853, nas revisões absalónicas, nas traduções descuidadas – andaram na direcção oposta. E é por isso que o Rito de Schröder, tal como praticado em muitas lojas brasileiras, já não é inteiramente fiel ao espírito de Schröder.
Quando o Rito de Schröder, na forma que procuramos recuperar, insiste em falar de canteiro de obras, não está inovando. Está retornando. A imagem do canteiro é mais fiel à história (a Loja como alojamento provisório), mais coerente com a lógica da construção (primeiro o barracão, depois o edifício), mais aderente ao texto de Schröder (o Grundriss des geistigen Baues, não o Templo de Salomão) e mais compatível com o projecto ético da Maçonaria (a construção do sujeito, não a reconstituição de um santuário bíblico).
O canteiro é, além disso, uma categoria hermenêuticamente mais produtiva. Ele pressupõe provisoriedade – a obra está em curso, não concluída. Pressupõe trabalho – há algo a fazer, não apenas a contemplar. Pressupõe colectividade – o canteiro é espaço de cooperação entre obreiros. E pressupõe finalidade – o canteiro existe para algo, para o edifício que há de vir. Transformar a Loja em “Templo de Salomão” congela o símbolo. Faz do espaço de trabalho um monumento acabado. Substitui a construção pela contemplação, o processo pelo produto, o devir pelo ser. É, em suma, uma traição ao espírito do rito.
Nos primeiros rituais maçónicos especulativos do século XVIII – ingleses, alemães e franceses – o vínculo entre Loja e Templo de Salomão simplesmente não existia, pelo menos antes de os rituais começarem a ser corrompidos pelos defraudadores. E nem poderia ser diferente, pois a loja (alojamento) é a primeira construção a ser erguida num canteiro de obras; depois é que vem a edificação principal. Foi exactamente quando se passou a confundir “Templo de Salomão” com “Loja Maçónica” que os embustes começaram a arruinar a instituição, abrindo espaço para graus vendidos, lendas compradas e uma espiritualidade de vitrine, mas sem espelho.
Tornou-se absolutamente imperativo para os defraudadores da Maçonaria do século XVIII fundirem as duas coisas, pois só assim poderiam justificar os graus que fabricavam com as anedotas que colhiam na Bíblia. E assim proliferaram os “altos graus”, as “câmaras do meio”, as reconstituições pseudo-históricas, os “tronos de Salomão” – todo um aparato cénico destinado a impressionar incautos e a engordar os cofres dos vendilhões de graus.
Fica aqui demonstrado que o nosso Irmão Friedrich Ludwig Schröder não afirmou que a Loja maçónica representa o Templo de Salomão, e sim que em algumas lojas ele é conhecido como tal. A diferença entre ser e ser chamado por alguns é abissal – e é precisamente essa diferença que as traduções apagaram. O Maçom schroederiano é membro de uma “loja” de São João, não de uma réplica do “templo” de Salomão.
Quem veio ao mundo primeiro, São João Evangelista ou o Rei Salomão? Que relação há entre ambos? Não é porque os aprendizes e os companheiros recebiam os seus salários ao lado das colunas J e B que uma loja maçónica – literalmente, alojamento de pedreiros – representa o Templo de Salomão. “Loja” e “templo” são duas coisas distintas, tanto no sentido maçónico operativo como no especulativo.
Resta a pergunta: como é que chegamos aqui? Como é que uma tradução defeituosa se cristalizou em “tradição”? Como é que o erro passou a ser repetido com a solenidade de quem proclama verdades eternas? A resposta é desconfortável, mas inevitável: preguiça hermenêutica. É mais fácil repetir do que ler. É mais cómodo citar o que outros citaram do que ir à fonte. É mais seguro invocar “a tradição” do que perguntar de onde ela veio. E assim se vai construindo, tijolo a tijolo, um edifício de equívocos – que, ironicamente, nada tem de geistiger Bau.
O Sistema maçónico de Schröder nasceu de um esforço de depuração – de limpeza dos embustes, das fraudes, das frivolidades. Honrar esse legado exige manter vivo o mesmo espírito crítico. Exige ler antes de repetir. Exige perguntar “onde está escrito?” antes de afirmar “sempre foi assim”. Exige, em suma, trabalhar. Como num canteiro de obras. Porque é isso que somos: obreiros de um edifício espiritual ainda em construção – o aperfeiçoamento humano possível. Não a perfeição absoluta dos iluminados. Não a santidade dos eleitos.
A perfeição possível – aquela que se constrói com mãos humanas, em condições humanas, sabendo-se humano. E sabendo, sobretudo, que o barracão de obra não é o monumento. Que a Loja não é o Templo. Que o filho não nasceu antes do pai.
Aos irmãos que difundem inverdades – que a abeta do avental é “o espírito penetrando na matéria”, que o tapete schroederiano “representa o Templo de Salomão”, que o Venerável “ocupa o trono de Salomão” – pergunto: onde está isso escrito? Consultem os rituais. Leiam o texto de 1816. Levem as traduções ao Instituto Goethe, se necessário. E depois voltem para conversar. Porque enquanto a Maçonaria continuar a ser um repositório de afirmações sem fonte, de “tradições” inventadas e de citações de segunda mão, continuaremos a ser exactamente o que os defraudadores do século XVIII queriam que fôssemos: repetidores acríticos de fórmulas que não compreendemos.
O Sistema de Ensino Maçónico de Schröder merece mais do que isso. A Maçonaria merece mais do que isso. E nós – obreiros de um canteiro que ainda está longe de ver o edifício pronto – merecemos mais do que isso.
Rui Badaró – Meister vom Stuhl da ARLS Gotthold Ephraim Lessing nº 930 – GLESP.
Referências
- SCHRÖDER, Friedrich Ludwig. Die Rituale aller drei Grade. Hamburg, 1816.
- LOGE ABSALOM ZU DEN DREI NESSELN. Friedrich Ludwig Schröders Ritualen von 1801. ed. Hamburg: Kurt Marx et al., 1982.
- REEPS, Gerhard Ludwig (trad.). Ritual do Aprendiz Maçom. 1. ed. 1999.
- LOGE ZUM SCHWARZEN BÄR. Ritual do Aprendiz. Hanover, 2001.
- VIDAL, Ricardo. O tapete schroederiano e o Templo de Salomão. Comunicações à lista de discussão Rito Moderno/Schroeder Brasil. Yahoo Grupos, 2015.
- BÍBLIA Sagrada. 1 Reis 10–11. Tradução Almeida Revista e Actualizada. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil.

- O Tapete do Rito Schröder
- A história da Maçonaria em Inglaterra segundo William Preston (I)
- Maçonaria, catolicismo, os jesuítas e outras conexões
- O maçom, a vida e a morte
- A Alavanca


Tenho sempre entendido que este rito (se posso dizer assim) diferencia mais facilmente Loja, Templo e Oficina. A Oficina seria a sala onde nos reunimos (usualmente referida como templo), a Loja é a reunião propriamente dita dos Irmãos (e, de certa forma, a entidade jurídica) – mas se Loja é o ‘alojamento’, então oficina e loja seriam o mesmo. Templo é o que construímos internamente, individualmente. O tapete seria a planta, ou o ‘símbolo’ deste Templo, e as ferramentas para a construção estão desenhadas ali: o esquadro, a régua, o nível, o prumo, etc. Este era meu entendimento, baseado nas explanações que recebi, e é, de forma geral, o que tenho passado adiante.