Vida simples

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Se pensarmos bem o que a Maçonaria pede de cada um de nós? Não pede grandes coisas. Não pede que sejamos perfeitos. Nem que sejamos super-homens. Ela pede que sejamos simples. Que tenhamos uma vida simples.

Uma das coisas que chama sempre atenção em nossa Iniciação é que nos é tirado todos os bens materiais. Nós entramos na Maçonaria sempre “nem nu nem vestido”. Entramos simples. Despojamo-nos de tudo para ver que a vida é simples. Tanto é verdade que assistimos o acto dramático do Hospitaleiro que nos pede “um pequeno auxílio para os desgraçados que vamos socorrer” e não temos nada. E isso é uma falta aos princípios de caridade da Maçonaria. Este acto não foi para colocarmos em situação de vexame, nem de humilhação, mas para mostrar que a Maçonaria quer que sejamos simples. Que sejamos despojados de vaidades e do luxo da sociedade.

“Nem nu nem vestido” quer dizer que fomos privados dos bens materiais para lembrar que nascemos sem nada e que devemos primar pelo aprimoramento espiritual e, pela simplicidade para fazer o bem a humanidade pelos nossos próprios esforços. Fazer o bem sem olhar a quem.

Na realidade, diz-nos frei Jonas Nogueira da Costa, que

“A simplicidade nos obriga a olhar para nós mesmos”.

E é isso que a Maçonaria quer de cada um de nós: Olhar-nos.  Por isso que ela nos fez fazer algumas viagens para entender o que ela queria de nós. As viagens foram por caminhos escabrosos, semeado de dificuldades, repleto de dificuldades, em meio a ruídos e de trovões atordoadores, e depois por uma estrada menos difícil, e finalmente por uma terceira viagem por um caminho plano e suave envolto no maior silêncio, demonstrando o caminho da simplicidade.

Esta última viagem nos mostra o “estado de paz e tranquilidade resultante da ordem e da moderação das paixões do homem, que atinge a idade da maturidade e da reflexão”. É a vida simples do Maçom.

Primeiro a Maçonaria nos dá, para depois cada um dar-se ao próximo. Dar aquilo que temos de mais profundo em nosso ser: Amor. E para isso precisamos ter uma vida simples. Porém, cheio de vontade de colaborar com o desenvolvimento da humanidade. Para isso, precisamos agir como “Pedra Polida que representa o homem instruído que dominou as paixões e abandonou os preconceitos e se libertou das asperezas da Pedra Bruta” que diligentemente a poliu.

Juarez de Oliveira Castro, Mestre Maçom (Instalado) da Loja “Alferes Tiradentes” Nº 20, sob a obediência da M∴R∴G∴L∴S∴C∴ – Florianópolis – Santa Catarina

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2 thoughts on “Vida simples”

  1. Robson Miranda

    Me sinto muito feliz e orgulhoso de poder me despojar de mim mesmo e aprender com Mestres como estou aprendendo!

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