A história dos Templários (II)

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cavaleiro templário

(Continuação – Ligação para a Parte I)

Jacques de Molay

O Rei decide cobrar do Papa a sexta graça. Obediente, o Papa mandou chamar à sua presença o 22º Grão-Mestre da Ordem dos Templários, Jacques de Molay. Jacques de Molay tinha nascido em Besançon, França, entre 1240 e 1243, de família nobre, tendo ingressado na Ordem em 1265; foi enviado à Palestina onde esteve sob as ordens do Grão-Mestre Guilherme de Beuajen. Com a morte deste, em 1298, foi eleito Grão-Mestre por unanimidade.

O motivo dado pelo Papa da chamada de Jacques de Molay era para ouvir a sua opinião sobre uma nova Cruzada e a possibilidade de unir as duas grandes Ordens: os Templários e os Hospitaleiros de São João.

Houve grande discussão no Capítulo. A Terra Santa já estava definitivamente perdida para o Ocidente e, como temos visto, este não era um dos objectivos dos Templários, ao menos assim parecia ser. Na França localizava-se o centro principal de operações da Ordem e o Capítulo suspeitava que a viagem poderia trazer grande perigo para a Ordem. Mas sendo o Grão-Mestre subordinado hierarquicamente ao Papa, uma recusa de obedecer significaria um acto fortemente rebelde. Decide-se finalmente pela viagem. Então, no início de 1307, Jacques de Molay viaja acompanhado de 200 cavaleiros, transportando todo o tesouro que a Ordem possuía no Oriente, estimado em 150.000 peças de ouro e grande quantidade de prata, levadas ao lombo de mulas. Este dinheiro foi utilizado na compra de grande extensão de terras na mesma França.

Jacques de Molay e os seus dignitários foram recebidos com grande pompa pelo Rei Filipe, o Belo. O Rei conhecendo o poder da sua futura vítima procurou algum tipo de aliança com Jacques de Molay. Nomeou-o padrinho de um dos seus filhos e propôs-lhe o ingresso de outro na Ordem dos Templários. Evidentemente este novo membro da Ordem, em razão da sua linhagem real, deveria ser a curto prazo o novo Grão-Mestre. Jacques de Molay recusou gentilmente, mas com firmeza. Nesse ínterim, o Rei, sempre com cobiça, conseguiu da parte de Jacques de Molay um suculento dote para a sua filha Isabel, que estava pronta para se casar.

Nas suas entrevistas com o Papa, Jacques de Molay recusou a fusão com os Hospitaleiros, porque percebeu que a nova Ordem ficaria sob o comando do filho do Rei. A fusão também não era interessante porque poderia afastar os Templários daquela tríplice missão da qual já temos falado.

O processo

Diante da recusa de Jacques de Molay, o Rei fez espalhar horríveis calúnias sobre os Templários que estarreceram a mentalidade simples do povo. Em 14 de Setembro de 1307 o Rei decreta a prisão de todos os Templários dentro do seu reino e o embargo de todos os seus bens.

As acusações contra os Templários foram as seguintes:

  • No momento da iniciação, os Templários deviam renegar a Cristo, a Virgem Maria e a todos os Santos.
  • Deviam cuspir na cruz.
  • Não acreditavam nos Sacramentos da Igreja e os Padres da Ordem omitiam as palavras da consagração na missa.
  • Acreditavam que o Grão-Mestre, os Visitadores e os Preceptores, ainda sendo leigos, tinham o poder de absolvê-los dos seus pecados.
  • Praticavam a sodomia entre si.
  • Na iniciação recebiam beijos na boca, no umbigo, no ventre nu, no ânus e na espinha dorsal.
  • Tinham ídolos de diversas formas de cabeças, incluindo caveiras humanas.

O processo, inicialmente desenvolvido pelo Rei da França, atingiu todos os Templários, como pessoas, pois os Templários como Ordem dependiam exclusivamente do Papa que, débil de carácter, ainda não decidira dar início oficial a tanta ignomínia. Mas o objectivo principal do Rei era a Ordem mesma, para se poder apropriar de todos os seus bens, ao menos na França. Daí que decidiu envolver a Santa Inquisição no processo através de Guilherme de Paris, Inquisidor da Fé desde 1303 e, coincidentemente, confessor do Rei desde 1305, para que ela, julgando aos Templários individualmente, obtivesse confissões mediante tortura, se necessário, que envolvessem à Ordem de tal maneira que, quando o Papa decidisse iniciar o julgamento contra a Ordem, estivesse tudo preparado.

Porque envolver a Inquisição? A Inquisição desejava o controle absoluto da Igreja, e a Ordem dos Templários, com o seu poder económico e militar, era um sério tropeço que seria bom eliminar. Temos, pois, o Rei apetecendo as riquezas dos Templários, a Inquisição desejando eliminar um sério obstáculo para a sua hegemonia dentro da Igreja e um Papa pusilânime, subjugado ao Rei.

Um facto curioso, que tem provocado o interesse dos historiadores, é a passividade dos Templários em se deixaram prender pelas forças do Rei. Naquela época, os Templários deviam ter na França 3.000 cavaleiros de primeira linha, infinitamente superiores aos militares do Rei; fora deles, tinham os escudeiros que se vestiam de preto e os servidores e funcionários, que se bem não fossem combatentes, serviriam no caso como apoio e para cuidar das instalações.

Acontece que os Templários juravam lutar contra os inimigos da fé que, tradicionalmente, eram de outra raça; a Regra proibia-lhes combater contra cristãos, somente podiam reagir quando três vezes atacados e, em caso de conflito, a declaração ou ordem de lutar somente podia vir do Grão-Mestre. Estando ele preso, os Templários, com uma disciplina pouco comum, somente se limitaram a obedecer as Regras juradas. Agora entremos na análise das acusações, pois mostrará que os Templários possuíam conhecimento esotérico muito avançado chocando e chocam, ainda hoje, à pessoas fanáticas ou de mentalidade simples. A existência de Jesus de Nazareth e a sua crucificação da forma como tem sido transmitida pela Igreja, tem sido questionada por diversos sectores. Na Terra Santa não existia até a Idade Média nenhuma cidade com o nome de Nazareth e sim uma comunidade essência da Galileia, que tinha aquele nome, e a Igreja têm procurado ocultar a origem de Jesus como essénio. O amor fraternal apregoado por Jesus é um dos alicerces principais da sua doutrina, mas nos Evangelhos, lemos expressões de um Cristo violento, vingativo, intolerante, fanático, etc. (Aquele que não está comigo, está contra mim… Desgraça a ti, Corazaim. Desgraça a ti, Bethsaida … Trazeis aqui meus inimigos que não me quiseram como Rei e matai-os na minha presença (Lucas XIV – 27) … Se a tua mão é um objecto de escândalo, corta a tua mão … Olho por olho, dente por dente … Eu vim para por a divisão entre o filho e o pai … Deus deu esta ordem: honra teu pai e tua mãe e aquele que amaldiçoar o seu pai, seja punido …)

Louis Carpenter, no seu livro Os Mistérios Templários e Edmond Bordeaux Szekely em A Origem Essénica do Cristianismo (1927), lança a possibilidade de haver nas Escrituras um guerrilheiro e um Mestre. O guerrilheiro pode ser o filho mais velho de José, que deseja recuperar o trono de David, a sua herança, e que foi crucificado pelos romanos. O Mestre pode ser um essénio, supliciado, mas não morto pelos judeus. O descobrimento dos Rolos do Mar Morto em Março de 1947, junto com esclarecimentos de alguns pontos da existência dos essénios, complicou outros, especialmente aqueles relacionados com Jesus e a Sagrada Família e o seu relacionamento com os essénios. Lembremos que os Templários em muito se assemelhavam aos essénios: somente moravam na comunidade, usavam o branco como vestimenta, todos os seus bens eram comunitários, individualmente nada possuíam, obedeciam rigorosamente a hierarquia, etc.

Os Templários consideravam-se fieis cristãos, reverenciavam a Cristo, mas aparentemente não manifestavam o mesmo entusiasmo por Jesus, o que naquela época era considerado uma heresia grave.

Vejamos agora a acusação de cuspir na cruz: no mundo antigo a cruz era um instrumento de tortura usado para castigar escravos e indivíduos de classes inferiores. A partir daí as religiões, tentando expressar a dor dos que sofrem, incluíram a cruz nas suas variadas formas para venerar deuses pagãos. Mas o cristianismo demorou em adoptar a cruz dentro da sua liturgia. O suplício na cruz era o símbolo da derrota dos escravos rebeldes; existia um terror instintivo que afastava os fiéis da exaltação pública da cruz. E quando, aos poucos, a cruz foi aparecendo no cristianismo, os cristãos antigos foram apelidados de “adoradores da cruz”, ficando evidente a forma pejorativa. Somente no século V começa a ser admitida a imagem de um Jesus crucificado. Mas com uma argumentação: a cruz de madeira é matéria, diferente do espírito; a matéria apodrece, o espírito é eterno. E era assim que os Templários entendiam-na; o parágrafo 13 do Título I das Regras dos templários indicava que o Recipiendário caminhará sobre a cruz, mas no parágrafo seguinte explicava-se que não é a forma, mas sim a essência que devemos reverenciar.

A acusação referente aos ídolos, os historiadores não têm conseguido aclarar totalmente. Sobre o crânio não existe dúvida, tinha para os Templários o mesmo significado que tem para os maçons, que não é outro senão o reconhecimento da Razão, de que o Homem está dotado e que se encontra contido dentro do crânio. Fora os crânios, havia outros tipos de cabeças de formas estranhas encontradas nas Casas dos Templários, mas nenhum dos interrogados soube dar uma explicação certa, seja por ignorância, ou por fingir ignorância, e que os inquisidores pelas mesmas razões não insistiram.

Vejamos agora os beijos em certas partes do corpo do Recipiendário, indecorosos conforme a Inquisição. Na parte mais baixa da espinha dorsal está localizado o Chakra Fundamental ou Básico; é a sede do Fogo Serpentino, a energia criadora em estado latente; o desenvolvimento deste centro proporciona domínio sobre os elementos da Terra. Pela espinha dorsal do homem circula a medula espinhal, sendo a crença transmitida pelos hindus, que nela existe uma força vital do homem, independente da sua vitalidade animal: é a serpente Kundalini, dormente, mas que se for acordada, dirigir-se-á ao já mencionado Chakra Fundamental ou Básico. Os Templários evidentemente de posse deste conhecimento iniciático, faziam o Mestre beijar o Recipiendário no local abaixo da espinha dorsal. Quanto aos beijos noutros lugares do corpo não existem informações dignas de crédito e pode que elas foram incorporadas nas acusações mais como calúnias, ou poderiam estar relacionados com outros Chakras. De todas maneiras, aproveitamos este exemplo para lembrar o motivo principal pelo qual as Escolas Iniciáticas mantém os seus Rituais fora do alcance de profanos, pois eles, com a sua ignorância ritualística, além de não entender, podem mistificar para o lado mais sujo estes procedimentos.

Quanto à acusação de sodomia, acreditamos que não vale a pena ocuparmo-nos dela, já que não foi reconhecida por ninguém, nem ainda sobre tortura, sendo aparentemente mais uma calúnia para aumentar dentro do povo a indignação contra os Templários.

As outras acusações englobavam-se no pecado de heresia, sendo de muita gravidade para os tempos que corriam, em que a Igreja era a dona das mentes e das almas e aquele que se manifestava contra a fé, sofria o castigo da excomunhão que significava o ostracismo dentro da sociedade. Mas acontece que poucas vezes se tem visto tanta religiosidade e fé dentro de um corpo militar como no caso dos Templários. Conforme vimos, a Regra mantinha-os em contacto permanente com a religião e tanto é assim que eles ainda no cativeiro pediam insistentemente assistir a missa e comungar. Lembremos que durante 200 anos eles lutaram e morreram (incluindo 5 Grandes Mestres) pela fé religiosa e, quando feitos prisioneiros, eles preferiam morrer a abjurar da sua fé. Quando a Ordem foi dissolvida, grande número de cavaleiros ingressou em diferentes conventos para continuar dentro da sua fé. Que classe de hereges são esses?

Acolhendo os conselhos do Rei, a Inquisição foi violenta com os Templários, encarcerando-os, torturando-os e queimando-os; 54 Templários foram queimados vivos em Paris antes de serem interrogados. O Papa Clemente V reforçou essa violência, exigindo por carta endereçada ao Rei de Chipre e aos Bispos de Famagusta a aplicação de torturas. É bom esclarecer que noutros países a reacção contra os Templários não foi tão desfavorável. Em 16 de Outubro de 1311, reuniu-se em Viena um Concílio Geral para julgá-los e que deu em nada. Em Aragão e Portugal, eles foram autorizados a ingressar noutras Ordens se o desejassem; na Alemanha e na Itália, eles foram simplesmente absolvidos; na Inglaterra, eles foram detidos e submetidos a processo pelos Inquisidores, mas sem a amplitude e violência da França. Em 21 de Outubro de 1310 o Concílio de Salamanca absolveu os Templários de toda a culpa. Vendo que o clima podia mudar a favor deles, em 1312 o Papa Clemente V emitiu a Bula Vox Clamantis extinguindo a Ordem e, no dia 2 de Maio do mesmo ano, a Bula Ad Providas, que regulamentava a requisição dos seus bens; esta Bula está cheia de contradições e demonstra muito bem o carácter débil do Papa, pois assim como reconhece não estar em condições de emitir uma sentença jurídica, condena a Ordem à extinção perpétua.

A morte

Em 3 de Março de 1314, o Grão-Mestre Jacques de Molay acompanhado de três Altos Visitadores, comparece ao átrio de Notre-Dame em Paris para ouvir a sentença que os condenará a prisão perpétua. Mas Jacques de Molay toma a palavra, retractando-se publicamente das confissões obtidas sob tortura e declarando a Regra do Templo como santa, justa e católica, sendo seguido nessa atitude por Geoffroy de Charnay. Diante de tamanha mostra de rebeldia e coragem contra o Rei e a Inquisição, a reacção das autoridades francesas foi imediata: condena-os à fogueira, sendo executados nessa mesma tarde.

Jacques de Molay, perante a fogueira, despiu-se totalmente das suas vestes de Grão-Mestre, ficando nu para simbolizar que era o ser humano Jacques de Molay estava sendo queimado e não o Grão-Mestre da Ordem dos Templários e fala-se que, nas suas últimas palavras, estabeleceu um prazo de 45 dias ao Papa e de um ano ao Rei para comparecer ante o Tribunal de Deus.

Em 20 de Abril de 1314, em Roquemaure, o Papa Clemente V morria vítima de uma infecção intestinal e, no mesmo ano, em 29 de Novembro, em Fontainebleau no Rei morria de paralisia provocada por uma queda do cavalo. Curiosamente conforme relata Louis Charpentier no seu livro Os Mistérios Templários, base importante deste trabalho, Nogaret, assessor legal do Rei e que dirigiu o processo contra a Ordem, morria misteriosamente em 1314, e quatro “delatores”, que participaram do processo desde o início, também morriam apunhalados ou enforcados.

O destino vira a costa para a França. Inicia-se a Guerra dos Cem Anos contra a Inglaterra, com muitas derrotas militares que deixam o país arrasado e a fome toma conta do povo francês. Para piorar, entre 1348 e 1350 a Grande Peste ou Peste Negra dizima uma parte importante da população.

Muitas lendas surgiram após a morte de Jacques de Molay, incluída aquela que o cavaleiro D’Aumont e mais sete Templários tinham recolhido as cinzas do Grão-Mestre e fugido, disfarçados de pedreiros até a Escócia. Nesse país, favorecidos pelas antigas relações da Ordem, tinham organizado uma Loja com dois Capítulos: um exterior para difundir o ideal religioso e social dos Templários, de forma que fosse acessível ao povo, e outro interior, para vingar a Ordem da perseguição do Rei e do Papa, incluindo na vingança os Hospitaleiros e os Cavaleiros de Malta, beneficiados com a distribuição dos bens dos Templários. Segundo alguns autores, esta Ordem seria a origem dos Altos Graus Escoceses Maçónicos, se bem, é certo, não existe prova histórica desta afirmação.

Na segunda metade do século XVII as sociedades secretas multiplicam-se na Europa. Inúmeros personagens circulavam pelo continente em serviços secretos, sendo um deles o famoso e misterioso José Balsamo, que se fazia chamar Conde de Cagliostro. Quando Cagliostro foi iniciado na seita Os Iluminados, em Frankfurt, foi-lhe confiado um velho manuscrito chamado “Nossos Grandes Mestres os Templários”. O mesmo Cagliostro tinha um signo secreto com as iniciais L P D (Liberdade Povo Dever), mas que tinha um significado oculto que lembrava a vingança ditada cinco séculos atrás contra os herdeiros de Filipe o Belo: Lillia Pedibus Destrue (Destruir a Flor de Lys).

Na Revolução Francesa também aparece a marca dos Templários. Discute-se que o nome dos Jacobinos deva-se a Jacques de Molay (Jacobus Molay) e não, como é conhecido comumente, homenagem ao pretendente Stuardo, ou a Igreja dos antigos religiosos jacobitas, ou as ideias sustentadas por J. J. Rousseau. Os Jacobinos denominaram a sua Assembleia como Capítulos, usavam três iniciais misteriosas J B M que se prestavam a inúmeras interpretações, sendo que os seguidores dos Templários diziam que correspondiam as iniciais de Jacobus Burgundus de Molay. Mais uma coincidência: a Assembleia tinha designado o Palácio de Luxemburgo como residência da família real, mas os jacobinos exigiram que o Rei ficasse prisioneiro no Templo, a fortaleza dos antigos cavaleiros templários.

A lenda fala que um homem de alta estatura e de longas barbas perseguia e matava religiosos durante a Revolução gritando: “Esta é pelos Templários”. O mesmo homem que subiu ao palanque da execução de Louis XVI e molhando as mãos no sangue do monarca guilhotinado agitou-as sobre o povo gritando: “Povo francês, eu te baptizo em nome de Jacques e da Liberdade”; segundo outros teria gritado: “Jacques de Molay, estás vingado”.

Mas tanta violência por parte dos seguidores dos Templários acabou, para a mentalidade do povo daquela época, convertendo em mártires ao Rei e ao Papa. Daí a necessidade de estudar e divulgar a história dos Templários, tal como ela é, procurando nas melhores fontes, para que a verdade resplandeça com todo o seu brilho e que a vida e o sacrifício de Jacques de Molay perdure como um exemplo de fidelidade aos seus princípios.

Acabamos de recordar a vida, paixão e morte dos Cavaleiros Templários. Quase oito séculos têm transcorrido e o mundo em algo mudou, mas sabemos que sempre existirá a injustiça, a fome, o fanatismo e a ignorância. A Maçonaria, que também tem a sua Tríplice Missão, tem muito a fazer ainda na reconstrução do Templo ideal para um mundo melhor. Levantemos os nossos emblemas e as nossas espadas flamejantes e vamos em frente, sem nada temer, acompanhados da divisa eterna:

Non Nobis Domine, Non Nobis, sed Nomini Tuo da Gloriam

Omar Cartes

Bibliografia

  • Os Tribunais Secretos, Paulo Féval, Edição 1874, Lisboa, tradução de Manuel Pinheiro Chagas.
  • Os Mistérios Templários, Louis Charpentier, Ed 1978, (R J), tradução de Rolando Roque da Silva
  • História das Sociedades, Rubim Santos de Leão de Aquino, Denise de Azevedo Franco, Oscar Guilherme Pahl Campos Lopes, Edição 1987, Rio de Janeiro
  • Historia del Trabajo – Tomo II, Philippe Wolf e Frederic Mauro, Edição 1965, Barcelona
  • Enciclopédia Mirador
  • Revistas A Verdade, Março de 1992, Setembro e Outubro de 1987
  • Revista Maçónica de Chile, março 1941, Novembro/dez 1968, set/Outubro 1971, Outubro de 1965

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