Embora estudos sejam feitos para validar a ideia de que as línguas são estruturas vivas [2], o Poeta Olavo Bilac (1865-1918) [3], na sua costumeira e genial inspiração, usou a poesia (e que poesia!), para mostrar o quão viva e linda é a Língua Portuguesa.
Vinda do Latim vulgar, de origem, pois, humilde, falada fora dos círculos nobres da época, foi lentamente substituindo o Latim em todas as suas formas de expressão e, por isto, considerada a sua “última filha” ou ‘última Flor do Lácio”; evolutivamente, sempre demonstrou o seu esplendor linguístico, seja no lapidar contínuo da fala, seja na riqueza das suas variadas expressões – oratórias, canções de ninar, emoções, orações e louvores [4].
E a sua força actual é ratificada pelos, aproximadamente, 260 milhões de falantes no mundo.
Portugal, historicamente, origem e difusor deste idioma nos quatro continentes e Brasil que, por sua população, tem o maior contingente de falantes, são, hodiernamente, os disseminadores preferenciais do idioma; contudo, temos outros importantes países lusófonos com populações também significativas e que compõem a actual Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) [6] – Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
Se considerarmos a população nativa, o Português é, seguramente, a sexta língua mais falada no mundo, a terceira mais falada no hemisfério ocidental e uma das línguas oficiais da União Europeia.
Não estava equivocado o Poeta fundador da Academia Brasileira de Letras e autor da letra do Hino à Bandeira do Brasil, Olavo Bilac [3]:
“Última flor do Lácio, inculta e bela, És, a um tempo, esplendor e sepultura (…)”!
Mas vamos em frente e ver aonde chegamos.
Como língua viva, o Português aqui e acolá, vai incorporando novas palavras, novas expressões, neologismos, empréstimos linguísticos com ou sem processo de aportuguesamento, ou mesmo, novos significados para antigos vocábulos [1].
É nossa obrigação tentar usar e divulgar estas novas aquisições, como orgulhosos falantes deste belíssimo idioma, que provoca saudades, sentimento quase intraduzível, cuja profundidade poética carrega a alma do próprio idioma (IA – Copilot), especialmente quando estamos alhures, obrigados a falar outro idioma por tempo além do desejado.
Com diz o intróito da Academia Brasileira de Letras:
“Conhecer o significado de novas palavras enriquece nosso vocabulário e nos faz mergulhar na atmosfera intelectual em que vivemos. Mais do que isso, contribui para o pleno desenvolvimento da nossa capacidade de comunicação, amplia a compreensão que temos do mundo e nos torna aptos a identificar problemas, buscar soluções e sermos agentes de mudança em prol de uma sociedade mais humana, ética e justa” [1].
E isto não é uma das obrigações do Maçom? E não se enquadra num dos princípios fundamentais da própria Maçonaria?
À minha maneira, decidi divulgar vários destes novos vocábulos, segundo a Academia Brasileira de Letras [1], introduzindo-os num texto, para mim, desafiador, com a ideia de estabelecer analogias, utilizando-me, por vezes, de figuras metafóricas, focando aspectos de funcionamento da nossa Instituição que julgo interessante discutir.
Obviamente, aqui se externará apenas opiniões, mas talvez também, algumas contestações e muitas provocações.
E provocação, entendo, como a alma de uma das setes ciências liberais: a retórica!
Todos os vocábulos considerados novos, estarão destacados no texto e retirados, pela confiabilidade, de uma única fonte de referência [1].
Temo que seja difícil separar a vaidade da actuação do ser humano na sociedade, seja onde seja e, dentro da nossa Instituição, um mosaico de neurodiversidade visível, não focando em diagnósticos médicos, mas sim, na multifuncionalidade existente e nas múltiplas inteligências que interagem [7], não seria diferente. Mesmo no minifúndio de uma loja maçónica, por mais que não se deseje, a vaidade está fortemente presente. Entendo que uma das formas de amenizar esta característica da natureza humana é o estímulo ao exercício de cargos na Instituição, pois aprendemos fácil e rapidamente a trilhar o caminho entre a notoriedade transitória e/ou restrita, para a subcelebridade. A Maçonaria é, per se, uma escola comportamental.
Vamos, como um apneísta, continuar submergindo neste abismo profundo e escuro da nossa imaginação.
Vivemos mais um período histórico para a humanidade com mudanças radicais em comportamentos sociais, económicos, ambientais, legais, e muitos outros eteceteras. A Maçonaria, Instituição secular, veio adaptando-se a muitas delas ao longo desta história, mas parece, com dificuldades para adaptar-se a outras tantas mais actuais, quiçá pela amplitude e intensidade desta moderna e intoxicante cibersociedade.
Sofremos com a infodemia, com irmãos sendo submetidos a uma verdadeira imunização cognitiva [8], iniciando discussões, por vezes acirradas, sobre assuntos que não conhecem adequadamente, baseados em informações subjectivas e, por vezes, vindas de fontes não confiáveis ou mesmo, apenas compartilhadas a partir de uma origem desconhecida, contaminados mesmo, pelo “vírus do simples repasse”, sem o menor cuidado analítico; e atenção, dependendo da visão individual ou grupal, torna-se uma verdade absoluta para algum lado, gerando desorientação e inúmeros prejuízos à vida comum.
E esta imunização cognitiva inclui também, a nomofobia, quando vemos a ansiedade provocada nos irmãos pelo distanciamento das telas dos seus celulares, mesmo estando nos seus bolsos ou pastas nas nossas reuniões!
Embora entenda que não é aconselhável, em qualquer comunidade a tendência à normose, situação também extremada, seja para o lado de proibições ou para concessões irreflectidas, pelo risco que traz à saúde mental. Devemos saber, para o bem das nossas relações, equilibrar estas duas patologias sociais: nomofobia e normose!
Estamos à mercê dos cibercrimes, actividade ou prática ilícita perpetrada no espaço digital, como prática de estelionato, com cobranças, convites ou tentativas de obtenção ilícita de dados pessoais. Este campo, quase podemos assegurar, é estimulado por nossas próprias vaidades ou outros adjectivos que vossas mentes leitoras possam imaginar; mormente quando se propaga aberta e desnecessariamente acções e actividades maçónicas, antes tratadas com discrição ou mesmo, com algum grau de sigilo; é só acessar links de potências e lojas, quando não, perfis individuais e, no mínimo, vermos a quebra de cumprimento de alguns itens das nossas Constituições; ou, se assim não for entendido, pelo menos olvidando a prudência; rompe-se assim e com facilidade, uma das famosas e mais importantes peneiras da sabedoria, a da necessidade!
Institucionalmente, na Maçonaria que conheço e convivo, em tempo da internet das coisas, a maioria das lojas tem tido dificuldade de incorporar as novas tecnologias no seu dia a dia, ou mesmo, transformá-las em possíveis oportunidades reais de ensino e discussão de temas relevantes fora dos habituais do trabalho maçónico. Os grupos que utilizam algumas das redes sociais existentes, se interessam por outras coisas.
Neste mundo cada vez mais digital, ainda se fala, na Maçonaria, do desenvolvimento e imposição de planos ou programas de ensino sistematizados, mormente, sem considerar os saberes e as experiências individuais dos educandos. Temos sim, que pugnar por ecossistemas comunicativos abertos, democráticos e criativos em espaços, no nosso caso, informais ou não formais, ou seja, utilizar a educomunicação como fim e meio [1][8].
Estou convicto de que não se trata de falta de conhecimento ou de vontade, mas sim, de recursos. As lojas vivem maioritariamente das contribuições dos seus membros, que apenas cobrem as despesas advindas das suas actividades fins ou dos compromissos hierárquicos dentro da Instituição.
Devemos lutar, sem deixar de reconhecer os seus valores, para superar padrões estabelecidos pelas tradições ou experiências; dar-lhes novo sentido e valor, ou seja, ressignificar os nossos comportamentos e ideologias fechadas em gabinetes de verdades individuais e absolutas. Não resta dúvida de que este é um hábito que gerará saudabilidade!
Embora o compliance se faça presente e constante dentro da Maçonaria, o nosso sistema de gestão não busca a socialização ampla de recursos ou o estabelecimento de metas macros; vejo foco preponderante no aumento do contingente, através da aquisição de novos membros e formação de novas lojas, não importando onde e nem a razão entre admissão e evasão; esquece-se, rapidamente, as necessidades destas novas lojas que terminam, solitárias, lutando pela própria sobrevivência, obrigando-as a admitir apressadamente novos membros, com motivação pouco avaliada, incorrendo no crasso erro do “círculo vicioso institucional” [11].
Hoje observa-se, inclusive, uma velada e latente concorrência entre lojas e mesmo, Potências, nesta busca por novos membros, assim como, uma certa disputa na criação de novas lojas; não me peçam, por favor, dados comprovatórios! Aqui somos só ouvidos!
Apesar das múltiplas competências existentes neste número avançado de membros [10], não há uma tendência de trabalho em coworking, não no sentido de trabalho remoto, mas sim na busca de compartilhamento e optimização de recursos, saberes e metas; aqui é a colaboração facilitando e se tornando palavra de ordem. Até mesmo porque o distanciamento físico, fora das questões e discussões da área da saúde, não é uma opção sadia para a Maçonaria; o convívio entre irmãos representado fisicamente pelo abraço tríplice e fraternal é um dos seus pilares e uma vantagem competitiva neste mundo confuso de redes sociais e consequentemente distante.
É importante, é imprescindível que a humanidade tenha padrões comportamentais que se não aferem o sentido da normose, servem de referência e respeito às tradições.
Mas isto, não significa imutabilidade!
Conhecemos a sabedoria dos 10 mandamentos e estaríamos no paraíso se os cumpríssemos rigorosamente; mas é evidente que a sensação do seu desconhecimento ou, eufemisticamente, do seu esquecimento ou desuso, é cada vez mais nítida na sociedade mundial; mas isto não impede que continuemos a ensiná-los às próximas gerações e mostrar-lhes o seu grande alcance espiritual e social.
Nós Maçons, também temos os nossos “mandamentos” ou mais conhecidos como “Landmarks”, cuja tradição considera a sua invariabilidade e irrevogabilidade; isto é, todo Landmark é considerado inalterável [12].
Longe, pois, qualquer tentativa de discussão sobre o determinismo desta tradição histórica. Mas respeitar o texto histórico, não significa que não possamos discutir os contextos a eles relacionados, que são mutáveis – aliás, adogmáticos e infinitamente mutáveis, especialmente na nossa sociedade moderna ou pós-moderna [10].
Enquanto o determinismo textual segue impondo um capacitismo ultrapassado, facto exemplificado nas magníficas competições paraolímpicas que, tenho certeza, todos admiram, perdemos de conviver com mentes brilhantes e dedicadas: “A convivência com a pluralidade contribui fortemente para o desenvolvimento de criatividade, inovação, diálogo e empatia – competências notoriamente imprescindíveis para que saibamos navegar pela profunda complexidade inerente à vida contemporânea” [1]; o contexto pode ser mudado, respeitando a história e a imutabilidade do texto!
Continuaremos, em nome da imutabilidade do texto, praticando audismo? Talvez possamos nos aculturar, estudar Louis Braille e nos tornarmos bons braillistas. Que exemplo de fraternidade daríamos!
Texto e contexto, podem sim, ser dissociáveis!
Enquanto segue-se o determinismo textual impondo exclusividade de género, horrorizamo-nos como seres humanos livres e de bons costumes, com o crescente número de feminicídio; ao mesmo tempo, assistimos ao empoderamento feminino, acarinhamos o dia internacional que lhes é dedicado e, independentemente das nossas vontades, sobram grupos maçónicos femininos (ou mistos) formados dentro de potências não convencionais. Ainda bem que aqui não cabe o termo justiciabilidade.
A discussão não é quebrar a tradição e nem lutar contra o texto histórico que constitui uma das nossas bases filosóficas, mas discutir se podemos ou não aumentar o “guarda-chuva” (ou a sombrinha?); e de forma independente, regularizar o que já existe [13].
Não é incomum, como exemplo apenas, que o futebol, desporto profissional, albergue hoje, ambas as modalidades, masculino e feminino, sob uma única égide, porém, com estruturas diferentes e independentes; afinal, as necessidades são distintas!
Lembremos que entre os nossos princípios gerais está o combate à ignorância, a superstição e a tirania; além disto, a tolerância, para nós, constitui o princípio cardeal nas relações humanas, respeitando as convicções e as dignidades individuais.
Juntando as partes, precisamos de um bioeticista, para ensinar-nos implicações éticas, morais e filosóficas da ciência, da tecnologia e das relações humanas?
Há algum tempo escrevi algumas linhas sobre etarismo [14].
Mas entre a filosofia e a prática, a distância é medida em anos-luz; os grupos, continuam sendo jovencentristas [14]; e imaginem se passássemos a falar de economia prateada.
Quanta oportunidade perdida! Mas vamos mudar de assunto!
Há algum tempo também escrevi algumas linhas questionando se a “Maçonaria teria TDAH”, onde citei que aprender a aproximar o futuro do presente, é uma boa terapia [15].
No nosso meio, insistimos no fortalecimento da ideia de “construir o edifício social“; sabemos que é uma metáfora, mas é rica e significativa e não foca apenas o aperfeiçoamento individual, mas também, no colectivo, com o objectivo de criar uma sociedade mais justa, harmónica e fraterna; como “pedreiros” devemos contribuir para que este “edifício simbólico” seja construído com valores morais, virtudes e acções positivas. É, enfim, um convite ao aprimoramento da humanidade.
Mas continuamos ensimesmados nas nossas reuniões, nos nossos auto-elogios, nos nossos auto-reconhecimentos, nos nossos auto-enganos, na crença de que lapidando o homem, lapidaremos a sociedade; somos muito poucos quando olhamos os bilhões de viventes nesta esfera divina que vaga pelo espaço infinito. É preciso aumentar, e muito, o nosso alcance!
Sempre tive a “convicção esperançosa” de que poderíamos fazer mais! Que deveríamos participar mais! Que os ditames da nossa incrível Instituição deveriam nos motivar a contribuir mais objectivamente para a construção deste “edifício social” [10] [15] [16].
Contudo, não vejo esta maravilhosa estrutura social, com milhares de membros espalhados pelos mais longínquos recantos, com infinitos saberes e competências individuais [10], engajados nas discussões dos grandes temas actuais que interessam, directa ou indirectamente, desde pequenos grupos sociais até a humanidade como um todo.
Estamos sofrendo de ecoansiedade, mas aparentemente, passamos ao largo destas preocupações ecológicas, inclusive nas nossas lojas, cuja reciclagem dos resultados dos nossos ágapes nem sempre é exemplo. Obviamente, que isto não é generalização, pois a Maçonaria é muito ampla e, infelizmente, perdemo-nos na socialização de boas iniciativas. Mesmo, as inúmeras publicações maçónicas raramente dão atenção a temas, como este, fora do contexto tipicamente maçónico.
Como gostaria de ver a Instituição escolhendo e discutindo anualmente um ou mais temas, como uma campanha de alcance regional, nacional ou mesmo mundial, buscando o seu melhor entendimento, a sua conscientização comunitária, propondo caminhos e, se viável, auxiliando na busca de soluções. Somos bastante grandes, influentes e temos saberes incorporados suficientes para exercermos este digno papel social!
Devemos incentivar o estudo da filosofia e da ritualística, mas temas como agrofloresta, economia azul (no Brasil, temos 8.500 km de costa com boa proporção navegável e em torno de 63.000 km de rios navegáveis), ecoponto e caminhabilidade, não costumam encontrar guarida nos nossos tempos de estudos, ou mesmo, nos nossos encontros que, afora algumas excepções sem cópia, continuam focados soberbamente apenas nas nossas inter-relações. É muita falação e pouca acção!
Embora, não estejamos votando e muito menos politizando a nossa conversa, faço alusão a um termo usado nesta área e permitindo-me criar um significado metafórico, como um neologismo de valor único para este momento, dizendo, por sentimento próprio, que é zerésima a possibilidade de discutirmos assuntos ainda mais polémicos como afrofuturismo, antirracista, aporofobia ou, mesmo com os inúmeros irmãos pertencentes à área da saúde, o modelo antimanicomial.
Perdoem-me se, muitas vezes, exagerei e forcei termos no texto; mas a ideia era esta: socializar termos que mais recentemente foram introduzidos no nosso belo idioma, mas também, aproveitar a oportunidade para semear dúvidas, germinar sentimentos e, enfim, provocar!
Agradeço a quem teve a paciência de chegar até aqui.
Walter Roque Teixeira – CIM 184.372, ARLS Palmeira da Paz nº 2121, Oriente de Blumenau – GOB/SC
Referências
[1] Academia Brasileira de Letras – Novas Palavras.
[2] Moutinho, Sofia: A língua é viva; Ciência Hoje Online.
[3] Bilac, Olavo: Língua Portuguesa; Academia Brasileira de Letras.
[4] Santos, Paula Perin dos: Análise do poema “Língua Portuguesa”.
[5] Bilac, Olavo – e-Biografia.
[6] Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP.
[7] Teixeira, Walter Roque: O Cérebro e a Loja Maçónica, uma Metáfora; Freemason.pt, 08/04/2022.
[8] Alexandria, Argonio de: Imunização Cognitiva; Recanto das Letras, 22/22/2024.
[9] A Maçonaria é Discreta ou Secreta? – Freemason.pt, 14/05/2024.Santos,
[10] Teixeira, Walter Roque: Competências individuais e a Maçonaria pós-moderna; Freemason.pt, 02/03/2022; Bibliot3ca Fernando Pesssoa.
[11] Teixeira, Walter Roque: Evasão versus Permutação; Freemason.pt, 13/04/2023.
[12] Senna, Vanildo de: Landmarks – Freemason.pt, 11/10/2024.
[13] A posição da Grande Loja Unida de Inglaterra sobre a Maçonaria Feminina – Freemason.pt, 09/10/2020.
[14] Teixeira, Walter Roque: Maçonaria, Etarismo e Jovencentrismo – uma meditação e uma tese! – Freemason.pt, 12/02/2023.
[15] Teixeira, Walter Roque: A Maçonaria que conheço tem TDAH? – Freemason.pt, 12/03/2022; Bibliot3ca Fernando Pesssoa.
[16] Teixeira, Walter Roque: Museu da Árvore. Ou “É possível ter uma acção Operativa na Maçonaria Especulativa? – Bibliot3ca Fernando Pesssoa.
[17] Alyson Cristiano B. L. dos: A modernização da Maçonaria: o novo tempo, rumo às incertezas – Freemason.pt, 09/03/2025.

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