A precipitação e a análise superficial sem qualquer reflexão ou introspecção são o oposto do que a Maçonaria afirma. Na época em que a informação flui com impressiva velocidade, em que as pessoas têm ânsia de um cada vez maior conhecimento, em que alguns se vangloriam de ter centenas de amigos ou ligações por e-mail, acessíveis num segundo, coloca-se a seguinte questão:
Será que a Sabedoria é obsoleta aos olhos das pessoas hoje em dia, e está completamente ultrapassada?
A minha resposta às questões é negativa. Não acho que a Sabedoria seja obsoleta ou esteja desactualizada. Ela permanece como uma das virtudes cardeais, porque é um dos grandes valores da Maçonaria, ao lado do amor e da fraternidade. A razão para isso é que a Maçonaria é, acima de tudo, uma escola de moral e ética.
Desde o momento em que nascemos, somos ensinados pelos nossos pais e mais tarde pelos nossos professores que ser sábio importa e que devemos procurar sê-lo em qualquer circunstância. A sabedoria é, de acordo com o dicionário, a qualidade de ter experiência, conhecimento e bom senso; a qualidade de ser sábio. No tempo dos gregos, a sabedoria foi associada à deusa Sophia [Σοφία]. Parece que a palavra terá passado para o inglês antigo ‘w ī sd ō m’, e estará relacionada com o antigo substantivo escandinavo “v ī sd ō mr’ e com a expressão alemã [weistum].
No entanto, o conceito foi mantido nos nossos rituais, provavelmente através da influência dos regulamentos que informavam a antiga Maçonaria Operativa. No capítulo VI das Constituições de Anderson lê-se [1]:
Você deve agir como um Homem moral e sábio; particularmente, não deixar a sua Família, Amigos e Vizinhos conhecerem as matérias tratadas em Loja, etc. mas sabiamente consultar a sua própria Honra, e a da antiga Irmandade, quanto às razões que não devem ser mencionadas aqui.
Por isso a Sabedoria surge, neste trecho, num duplo sentido, como sinónimo da proibição de compartilhar os assuntos da Loja com estranhos e como recomendação para consultar os Irmãos antes de se tomar uma decisão que seja relevante para a Craft, a Arte como dizem os rituais ingleses. Esta ideia de uma moralidade consensual (ou ética) orienta a Ordem desde há longo tempo, o que é também perceptível no apelo do Capelão, na cerimónia de iniciação. Lembre-se que ele é o oficial que ajuda a preservar as tradições da Ordem e que actua como pastor, invocando a bênção do Grande Arquitecto do Universo em todas os trabalhos da Loja [2]. Sigo a formulação antiga, em tradução ad-hoc, que faço do inglês:
Concede a Tua ajuda, Pai Todo-Poderoso e Governante Supremo do Universo, à nossa presente assembleia, e concede a este Candidato à Maçonaria que possa dedicar a sua vida ao Teu serviço, e tornar-se um Irmão verdadeiro e fiel entre nós. Dota-o de uma competência da Tua Divina Sabedoria, a fim de que, auxiliado pelos segredos da nossa arte maçónica, possa estar mais habilitado a revelar a beleza da verdadeira piedade para a honra e a glória de Teu Santo Nome.
Esta é a tradição que é interiorizada no Ritual de Duncan, o qual inspira o Rito de York actual. Mas se analisarmos o Ritual de Emulação esta tradição está também presente na descrição das três Colunas da Loja [3]:
Deixem-me também revelar-vos os três grandes pilares sobre os quais assenta figurativamente a Loja do Maçom. Eles estão representados pelo Venerável Mestre no Oriente, o Primeiro Vigilante no Ocidente e o Segundo Vigilante no Sul. O pilar do V:.M:. simboliza a Sabedoria, o do Primeiro Vigilante a Força e o do Segundo Vigilante a Beleza e a Harmonia.
Ao se recitarem os deveres do Aprendiz Iniciado, no Rito Escocês Antigo e Aceito, o papel da prudência, que é a qualidade do sábio, é ainda mais notória:
Cada sociedade tem suas leis, cada membro tem deveres a cumprir mas seria imprudente impor obrigações antes que ele [o candidato] os compreenda. Está consubstanciado na sabedoria desta Respeitável Loja dizer quais são os seus deveres.
Respeitando uma tradição que parece ter origem francesa, o ritual do Primeiro Grau no Rito Escocês é ainda mais emblemático quanto ao papel da sabedoria que o interliga com o que o ritual chama as fundações do Templo [4]:
- P: O que sustenta a Loja?
- R: Três grandes pilares;
- P: Quais os seus nomes?
- R: Sabedoria, Força e Beleza.
- P: Quem representa o pilar da Sabedoria?
- R: Os maçons localizados no Oriente;
- P: Quem representa a Força?
- R: O Primeiro Vigilante no Oeste;
- P: Quem representa a Beleza?
- R: O Segundo Vigilante no Sul.
- P: Porque é que os Mestres no Oriente representam o pilar da Sabedoria?
- R: Porque eles dirigem os trabalhadores e mantêm a ordem entre eles.
À medida que o candidato passa pela Iniciação para se tornar um maçom, ele obriga-se por esclarecer o seu pensamento, a sua acção, a esforçar-se por colocar-se, tanto quanto possível, no que hoje chamamos um comportamento ético, que é um objectivo, um caminho e um modo de vida.
De forma metafórica, o nosso objectivo é viver [e comportarmo-nos] de acordo com a ética da Sabedoria, Beleza e Força, a fim de conquistarmos as aptidões de um ser humano concreto, e não uma qualquer espécie de animal, dirigido por instintos e paixões.
Portanto, sabedoria significa o conhecimento e a virtude de um ser vivo e vivido. Caracteriza o indivíduo que está em conformidade, em harmonia consigo mesmo e com os outros, com o seu corpo e as suas paixões (pelas virtudes da temperança, da moderação e da justiça) cultivando as suas faculdades mentais e agindo de acordo com aqueles valores. Em sentido popular, a sabedoria qualifica o indivíduo que toma decisões razoáveis, às vezes em detrimento dos seus próprios interesses egoístas.
A Sabedoria entre os Antigos
Como referi anteriormente, entre os filósofos gregos, a sabedoria (“Sophia” no grego) era o ideal da vida humana. Pode ser definido como o estado de auto-realização baseado no conhecimento de si mesmo e do mundo, seguido da felicidade suprema. Corresponde ao mais elevado estado de perfeição que alguém pode alcançar. A sabedoria é “saber como ser feliz” quer dizer a ciência da felicidade. Vários são os caminhos admissíveis para alcançá-la.
A sabedoria encriptada do filósofo grego Heráclito propõe máximas que trazem à luz o movimento perpétuo das coisas, uma mudança que obriga-nos a procurar as melhores soluções às quais nos devemos acomodar através da intuição das causas das coisas [5].
Ser imparcial é a maior das virtudes. A sabedoria é falar a verdade e agir de acordo com a sua natureza.
Ou:
A sabedoria é a unicidade da mente que guia e premeia todas as coisas.
Sócrates via a sabedoria, como é descrito por Platão na Apologia, como um exemplo de humildade. Na Apologia de Platão, Sócrates e o seu amigo Chaerephon visitam o oráculo em Delfos. Conforme a narrativa, Chaerephon pergunta ao oráculo se alguém é mais sábio do que Sócrates. A resposta da Pítia, a sacerdotisa do oráculo, é que Sócrates era a pessoa mais sábia [6].
Sócrates responde que está intrigado com esta resposta, uma vez que várias outras pessoas na comunidade são conhecidas pelo seu extenso conhecimento e sabedoria. E afirma não ter qualquer conhecimento e sabedoria. Sócrates desenvolve uma rebuscada exegese para chegar ao fundo do quebra-cabeça. Interroga por isso vários políticos, poetas e artesãos sobre o que entendem por ‘sabedoria’. Como seria de antever, a investigação de Sócrates revela que aqueles que afirmam ter grande conhecimento ou realmente não sabem nada das coisas que afirmam saber, ou então sabem muito menos do que proclamam saber.
Os mais conhecedores do grupo, os artesãos, sabem sobre a sua arte, mas protestam saber outras coisas para além do escopo de sua perícia. Sócrates não padece do vício de afirmar saber coisas que não sabe, nem afirmar ter sabedoria quando não a tem.
Nesta revelação, temos uma potencial solução do quebra-cabeça da sabedoria na Apologia. Para que possamos aprender devemos assumir a ignorância. A verdadeira sabedoria é compreender quão pouco conhecemos, e quão muito ainda temos de aprender.
Seguindo Sócrates um modelo de sabedoria antiga, os estøicos e epicuristas definiam a sabedoria como o domínio dos desejos através da razão e do conhecimento do que está dentro de nosso poder e do que não está. Os sofistas evocavam a relatividade da verdade que se elabora através do discurso, do manejo das ferramentas da retórica, da lógica e da resolução das contradições.
Entre os filósofos, a sabedoria era definida com a questão de buscar o Bem. Aristóteles propôs prudentemente as actividades contemplativas e teóricas para alcançá-la. A visão de Aristóteles incluía-se numa visão mais positiva em que as pessoas sábias são geralmente as pessoas mais conhecedoras.
Aristóteles distinguia entre dois tipos diferentes de sabedoria: a sabedoria teórica e a sabedoria prática. A sabedoria teórica é “o conhecimento científico combinado com a razão intuitiva, das coisas que são elevadas por natureza” dizia. É por isso que, para Aristóteles, a sabedoria teórica envolve o conhecimento dos princípios necessários, científicos e primeiros e proposições que possam ser logicamente deduzidos a partir deles. A sabedoria prática é outra coisa. É algo que falta na sabedoria teórica.
Aristóteles, no estilo da dialéctica grega, explica-o em conversa com outros filósofos:
É por isso que dizemos que Anaxágoras, Thales, e homens como eles têm sabedoria filosófica, mas não prática, quando os vemos ignorantes do que é para sua própria vantagem, e porque dizemos que eles sabem coisas que são notáveis, admiráveis, difíceis e divinas, mas inúteis; viz. porque não são bens humanos que eles procuram [7].
Assim, no raciocínio de Aristóteles, o conhecimento dos factos contingentes é necessário para viver bem e formar o material da sabedoria prática [8]:
Agora, pensa-se ser a marca de um homem de sabedoria prática ser capaz de deliberar bem acerca do que é bom e conveniente para si mesmo, não em algum aspecto particular, por exemplo, sobre que tipo de coisas que fazem bem à saúde ou ao fortalecimento mas sobre que tipo de coisas conduzem a uma boa vida em geral.
Em conclusão, para Aristóteles, a sabedoria prática requer saber, em geral, como “viver bem”. Muitos filósofos concordam com Aristóteles sobre este ponto, embora outros discordem da conclusão que a sabedoria teórica é um tipo de sabedoria e a sabedoria prática outra.
Como outros filósofos antigos, Platão desenvolve uma concepção eudaimonista baseada na virtude da ética. Isso significa que o bem-estar humano (eudaimonia) é o objectivo mais elevado do pensamento e da conduta moral. O eudaimonismo tem sido traduzido como a doutrina da Felicidade, logicamente íntima, espiritual e oculta. Na verdade, só á possível a Felicidade Interior, a única que perdura. As outras virtudes (aretê: a excelência) são as qualidades e disposições necessárias para a alcançar.
Na elaboração de Platão quanto aos papéis dos membros da sociedade ideal – a polis – na sua obra A República, provavelmente o seu texto mais influente, ele defende a separação da população da cidade em três classes, na procura da Justiça.
A sequência desenvolvida nos parágrafos 427d a 434c da República particulariza uma tradição que mais tarde será denominada as quatro virtudes cardeais platónicas: a sabedoria, a moderação, a coragem e a justiça.
Para não ser muito extenso direi que a definição do que é a Justiça deve ser encontra por um processo de eliminação daquilo que ela não é.
A sabedoria (Sophia) é, de acordo com Platão, a única virtude puramente intelectual e detida em exclusivo pelos governantes, formando um conselho de homens bons (eubolia) que tomam decisões que respeitam aos assuntos internos e externos da cidade [9]:
No parágrafo 428-D (diálogo de Sócrates com o seu irmão Adeimanto) lê-se:
E quanto a isso?” perguntei. “Existe na cidade que acabamos de fundar um tipo de conhecimento em alguns dos seus cidadãos pela qual delibere, não sobre qualquer pormenor que nela se encontre, mas sobre como a sua totalidade, sobre a melhor maneira de se comportar consigo mesma e com as outras?”
“Existe sim senhor”
“Qual é ela?” perguntei. “E em quem existe?”.
“Esta ciência é da vigilância” e está “naqueles governantes que acabamos de qualificar como guardiões perfeitos.
“Devido então a essa ciência como chama a cidade?”
“Ponderada e sábia da verdade”.
Platão toma essa virtude como algo raro, a ser possuída apenas por alguns, o que diz muito sobre a sua concepção elitista de governo e administração de uma sociedade, guiada pela Justiça [10]:
“Entre aqueles”, eu disse, “que recebem um nome especial por possuir algum tipo de conhecimento, os guardiões não seriam o menor de todos em número?”
“De longe.”
“Por conseguinte é graças à mais diminuta classe e sector, e à ciência que encerra, ao que ocupa a sua presidência e chefia, que uma cidade fundada de acordo com a natureza pode ser toda ela sábia. E é ao que parece, por natureza extremamente reduzida esta raça, a quem compete participar desta ciência, a única dentre todas as ciências que deve chamar-se sabedoria”.
“É exactamente o que dizes”.
Cícero via a sabedoria como uma espécie de prazer intelectual [11]:
O corpo se deleita enquanto percebe um prazer presente, mas a mente também percebe o prazer presente, assim como o corpo, e prevê aquele que vem sem deixar o que aconteceu fluir. Portanto, o sábio sempre terá prazeres constantes entrelaçados, uma vez que a expectativa dos prazeres esperados se une aos já provados, que são tomados pela memória.
Se o desejo de sabedoria supõe um certo desapego em relação às coisas materiais, é porque a sabedoria é antes de tudo a busca da riqueza interior. Assim, o Rei Salomão no Antigo Testamento é aquele que fez uma oração a Deus dizendo que mais do que poder ou riqueza, ele tem o desejo de sabedoria. Deus apresenta-se a ele, como capaz de realizar todos os seus desejos, e pergunta a Salomão qual é o seu desejo mais profundo , e promete-lhe realizar o seu desejo mais querido. Salomão, em oração, diz que o seu primeiro desejo não é a posse de riquezas, ou ter poder (já que ele é o rei!), mas deseja que Deus lhe conceda sabedoria. Então, Deus, dizem-nos na Bíblia que está encantado, porque ele tem finalmente no trono de Israel um sábio!
Assim, os Antigos privilegiavam uma sociedade onde o conhecimento era perseguido para o bem de todos e era detido por uma classe educada de cidadãos, em cujos ombros repousava o governo da cidade. Devemos lembrar que a cidadania era, naqueles dias, não só um direito de poucos, mas um dever, pois o cidadão estava a serviço de toda colectividade e era nomeado para os papéis e funções que o governo da pólis exigia. Essa nomeação era algo que não podia recusar. À medida que a qualificação de “cidadãos” aumentou, para incluir os estrangeiros, os servos e, mais tarde, os imigrantes, esse sentido de sabedoria como virtude intelectual rara perdeu-se.
O conhecimento interior
A máxima socrática “conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses” permite-nos ter uma visão das nossas forças e fraquezas.
Conhecer-se verdadeiramente é ter uma visão perfeita das nossas forças e fraquezas, recordar todos os nossos erros, corrigi-los, e especialmente compreender o que ainda pode ser feito, interpretar o mundo e o homem com uma humanidade sincera e desinteressada, privilegiando ‘ser’ em vez de ‘ter’, que é a atitude que revela a sabedoria.
No entanto, se o objectivo de alcançar a sabedoria é fácil de entender, é difícil de conservá-lo, pois a sabedoria só pode ser alcançada através do domínio do corpo e dos sentidos. Uma vez alcançada, a sabedoria pode presidir à construção do nosso edifício, com força como suporte e beleza como resultado. Reconhecer as nossas fraquezas constitui já um enorme progresso. Esperamos chegar um pouco mais perto do cimo da montanha, da Árvore da Vida.
A sabedoria simboliza o espírito, a fonte de toda compreensão, razão e verdade. É necessário reconhecer a ignorância (“conhece-te a ti mesmo”) para que possamos começar a jornada para o conhecimento que nos levará à sabedoria.
A humildade é a virtude do sábio, como se diz na Bíblia, por exemplo, em Mateus 23:12 (ou Lucas 14:11) [12]:
Porque os que se exaltam serão humilhados, e os que se humilham serão exaltados.
Ou como se diz na Tora, pela voz do profeta Isaías (Isaías 33:5):
Hashem é exaltado, porque habita nas alturas; Ele encheu Sião com rectidão e justiça. A fidelidade será o adorno de Sião, a sabedoria e conhecimento serão o seu refúgio salvador. O temor a Hashem é o tesouro do homem” [13].
No Novo Testamento o conhecimento da sabedoria divina, interiorizada no homem vem através de Jesus Cristo (João 8:29) [14]:
Disse-lhes Jesus: Quando tiveres erguido ao alto o Filho do Homem, então ficarás a saber que Eu sou o que sou e que nada faço por mim mesmo, mas falo destas coisas tal como o meu Pai me ensinou.
A sabedoria é chegar a um ideal do eu, onde a tristeza é substituída pela alegria, o medo é substituído pela paz, a angústia é substituída pela abertura ao outro e ao mundo. A sabedoria é chegar à unificação do ser através da reconciliação entre consciência e inconsciente.
As Três Virtudes do Templo, que são a Força, a Beleza e a Sabedoria, permitem-nos encontrar a nossa alma, o nosso espírito e o nosso corpo, no justo equilíbrio de um crescimento e redescoberta harmoniosas. Convida-nos a agir com toda a sabedoria (do espírito), a força (do carácter) e a beleza (do coração). Esse ternário controla o ego e guia-nos a participar no ego colectivo, do outro, e através do amor ao próximo.
É decisivo que continuemos a trabalhar a nossa pedra, que a desbatemos com as ferramentas ao nosso dispor, para alcançar não a perfeição absoluta que é inatingível porque é divina, mas para procurarmos à medida do nosso compasso e dos círculos que ensaiamos desenhar quando aprendemos os passos seguintes da Arte.
Este é o caminho horizontal, no chão, na quadratura da Loja e verticalmente em direcção ao pináculo do templo, o qual tem uma altura infinita. É necessário recomeçar uma e outra vez, refazer, reflectir, desiludidos por vezes com a imperfeição, mas retomando o caminho, corrigindo, para alcançar um clarão de auto-satisfação, e conseguir a nossa harmonia.
Devemos guardar em nós a força de não nos separar desses ensinamentos, dessa busca, e nunca abandonar o caminho que conduz à verdade.
Estes valores devem ser trabalhados porque são inseparáveis das virtudes teológicas ou sagradas da Fé, da Esperança e da Caridade.
“Nos segredos que o Homem roubou de Deus há muito conhecimento, poder e muito pouca sabedoria” disse um homem sábio.
Notas
[1] James Anderson, The Old Charges of Free and Accepted Masons. Citado de http://www.themasonictrowel.com/ebooks/freemasonry/eb0024.pdf
[2] Entered Apprentice Ritual – Emulation. Citado de http://www.stichtingargus.nl/vrijmetselarij/ovo_remul1.html
[3] Entered Apprentice Ritual – Emulation. Retirado de http://www.stichtingargus.nl/vrijmetselarij/ovo_remul1.html
[4] Entered Apprentice Ritual – Emulation. Retirado de http://www.stichtingargus.nl/vrijmetselarij/ovo_remul1.html.
[5] Heraclitus (2003), Fragments. James Hillman, contributor. London: Penguin Classics, Penguin Books.
[6] Ryan, Sharon, “Wisdom”, The Stanford Encyclopedia of Philosophy, (Winter 2012 Edition), Edward N. Zalta (ed.). Citado de https://plato.stanford.edu/entries/wisdom/. Ainda Apologia de Sócrates, parágrafo 5 [20c a 21a] in https://sites.ualberta.ca/~egarvin/assets/plato-apology.pdf
[7] Ética a Nicómaco, Livro IV, retirado de http://classics.mit.edu/Aristotle/nicomachaen.6.vi.html
[8] Idem, Ética a Nicomano.
[9] Bloom, Allan (1991). The Republic of Plato (Second edition). Basic Books, pp. 106-7.
[10] Idem, p. 111.
[11] Tusculanes”, V, 95, in: “Les Philosophies hellénistiques” d’A. Long e D. Sedley, I, “Pyrrhon. L’épicurisme”, Flammarion, 2001.
[12] The Bible (The New International Version). Via http://biblehub.com/niv/isaiah/33.htm
[13] The Artscroll English Tanach, The Stone Edition, Artscroll Publications Ltd, p. 642.
[14] The Bible (The New International Version). Via http://biblehub.com/niv/isaiah/33.htm

- O valor e sabedoria do Recolhimento e Silêncio
- A Maçonaria em acção
- O meu testamento maçónico
- A circunvolução em Loja
- Maçonaria – A história de uma história

