A Maçonaria em acção

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A acção é tudo. Pelo que mais pode um homem ser responsabilizado? Tire todas as circunstâncias dele e o que resta? A sua biologia é herdada dos seus pais. A situação em que ele foi criado depende da riqueza da sua família. A qualidade dos seus pensamentos, até certo ponto, é circunstancial à informação que ele recebeu dos professores e da sua família. Até a questão do intelecto é relativa aos genes dos seus pais. Um homem não tem escolha se nasceu génio ou naturalmente atlético. Não há decisão se a família em que ele nasceu é de riqueza e status. Se tivéssemos esta escolha, certamente escolheríamos o melhor para nós mesmos. Mas são as acções que podemos tomar, com as quais estamos preocupados hoje – as oportunidades para e de acção.

Estou certo de que nenhum de nós gostaria de ser responsabilizado por todos os pensamentos que passaram pela sua mente, especialmente aqueles que surgem em momentos de raiva ou de arrependimento. Mas nesses pensamentos, existe uma escolha, uma acção ou inacção. É quando fazemos uma escolha e, por sua vez, agimos sobre essa escolha, que os nossos pensamentos se tornam uma manifestação física e têm um efeito sobre a nossa realidade. Embora seja um pensamento, é etéreo e aberto à possibilidade; quando a acção é tomada, torna-se real e manifesta-se na realidade. É passível de ser observado por aqueles que nos rodeiam. E então, somos capazes de ser afectados pelas consequências dessas acções.

Não se iluda pensando que o discurso não é uma acção; tudo o que dizemos afecta aqueles que a ouvem. Tem o efeito de moldar as opiniões que outras pessoas podem ter sobre si e afectar o modo como se sentem sobre si mesmas. Devemos estar atentos aos nossos pensamentos – de que eles produzirão um bom discurso e uma boa acção. Como Aprendizes, somos encarregues de despojar as nossas mentes e consciências de todos os vícios e superfluidades da vida. Ao fazer isto, removemos os pensamentos e crenças circunstanciais que vinculámos ao nosso ego e criamos um novo espaço dentro de nós, um lugar onde os pensamentos puros podem habitar, um lugar digno da presença da Deidade.

Para ser um verdadeiro Mestre, o homem deve ser um mestre de si mesmo – no controlo dos seus pensamentos, palavras e acções. O homem deve pensar, falar e agir. Mas um Maçom deve fazer isto deliberadamente e ter sempre na mente o modo como as suas acções afectam as pessoas ao seu redor. Isto trará boas consequências? Será que vai contribuir para levantar outro homem, e fazê-lo bem também, ou é egoísta e insensível aos outros que vivem ao seu redor?

A Maçonaria não está preocupada em melhorar um homem bom, acariciar o seu ego e fazê-lo sentir-se superior. Pretende fazê-lo entender que, despojados da nossa essência, somos todos iguais e, portanto, dignos do mesmo bom tratamento que esperamos receber nós mesmos.

Somos todos iguais diante da Deidade. É por esta razão que entramos na Loja pela primeira vez despojados da nossa essência. A entrada na Loja é simbólica do começo de uma nova vida, despida da bagagem à qual nos apegámos anteriormente, e deixada com uma base firme e nivelada sobre a qual construir com as boas acções que faremos agora. Creio que é nosso dever como Maçons, lembrar todos os dias de fazer uma escolha e um esforço conscientes nas acções que realizamos, para que possam ser um benefício para a nossa vida e para a vida das pessoas ao nosso redor.

Calvin Compton

Fonte

  • The Midnight Freemasons

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