“Eis que o semeador saiu a semear.
E quando semeava, uma parte da semente caiu ao pé do caminho, e vieram as aves, e comeram-na;
E outra parte caiu em pedregais, onde não havia terra bastante, e logo nasceu, porque não tinha terra funda;
Mas vindo o sol, queimou-se, e secou-se, porque não tinha raiz.
E outra caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram, e sufocaram-na.
E outra caiu em boa terra, e deu fruto: um a cem, outro a sessenta e outro a trinta.
Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.”
(Mateus, XIII, 3 a 9)
Queridos irmãos, comparo cada semente a um homem livre e de bons costumes, que se encontrava nas trevas e ansioso desejava a “luz”… Após, cada semente é levada às Lojas, sendo que cada uma delas contém no seu interior a sua própria genética, bem como cada novo IR.’, que traz além da sua genética física, os conhecimentos interiores residentes na sua personalidade alma.
Traz também os conhecimentos ocultos no seu mestre interior que poderá vir a ser acedido através do árduo trabalho, e no seu devido tempo, J∴ e P∴, pois “quem sai andando e chorando enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes” (Salmo 126:6).
Devemos observar que apenas 25% (vinte e cinco) das sementes deram frutos, mas em quantidade “totalmente” distintas. Uma parte da semente produziu apenas 30 (trinta), outra 60 (sessenta), e outra parte deu 100 (cem) por um. Tal análise deveria levar-nos à seguinte reflexão; qual é a fertilidade do solo que se encontram as Nossas Lojas? O porque da constante emissão de Quite Placet nas Lojas? O porque do abatimento das Colunas de inúmeras Lojas?
Em Mateus observamos que as aves que comeram as sementes que caíram no caminho, representam o mal, personificando e referindo-se ao ego humano. As que caíram por sobre a pedra sucumbiram, pois não havia a ”base”, e o alimento nutriente que é encontrado no solo. O próprio sol que é fonte de vida e luz, chegou a queimar algumas já fecundas. Outras, apesar de crescerem foram “sufocadas” pelos espinhos, e as que deram frutos, deram em percentuais diferentes.
Perguntemo-nos Irmãos como se encontra o alimento que deveríamos doar à nossa alma? (representado pelo esquadro). O nosso ego é sufocado ou alimentado, possibilitando que sufoquemos futuros e valorosos irmãos Pedreiros? Observamos a personalidade alma dos nossos irmãos? Alimentamos o solo das nossas Lojas através da paz, da harmonia e da concórdia?
Creio queridos Irmãos. que deveríamos fazer uso das três peneiras de Sócrates, além de apontarmos as nossas espadas a nós mesmos, antes de emitirmos qualquer opinião sobre os nossos irmãos, pois se assim agirmos teremos olhares, pensamentos e sentimentos edificadores, objectivando a construção de um Novo Homem pois, “Deus criou o homem o menos possível, para que o homem se possa criar o mais possível”
Paulo Santos – M∴ I∴

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O simbolismo da germinação da semente, é semelhante a do aprendiz meaçom.
As sementes são escolhidas por sua qualidade, os profanos também.
As sementes são plantadas em terra fértil, nascem, crescem, umas robustas, outras nem tanto.
Observem uma floresta de eucaliptos, uns nascem e morrem, outras ficam raquíticas, não de desenvolvem, enquanto outras atingem vinte 25 a 30m de altura, e são capazes de suportarem vendavais, ciclones.etc.
O aprendiz é plantado também em lojas vérteis, são iniciados, uns crescem alguns tornanm-se robustos, outros nem tanto
. Observem nas lojas uns são iniciados, morrem no grau I e II , estes são os raquíticos, enquanto outros chegam a mestria sendo capazes de suportarem, críticas, pequenos conflitos, médios ,e grandes conflitos. Aonde têm pessoas tem conflitos é natural, ambos são seres vivos, a diferenção que somos racionais, porque até as àrvores buscam a luz para seu desenvolvimento.
Os maçons também buscam a luz, lapidando a sua pedra bruta, polindo a pedra cúbica, até chegar na plenitude maçônica, que na Maçonaria Simbólica é o grau III.
O crescimento é individual e coletivo, cada um faz a sua parte.
Quando preparados, ciente da responsabilidade de Ser Maçom ingresse nos graus filosóficos, do seu rito, ou não, com dedicação, e vontade em crescer. É uma floresta frondosa que também pode, produzir IIR. robustos,outros nem tantos.
Schopenhauer.
” Não somos dignos de conhecer um milionésima parte do conhecimento”.
O conhecimento maçônico se espalha por toda a superfície da terra, espargindo conhecimento humanístico, na construção de um mundo mais humano , mais fraterno.
T F A Ir. Jarbas – GOBRs. Loja Guardiões de Xadock 3890. Oriente de Porto Alegre.
“A semente de cada Irmão” além do terreno do terreno fértil, de nossa Obra, precisa também ser bem e frequentemente regada, pelos Irmãos mais antigos, até que esteja fortalecida e robusta para extrair e reter, por si mesma, o alimento necessário para o seu crescimento e para suportar os dias mais difíceis.