Cavaleiro Rosa Cruz – Grau 18 (I)

Partilhe este Artigo:

cavaleiro rosa cruz, grau 18, reaa

Cada um de nós aplica, como lhe parece adequado, à sua fé os símbolos e cerimónias deste Grau. Com essas interpretações especiais, nada aqui temos a comentar. Na lenda do Mestre Khurum [1], alguns vêem figurados os sofrimentos de Cristo; outros, aqueles do desafortunado Grão-Mestre dos Templários; outros, os de Carlos I, rei da Inglaterra; outros, ainda, a descida anual do Sol no solstício de Inverno para as regiões das trevas, a base de muitas lendas antigas. Por isto, as cerimónias deste Grau recebem diferentes explicações, cada qual interpretando-as para si e não se ofendendo se outros as interpretam diferentemente.

De nenhum outro modo a Maçonaria pode possuir seu carácter universal. Este, que lhe é peculiar desde suas origens, permitiu a dois reis, cada qual cultuando suas diferentes divindades, sentarem-se juntos como Mestres enquanto eram erguidas as paredes do Templo. E permitiu aos homens de Gebal, que se curvavam aos deuses fenícios, trabalhar lado a lado dos hebreus, para quem esses deuses eram abominações – e que se sentassem na mesma Loja como irmãos.

Você já deve ter compreendido que estas cerimónias têm um significado geral para todos aqueles, de cada religião, que acreditam em Deus e na imortalidade da alma.

O homens primitivos não se reuniam em templos construídos. “Deus,”, disse Estêvão [2], o primeiro mártir, “não habitava em templos feitos por mãos humanas.” Ao ar livre, sob o céu imenso e misterioso, no grande Templo-do-Mundo, eles murmuravam seus votos e seus agradecimentos. E adoravam o deus da Luz, a Luz que era para eles o Bem, do mesmo modo que a escuridão era o Mal.

Os antigos resolveram o enigma da existência do Mal imaginando haver um Princípio do Mal, de demónios, anjos decaídos – um Arimã, um Tífon, um Siva, um Loki ou um Satã que, mergulhados nas trevas e na miséria, trouxeram o pecado ao mundo e tentavam o homem a cair. Todos acreditavam em uma vida futura, a ser alcançada por provas e purificação, por um estágio ou estágios sucessivos de recompensa e castigo, e em um Mediador ou Redentor, através de quem o Princípio do Mal seria superado e a Divindade Suprema reconciliada com suas criaturas. Havia uma crença geral de que Ele nasceria de uma virgem e sofreria morte dolorosa. Os indianos chamaram-no de Krishna; os chineses, Kioun-tse; os persas, Sosiosch; os caldeus, Dhouvanai; os egípcios, Har-Oeri; Platão, Amor; e os escandinavos, Balder.

O redentor indiano, Krishna, nasceu e foi educado entre pastores. Um tirano, na época de seu nascimento, ordenou que fossem mortas todas as crianças do sexo masculino. Dizem as lendas que Krishna realizou milagres, incluindo reviver os mortos. Ele lavava os pés dos brâmanes e humilde e resignado. Também nasceu de virgem, desceu aos infernos, retornou, subiu aos céus, encarregou seus discípulos de ensinar sua doutrina e deu-lhes o dom de realizar milagres.

O primeiro legislador maçónico cuja memória é preservada para nós foi Buda, que, cerca de mil anos antes de Cristo, reformou a religião de Manu. Ele chamou ao sacerdócio todos os homens, sem distinção de castas, que se sentissem inspirados por Deus a instruir os homens. Aqueles assim associados formaram uma sociedade de profetas sob o nome de Samaneanos. Eles reconheciam a existência de um único Deus incriado, de cujo seio tudo brota, tudo se desenvolve e tudo se transforma. O culto desse Deus repousava na obediência de todas as coisas por ele criadas e suas festas aconteciam nos solstícios. As doutrinas de Buda espalharam-se pela Índia, China e Japão. […]

A cosmogonia fenícia, como todas da Ásia, era a Palavra de Deus, escrita em caracteres astrais pela divindade planetária e comunicada, como um profundo mistério, por semideuses às mais vivas inteligências da humanidade, para que fossem propagadas entre os homens. […] A fé do rei Hiram e do Artista seu xará é de interesse dos Maçons. Para eles, o Primeiro Princípio era meio material e meio material, uma espécie de ar escuro, animado e impregnado pelo espírito, em meio a um caos desordenado, coberto por trevas espessas. Daí veio a Palavra, e dela a criação e a geração, e delas uma raça de homens, crianças de luz, que adoravam o firmamento e as estrelas como seu ser supremo e para quem outros deuses não eram senão encarnações do Sol, da Lua e do éter. […]

O homem caiu, mas não pela tentação da serpente. Porque, para os fenícios, a serpente partilhava da Natureza Divina, sendo por isto sagrada, como no Egipto. Eles a supunham imortal, a menos que morta por violência, e que se consumia na velhice para tornar-se jovem outra vez. Por isto, a serpente num círculo, segurando sua cauda na boca, é um emblema da eternidade. Com a cabeça de um falcão, ela tinha natureza divina e era um símbolo do Sol. Daí a seita dos gnósticos tomá-la como seu génio benéfico e daí a serpente de bronze feita por Moisés no deserto em que viveram os israelitas. “Antes do caos que precedeu o nascimento dos Céus”, disse o chinês Lao-Tsé, “existiu um Ser único, imenso e silencioso, imitável e sempre em acção, a mãe do Universo. Ao sei o nome desse Ser, mas a denomino por Razão. O homem tem seu modelo na terra; a terra, nos Céus; os Céus, na Razão; e a Razão em si mesma.”

Disse Ísis: “Eu sou a natureza, mãe de todas as coisas, soberana dos Elementos, a progenia primitiva do Tempo, a mais exaltada das Divindades, a primeira entre os Deuses e Deusas celestiais, a Rainha das Sombras, a expressão uniforme. Sou eu quem dispõe com meu bastão as incontáveis luzes nos Céus, a brisa saudável dos mares e o silêncio lamurioso dos mortos. Sou a divindade única que o mundo inteiro venera em muitas formas, por vários ritos e por muitos nomes. Os egípcios, sábios nos costumes antigos, me adoram com cerimónias correctas e me chamam por meu verdadeiro nome: Rainha Ísis.”

Os Vedas hindus assim definem a divindade:

Aquele que está além das palavras, mas por cujo poder elas são proferidas, sabei que é Brahma, não essas coisas perecíveis que o homem adora. Aquele a quem a Inteligência não pode compreender, mas, dizem os sábios, por cujo poder a Inteligência pode ser compreendida, sabei que é Brahma, não essas coisas perecíveis que o homem adora.

Aquele que não pode ser visto pelo órgão da visão, mas por cujo poder o órgão da visão consegue enxergar, sabei que é Brahma, não essas coisas perecíveis que o homem adora.

Aquele que não pode ser ouvido pelo órgão da audição, mas por cujo poder o órgão da audição consegue ouvir, sabei que é Brahma, não essas coisas perecíveis que o homem adora. Aquele que não pode ser sentido pelo órgão do olfacto, mas por cujo poder o órgão do olfacto consegue sentir cheiros, sabei que é Brahma, não essas coisas perecíveis que o homem adora.”

Por sua vez, disse Ariús: “Quando Deus resolveu criar a raça humana, ele fez um Ser a quem chamou de A Palavra, O Filho, Sabedoria, para que esse Ser pudesse dar existência ao homem.” Esta Palavra é o Ormuzd de Zaroastro, a Ainsoph da Kabala, a Nois de Platão e Filo, a Sabedoria ou o Demiurgo dos gnósticos.

Esta é a Verdadeira Palavra, cujo conhecimento nossos antigos irmãos buscaram como uma recompensa sem preço para seus labores no Templo Sagrado: a Palavra da Vida, a Razão Divina, “na qual estava a Vida e na Vida a Luz dos homens, que brilhava nas trevas e as trevas não a compreendiam”; a Razão Infinita, que é a Alma da Natureza, imortal, da qual nos lembra a Palavra deste Grau e em que acreditar e reverenciar é o dever de cada Maçom.

No princípio”, diz o excerto de algum trabalho mais antigo, com o qual João começa seu Evangelho, “era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Todas as coisas foram feitas por ele , e sem ele nada do que feito se fez. A vida estava nele, e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas e as trevas não prevaleceram contra ela.

Segundo uma velha tradição, esta passagem é de uma obra anterior. Filostorgius [3] e Nicéforo [4] declaram que, quando o imperador Juliano decidiu construir o Templo, uma pedra que cobria a abertura de uma câmara quadrada e profunda foi levantada. Um dos trabalhadores foi descido por intermédio de uma corda, encontrou no centro da câmara um pilar cúbico, sobre o qual estava um livro ou rolo, embrulhado por um pano de linho, no qual esta passagem estava inscrita em letras capitais.

Seja como for, está claro que o Evangelho de João polemiza contra os gnósticos. Começando do início a doutrina da criação do mundo, ele procura demonstrar e afirma que esta Palavra é Jesus Cristo. A primeira frase pode ser traduzida assim: “Quando começou o processo de emanação, criação ou evolução de existências inferiores para o Deus Supremo, a Palavra passou a existir: e esta palavra estava perto de Deus, isto é, a emanação imediata ou primeira de Deus e era o próprio Deus, desenvolvido ou manifestado daquele modo ou acção particular. E foi por aquela Palavra que tudo foi criado.” Tertuliano [5] diz que Deus fez o Mundo a partir do nada, por meio de sua Palavra, Sabedoria ou Poder.

Para Filo e para os gnósticos, o Ser Supremo era a Luz Primitiva ou o Arquétipo de Luz, a fonte de onde emanam os raios que iluminam as almas. Ele é a Alma do Mundo e, como tal, age em toda a parte. Ele preenche e estabelece os limites de sua existência; e sua força permeia e penetra tudo. Sua imagem é a Palavra (Logos), uma forma mais brilhante do que o fogo, que não é luz pura. Esta Palavra está em Deus, porque é em Sua inteligência que o Ser Supremo emoldura para Si as Ideias que se tornarão realidade no Universo. A Palavra é o veículo pelo qual Deus age no Universo; o Mundo das Ideias pelo meio do qual Deus criou as coisas visíveis, […] e o próprio homem primitivo.

Estas ideias foram tomadas emprestadas de Platão. E esta Palavra não é só o Criador – “por Ele foi feito tudo o que se fez” – mas age no lugar de Deus e, através dele, agem todos os Poderes e Atributos de Deus. E também, como primeiro representantes da raça humana, ele é o protector dos homens e seu Pastor, o Bem H’Adam, ou Filho do Homem.

A condição actual do Homem não é a sua primitiva, aquela em que ele era a imagem da Palavra. Suas paixões desgovernadas causaram sua queda de seu elevado estado original. Porém ele pode levantar-se de novo, ao seguir os ensinamentos da Sabedoria Celestial e os anjos a quem Deus encarrega de ajudá-lo a escapar dos grilhões do corpo, e ao lutar contra o Mal, cuja existência Deus permitiu apenas para prover ao homem os meios de exercer seu livre arbítrio.

O Ser Supremo dos egípcios era Amón, um deus secreto e oculto, o Pai Desconhecido dos gnósticos, a Fonte da Vida Divina, a Plenitude, compreendendo todas as coisas em si, a Luz original. Ele nada criou, mas tudo emanou dele. E todos os outros deuses nada mais são do que suas manifestações. Dele, ao proferir uma Palavra, emanou Neith, a Mãe Divina de todas as coisas, o Pensamento Primitivo, a Força que coloca tudo em movimento, o Espírito que se permeia por tudo, a Divindade de Luz e Mãe do Sol.

Deste Ser Supremo, Osíris era a imagem, a fonte de todo Bem no sentido moral e físico, o inimigo constante de Tífon, o génio do mal, o Satã do Gnosticismo, a matéria bruta, condenada ao eterno conflito com o espírito que fluía da Divindade, e sobre quem Har-Oeri (Horus) o Redentor, o filho de Ísis e Osíris, irá em ultima análise prevalecer.

No Zend-Avesta dos persas, o Ser Supremo é o tempo sem limite, Zeruane Akherene. Nenhuma origem poderia ser atribuída a ele, porque ele estava envolto em sua própria glória, e sua natureza e atributos eram tão inacessíveis à inteligência humana que ele era objecto de uma veneração silenciosa. A Criação emanou dele. A primeira emanação foi a Luz Primitiva e dela emergiu Ormuzd, o Rei da Luz, que criou o Mundo em sua pureza, do qual é Preservador e Juiz, Inteligência e Conhecimento, Tempo sem limite com todos os poderes do Ser Supremo.

Na religião persa, ensinada séculos antes de nosso tempo, havia um puro Princípio no homem, procedente do Ser Supremo pela Vontade e pela Palavra de Ormuzd. A ele foi juntado um princípio impuro, procedente de uma influência estranha, Ahriman, o dragão ou princípio do Mal. Tentados por Ahriman, o primeiro homem e a primeira mulher caíram. E por doze mil amos haveria guerra entre Ormuzd e os bons espíritos e Ahriman e os maus espíritos que este havia criado.

Mas as almas puras são assistidas pelos bons espíritos e o triunfo do Princípio do Bem está determinado nos decretos do Ser Supremo – e o tempo desse triunfo infalivelmente chegará. No momento em que a terra estiver mais afligida pelos males lançados pelos espíritos da perdição, três Profetas surgirão para ajudar os mortais. Sociosch [6], chefe dos três, regenerará o mundo e o restaurará em suas primitivas Beleza, Força e Pureza. Ele julgará os bons e os maus. Depois da ressurreição universal dos bons, os Espíritos puros os conduzirão à morada da felicidade eterna. Ahriman, seus demónios malvados e todo o mundo serão purificados por uma torrente de metal líquido e incandescente. A Lei de Ormuzd reinará em todos os lugares e os homens serão felizes. […]

Com algumas modificações, essas doutrinas foram adoptadas pelos cabalistas e pelos gnósticos.

Disse Apolónio de Tiana [7]: “A mais apropriada das homenagens que devemos render à Divindade, aquele Deus a quem chamamos o Primeiro, o Único, depois que o separamos dos demais, é jamais oferecer qualquer oferenda, jamais acender-lhe qualquer chama nem dedicar-lhe coisa alguma, porque ele não precisa de nada, nem mesmo aquilo que os de condição mais exaltada que a nossa poderiam oferecer. Nem a terra produz planta, nem o ar sustenta vida animal que não seja impura aos olhos dele. Ao nos dirigirmos a ele, devemos usar apenas a palavra mais nobre, aquela que não é expressa pela boca – a palavra silenciosa do espírito.” […]

Nas palavras de Aristóteles,

foi legado de forma mítica, desde os tempos mais remotos à posteridade, que existem deuses e que o Divino engloba toda a Natureza. Além disso, muito foi acrescido, no estilo mítico, com o propósito de persuadir a multidão, no interesse das leis e para vantagem do estado. Assim os homens deram aos deuses formas humanas e até os representaram como outros seres, desta ficção surgindo muitas outras. Porém, se de tudo isto nós separarmos o princípio original e o considerarmos isoladamente, quer dizer, que as Essências primordiais são os deuses, vamos constatar que isto foi dito de modo divino; e uma vez que é provável que a filosofia e as artes foram descobertas e perdidas, tais doutrinas podem ter sido preservadas até nossos tempos como remanescentes da antiga sabedoria”.

Já para Porfírio,

os antigos representavam Deus e seus poderes por imagens destinadas aos sentidos: pelo visível eles representavam o invisível para que aqueles que tivessem aprendido a ler nessas figuras, como em um livro, um tratado dos deuses. Que os ignorantes não as vejam senão como pedaços de pedra ou madeira, não deve nos causar espanto.”

Para Apolónio de Tiana, o nascimento e a morte são apenas aparentes: aquilo que se separa da substância una ( a essência uma da Divindade) e é capturada pela matéria, parece que nasce; e, da mesma forma, aquilo que se desprende dos grilhões da matéria e se reúne com a Essência Divina, parece que morre. No máximo, é apenas uma alteração, a de tornar-se visível ou invisível. Há em tudo, propriamente falando, apenas aquela essência uma, que age e sofre por tornar-se tudo para todos, o Deus Eterno, a quem os homens causam ofensa quando o privam daquilo que deve ser atribuído somente a Ele ao atribuí-lo a outros nomes e pessoas. […]

Para os neoplatonistas, esta Entidade Suprema só pode ser conhecida por uma intuição intelectual do Espírito, quando este se emancipa de seus próprios limites. […] Sua ideia de Deus era de uma simples essência original, exaltada acima de tudo – o Ser único, imutável e eterno, a partir do qual emanou toda a existência, em suas diversas gradações. De todos, o mundo mais próximo dessa Entidade, o dos deuses, estava acima dos demais. Nesses deuses a Suprema Essência foi contida e se torna possível de ser conhecida. […] Eles são os mediadores entre os homens (espantados por suas múltiplas manifestações) e a Suprema Entidade.

Diz Filo: “Aquele que não acredita no miraculoso simplesmente como tal nem conhece Deus nem jamais buscou por Ele, porque então teria entendido, ao contemplar a magnificência do milagre do Universo, que esse milagre é um nada para o Poder Divino. Mas o que é verdadeiramente milagroso tem sido desdenhado por causa da familiaridade. O que é mundano, embora insignificante em si, apenas por ser novidade, nos enche de espanto.”

Albert Pike

Tradução livre de J. W. Kreuzer Bach

(continua)

Notas

[1] No capítulo dedicado ao Grau 30, Cavaleiro Kadosh, Pike discorre sobre a etimologia e refere-se a Khurum ou Khairum como sendo a grafia correcta do nome mal traduzido de Hiram.

[2] Estêvão Protomártir, cujo nome, segundo a Wikipedia, significa coroa de louros em grego, é venerado pelas igrejas católica e ortodoxa como santo. Judeu helenístico, viveu no século I a.D., reconhecido como grande pregador dos ensinamentos de Jesus ao povo de Jerusalém.

[3] O que se sabe com certeza sobre Filostórgius (c. 368- 433) é que ele nasceu na Capadócia, tinha origem humilde e viveu em Constantinopla. Ele escreveu uma história da controvérsia das doutrinas do bispo Ariús, mas pouco de sua obra sobreviveu.

[4] Nicéforo (c. 758-828) foi patriarca de Constantinopla e autor de obras de carácter religioso.

[5] Filho de um centurião romano e notável advogado, Tertuliano (c. 160-225) foi um dos pioneiros apologistas do Cristianismo e um dos primeiros autores a escrever em latim, daí ser chamado de “Pai da Igreja Latina”. Deve-se a ele a fórmula da Trindade (três pessoas, uma substância), e os termos Velho e Novo Testamento (vetum e novum testamentum).

[6] Segundo a Iran Chamber Society, os Zoroastrianos acreditavam que a história do mundo teria 12.000 anos, dividida em quatro períodos. No primeiro, o Bem e o mal estavam separados; no segundo, o Mal invadiria o mundo do Bem; no terceiro a luta entre as duas facções se intensifica; e no quarto, o Mal é derrotado e o Bem prevalece. Nos últimos 3.000 anos, os zoroastrianos esperavam três salvadores em intervalos de mil anos, Aushedar, Aushedar-mah e Soshyant (é o mesmo Sociosch citado por Pike, mas com moderna grafia).

[7] Famoso entre filósofos e ocultistas, até mesmo entre os muçulmanos, Apolónio de Tiana (cidade da Capadócia, então província romana onde hoje está a Turquia) foi influenciado por Pitágoras e dele se diz ter gozado de percepção extra-sensorial.

Artigos relacionados


Partilhe este Artigo:

2 thoughts on “Cavaleiro Rosa Cruz – Grau 18 (I)”

  1. Luciano Moraes Mendes de Aguiar

    Artigo de interesse mesmo para mim, um adormecido do Rito Adonhiramita, no grau 7.

Leave a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *


Scroll to Top