Correntes mundiais do Escocismo

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Rito Escocês Antigo e Aceite REAA escocismo

Documentos básicos do Escocismo

  • O Discurso de Ramsay em 1737;
  • Constituição de 1762, organizada pelo Conselho de Imperadores do Oriente e do Ocidente;
  • A Patente de Stephen ou Etienne Morin, emitida em 27.8.1761;
  • Constituições, Estatutos e Regulamentos para (Publicado em freemason.pt) o Governo do Supremo Conselho dos Inspectores Gerais levando, indevidamente, autoria de Frederico II em 1786;
  • As resoluções do Congresso de Lausanne, em 1875.

Cronologia da criação do REAA

  • O Rito Escocês nasceu na França tendo a sua provável origem nas correntes escocesas de Kilwinning e Heredom.
  • Em 1754, 24 de Novembro, foi fundado o Capítulo de Clermont, num sistema escocês de 7 graus. O seu fundador foi o Cavaleiro de Bonneville.
  • Imperadores do Oriente e do Ocidente, Grande Loja de São João de Jerusalém, criando um sistema de Altos Graus, limitado a 25, sistema oficializado em 1762.
  • A partir de 1758,até 20.9.1762, o Capítulo de Clermont, de vida efémera, incorporou-se ao “Conselho dos Imperadores”, que sancionou a Grande Constituição de Bordeaux, contendo:
    • 35 artigos;
    • Sistema de 25 graus;
    • Institutos, Estatutos, Regulamentos e Instruções suplementares;
    • O “Conselho dos Imperadores” tinha como corpo máximo o “Consistório dos Príncipes do Real Segredo”.
  • O “Conselho Soberano dos Imperadores do Oriente e do Ocidente” forneceu, em 27.8.1761, a Etienne (Stephen) Morin, uma Patente que o autorizava a instalar Corpos Maçónicos de todos os graus do sistema de 25 graus em todas as partes do Novo Mundo, nomeando-o Deputado e Grande Inspector.
  • Este sistema de 25 graus vigorou nos Estados Unidos até 1801.
  • Morin, ainda em 1761, foi para o Haiti, na Ilha de San Domingos e fundou em Le Cap, capital da metade ocidental francesa, a Maçonaria Escocesa, iniciando e substabelecendo o seu poder a outros 16 cidadãos, dos quais 13 eram judeus. Outorgou-lhes o titulo de Grandes Inspectores Gerais Adjuntos. Um deles, o Ir:. Hyman Isaac Long, substabeleceu, depois, os seus poderes a outros.

Aparecem Delahogue e de Grasse-Tilly

  • Jean Baptiste Marie Delahogue, francês, em 1773, estava em Le Cap, onde ocupava o cargo de Notário.
  • Alexandre François Auguste de Grasse (ou Conde de Grasse-Tilly), militar e coronel, foi para Le Cap e 1788. Lá, conheceu Delahogue e casou-se com a sua filha em 1789.
  • De Grasse-Tilly combateu a inauguração dos “mulatos” em Le Cap, que foi incendiada pelos amotinados. Fugiu para Charleston, Carolina do Sul, USA, em 1793.
  • Delahogue e DeGrasse (sogro e genro) estavam em Charleston em 1793. Não há provas de que já tivessem sido iniciados.
  • Em 1795, apareceram Delahogue e De Grasse-Tilly como fundadores da Loja “La Candeur”, cujo quadro era formado por Católicos Romanos. Em 1798, de Grasse- Tilly já era Venerável desta Loja.

Em 1796, Hyman Isaac Long, discípulo de Morin, instalou em Charleston um “Grande Consistório dos Príncipes do Real Segredo”, para trabalhar o grau 24 da Constituição de 1762.

Concedeu patentes de “Deputado Grande Inspector Geral” a 7 Maçons, entre eles De Grasse -Tilly e Delahogue e concedeu-lhes outra Patente que os autorizava a instalarem o Grande Sublime Consistório dos Príncipes do Real Segredo, o que foi feito em 1797.

Claro era o objectivo da Maçonaria Francesa de organizar uma Maçonaria Escocesa Regular no Novo Mundo, em território americano, de acordo com a Patente de Morin de 1761.

Em 31.5.1801, foi anunciada a fundação do “The Supreme Council of the 33rd Degree for the United States of América”, lideradas pelos Irmãos John Mitchell e Frederick Dalcho. A fundação foi concretizada em 1802, com 9 fundadores, entre os quais De Grasse-Tilly e Delahogue. Interessante notar que um (Publicado em freemason.pt) quadro de fins de 1802 daquele Supremo Conselho não constava os nomes de De Grasse e Delahogue. Eles assumiram os cargos de Soberano Grande Comendador e Lugar-Tenente Comendador nas Índias Ocidentais Francesas, respectivamente.

Fundadores do Supremo Conselho mãe do mundo

  • Coronel John Mitchell
  • Doutor Frederick Dalcho
  • Abraham Alexander
  • Emanuel de la Motta
  • Major Thomas B. Bowen
  • Israel de Liebn
  • Doctor Isaac Auld
  • Augustus de Grasse-Tilly
  • Jean Baptiste Marie Delahogue

Fundação do Supremo Conselho de França

  1. Em Outubro de 1804, após a fundação do primeiro Supremo Conselho do REAA, em 1801, em Charleston, o Conde de Grasse-Tilly retornou a França e fundou, em Paris, o segundo Supremo Conselho do REAA do mundo.
  2. A partir de 1805 (ainda no governo de Napoleão I), o Grande Oriente de França apoderou-se do controle do Supremo Conselho do REAA (tratado de Dezembro de 1804).
  3. Em 1815, o Supremo Conselho do REAA subordinado ao Grande Oriente de França para a se chamar “Suprême Conseil Grand Collège du Rite Écossais Ancien et Accepté”.

Um Supremo Conselho chega a Inglaterra

O Conde de Sussex, Grão-Mestre da Grande Loja Unida (fusão da Grande Loja de Londres e da Grande Loja de York) obteve, em 1819, uma Patente concedida por Decazes, Soberano Grande Comendador da França, para a fundação do Supremo Conselho do Rito Escocês para a Inglaterra. Para preservar a unidade da maçonaria inglesa, deixou de cumprir o seu intento, dirigindo a sua Potência com mãos de ferro.

O Suprême Conseil de France

(GRUPO DOS SCs DA PAN-AMERICANA)

Em 182, é fundado um outro Supremo Conselho do REAA, o “Suprême Conseil de France”, potência maçónica independente e soberana, controlando do grau 1 ao 33, e criando por conta própria Lojas Simbólicas. Este Supremo Conselho conside­ra-se (por algumas razões) também como uma continuação do Supremo Conselho original fundado em Paris pelo Conde Grasse-Tilly em 1804.

Resistiu bravamente a tentativa de ser incorporado ao Grande Oriente de France, não abriu não de grau nenhum e nem é reconhecido pelo Supremo Conselho da Jurisdição Sul dos Estados Unidos.

O Supremo Conselho Francês ligado aos Americanos

Em 1965, contando com o apoio do Supremo Conselho da Jurisdição Sul dos Estados Unidos, o Grand Commander Charles Riandey e os dissidentes fundaram um Supremo do REAA, nos moldes americanos, o chamado “Suprême Conseil pour la France” que é o único reconhecido pelo Supremo Conselho da Jurisdição Sul dos Estados Unidos. O “Suprême Conseil pour la France” trabalha junto com o “Grande Loge Nationale Française”.

Na França existem, pelo menos, TRÊS Supremos Conselhos do Rito Escocês Antigo e Aceito que são importantes, têm peso e são considerados legítimos pelos franceses. É sempre fundamental sabermos de qual deles estamos falando e não misturar um com o outro.

  1. O Supremo Conselho do Rito Escocês Antigo e Aceito do Grande Oriente de França (Suprême Conseil Grande Collège du Rite Écossais Ancien et Accepté”) está subordinado ao Grande Oriente da França, através do Colégio de Ritos.
  2. Um segundo Supremo Conselho do REAA, o “Suprême Conseil de France” que resistiu bravamente à tentativa de ser incorporado ao Grande Oriente de França. Mas, que não abriu mão de grau nenhum e nem é reconhecido pelo Supremo Conselho da Jurisdição Sul dos Estados Unidos.
  3. Há um terceiro Supremo Conselho do REAA, o “Suprême Conseil pour la France”, fundado em 1965 e que é o reconhecido pelo Supremo Conselho da Jurisdição Sul dos Estados Unidos.

Cisma no Suprême Conseil de France

Em 1964, houve um cisma no “Suprême Conseil de France”, e o Soberano Grande Comendador Charles Randey, retira-se, junto com outros 400 irmãos. Acreditavam, erradamente, que com isto o “Suprême Conseil de France” deixaria de existir.

De acordo com o testemunho do Soberano Grande Comendador de Honra do Supremo Conselho da França, Mui Poderoso Irmão Hubert Greven, o Supremo Conselho d França deixou de reconhecer o rito praticado pela Grande Loja de França. Entre 1964 e 1976, quando a Obediência Simbólica não podia se declarar do REAA.

Supremos Conselhos no Brasil

No Brasil existem diversos Supremos Conselhos conforme a existência de Grandes Orientes ou Grandes Lojas, sendo os principais:

  • O Supremo Conselho do Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito para a República Federativa do Brasil, que tem tratado de reconhecimento com a CMSB, é reconhecido internacionalmente. Aceita membros filiados ao Grande Oriente do Brasil, CMSB e COMAB.
  • O Supremo Conselho do Brasil do Grau 33 para o Rito Escocês Antigo e Aceito, que possui tratado de reconhecimento com o Grande Oriente do Brasil e desde (Publicado em freemason.pt) Setembro de 2014 foi restabelecido o seu reconhecimento internacional através do tratado com o Supremo Conselho do Grau 33 para Inglaterra e País de Gales e os seus Distritos e CAPÍTULOS ALÉM MAR. Aceita membros filiados ao Grande Oriente do Brasil e CMSB.
  • – A Excelsa Congregação dos Supremos Conselhos do Brasil, que congre­ga 11 Supremos Conselhos ligados à COMAB, participam da CPA e da AIME, praticam os critérios de regularidade do Rito. É a mais nova instituição dos Altos Graus do Brasil, respeitada pela sua intransigência à prática do Rito.

Critérios de regularidade da AIME, CPA e participantes

  1. A invocação e a glorificação do Grande Arquitecto do Universo.
  2. A presença do Livro da Lei Sagrada aberto sobre o Altar dos Juramentos, sendo este a Bíblia, por referência aos Rituais.
  3. A referência aos textos Fundadores (Constituições e Regulamentos de 1762 e as Grandes Constituições de 1786), tais como adoptados por todos os Supremos Conselhos do mundo.
  4. O uso das divisas ORDO AB CHAO e DEUS MEUNQUE JUS.
  5. O respeito pela marcha iniciática e sua progressão.
  6. A proibição de participar de reuniões ritualísticas com as maçonarias mista e feminina.
  7. O carácter aberto e adogmática da espiritualidade do Rito.

Wagner Colombarolli

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