Da loja – Prefácio

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templo maçónico, loja

Há já algum tempo que ando com vontade de iniciar uma serie de textos sobre Lojas. Falar sobre aspectos relativos à gestão das mesmas, sobre o nascimento, o apogeu, o declínio, o ressurgimento e mesmo a morte das Lojas.

Não sei ainda quantos textos serão nem qual a periodicidade, nem sequer a sequência que lhes vou dar. Considerem este texto como uma introdução ao tema.

Acredito, como sempre acreditei, em Lojas fortes unidas e com uma dimensão de várias dezenas de obreiros e ao longo do tempo tenho vindo a pensar que uma Loja precisa mais do que trabalhos rituais e pranchas simbólicas.

É para mim fundamental, não só perceber porque começam as Lojas, com que objectivos e finalidades, mas também porque razão acabam, ou passam por períodos de menor vitalidade.

Uma Maçonaria forte e interventiva só é possível com Lojas a trabalharem correctamente e com projectos de união interna.

Há para mim algumas noções que não estando em livros devem ser apreendidas pelas Lojas e pelos Maçons que as compõem, e creio que começar com essas noções será uma boa forma de iniciar esta sequência de textos.

Nem todos os Aprendizes chegam a Companheiro, destes nem todos chegarão a Mestre Maçon. Seguramente que apenas alguns dos Mestres chegarão a Venerável Mestre .

O Cargo de Venerável não é o fim último de uma “carreira”. É um cargo ao qual se deve chegar porque se crê que naquele momento aquela pessoa pode acrescentar. Acrescentar significa continuar um projecto existente e não fazer um projecto próprio. Apenas a Loja deverá ter um projecto para o qual contribuem todos incluindo o Venerável.

O sucesso do percurso está, de facto, ligado ao Homem em si, mas está muito mais ligado à capacidade da Loja de suprir quaisquer defeitos ou falhas e permitir o sucesso daqueles que por feitio ou personalidade são um pouco menos carismáticos, e também ter a capacidade de mitigar as acções daqueles que são muito carismáticos.

Deve ser feito o aproveitamento máximo do Capital de Experiência, mas não se deve exaurir a fonte.

Lançado que está o tema, resta começar a trabalhar nele. Todavia as perguntas e os comentários serão sempre bem vindos e ajudarão seguramente a melhorar esta sequência de textos.

José Ruah

Publicado no Blog “A partir pedra” em 22 de Novembro de 2007

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2 thoughts on “Da loja – Prefácio”

  1. adalberto oliveira martins

    estimado Ir.’. Jose Ruah…magnifico texto…. vou opinar, nao significando espelhar toda a verdade,,,mas vejo:
    1) escolhas erradas
    2) padrinhos que “”tem interesse”” ou mesmo lojha, em funçao de cargo que o profano ocupa na sociedade
    3) lê-se o ritual de graus básicos ( REAA ) e nao incorpam !!!
    4) os mais altos cargos, ( pelo menos no Brasil ) estão corrompidos!! infelizmente este é um grande problema, como exemplo, NAO justificando porém , que os obreiros abaixo hierarquicamente, possam explicar ou justiçar erros , em funçao dos mesmos.
    5) maçon já tem uma formaçao de “”berço””, podendo até melhorar-se dentro da maçonaria.
    6) falta de estudos, de leitura , de comprometimento real diante do juramento em fazer a diferença na sociedade.
    7) brigas de potência, que ao invés de buscarem a UNIAO, DESAGREGAM !!! como aconteceu no Brasil com o Gob e o Gosp….onde o GOB se impõe a qualquer custo , no domínio total de vaidades, suspendendo grão mestre estadual…Vivemos depois de passado mais de um ano, os efeitos devassadores das aitudes cometidas pelo GOB !!!!
    8) a vaidade em ter uma potência reconhecida pela GLUI, e nao pelo valor do que realmente a Maçonaria representa!!!Antes todos se reconheciam como Ir.’….após separaçao, muitos se odeiam!!!é umk absurdo….mar de lama e falta de carater e perfil maçonico!!
    9) como pode um Ir.’. nao ser reconhecido, se nao estiver na lista das lojas?? Devido cizão??
    10) meu irmão, por favor…em Portugal, as GLR, o GOL e GLP são reconhecidas por potências diferentes , como a frança e a inglaterra..e os Srs se respeitam mutuamente??? se tem sessões conjuntas??? TFA adalberto – Americana – Brasi8l

    1. Ermelindo de Souza Silva Neto

      Meu amado irmão Adalberto Oliveira Martins, que G.A.D.U esteja sempre presente em seu coração, iluminando-o e guiando seus passos, seus sonhos e desejos. Em suas palavras, ditas com o coração, me fez lembrar uma passagem em Matheus, 12:34. Penso que é perfeitamente possível ver a beleza que há em nossas oficinas, a maravilha que existe nos trabalhos dos irmãos que se dedicam de todo coração, fazendo o seu melhor, para o bem da irmandade e o bem da humanidade.
      Em nossa caminhada, precisamos morrer em defeitos para renascer em virtudes. Lendo seu texto, onde procurou colocar seus argumentos, lembrei-me de uma velha parábola, conhecida por muitos: a parábola da “Lei do Espelho”.
      A régua é o primeiro instrumento do aprendiz, e com a régua devemos traçar e medir nossos passos, nossas ações e nossas intervenções. Com a simbologia da régua traçamos, de forma organizada, nosso projeto para nossa vida. Aqueles que conhecem a Bíblia dos cristãos, também se lembrarão de uma passagem, também em Matheus 7:1-2, onde está escrito: “com a mesma régua que medir, será medido”. Este é um ensinamento bíblico de grande importância para a formação de um homem que deseja crescer em virtudes.
      Uma outra frase muito linda que ouvi, onde dizia: “A diferença está no jeito de olhar”.
      Penso que devemos dar a oportunidade para as diferentes visões de mundo. Pessoas diferentes podem ter pensamentos diferentes. O diferente traz crescimento e conhecimento.
      Um Tríplice e Fraterno Abraço.

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