A Maçonaria portuguesa, pilar discreto da sociedade civil há séculos, atravessa uma tempestade interna que poderá redefinir os seus contornos nas próximas décadas. No centro desta turbulência: a admissão de mulheres no Grande Oriente Lusitano (GOL), a obediência maçónica mais influente do país, com cerca de 2400 membros distribuídos por 103 lojas. O que parecia ser uma evolução moderna para uma maior inclusão transformou-se numa crise profunda, com cerca de quarenta saídas e lojas inteiras à beira da cisão.
De acordo com um artigo recente da CNN Portugal (em parceria com a TVI e a SOL), publicado a 26 de Setembro de 2025, esta controvérsia não é apenas uma disputa interna: questiona os fundamentos tradicionais da Maçonaria, o seu papel sociopolítico e a sua capacidade de se adaptar a uma sociedade em mudança. Neste artigo exaustivo, exploraremos as raízes históricas deste debate, o desenrolar da crise, as vozes que se confrontam e as implicações futuras para a Maçonaria lusitana. Uma saga que, para além dos aventais e dos compassos, revela as fracturas de uma instituição milenar face ao progresso.
Contexto histórico: uma tradição masculina enraizada na história portuguesa
Para compreender a dimensão desta crise, é necessário recuar às origens da Maçonaria em Portugal. Introduzida no século XVIII sob influência britânica, rapidamente se impôs como um espaço de reflexão liberal, progressista e anticlerical, muitas vezes em oposição ao poder absolutista e à Igreja Católica. O Grande Oriente Lusitano, fundado em 1802, tornou-se a ponta de lança desta tradição, desempenhando um papel fundamental nas revoluções liberais de 1820 e 1910, bem como na instauração da República em 1910. Durante décadas, encarnou uma rede de intelectuais, políticos e empresários — todos homens — que trabalhavam em prol da laicidade, da educação e das reformas sociais.
As mulheres, por outro lado, foram durante muito tempo excluídas, confinadas a obediências mistas ou femininas marginais, como o Droit Humain ou lojas independentes. Esta segregação não era casual: reflectia as normas sociais patriarcais de Portugal, marcadas pelo salazarismo (1933-1974), que reprimia qualquer dissidência, incluindo a maçónica. Após a Revolução dos Cravos em 1974, a Maçonaria renasceu das suas cinzas, mas a integração feminina continuava a ser um tabu. Só no século XXI, com a evolução dos costumes – igualdade de género inscrita na Constituição de 1976 e uma sociedade portuguesa cada vez mais secularizada – é que vozes internas começaram a militar pela abertura. O GOL, sob sucessivos Grão-Mestres, hesita: relatórios internos já em 2010 salientam a urgência de uma modernização para evitar a obsolescência. No entanto, é durante o mandato de Fernando Cabecinha, eleito em 2022, que se dá o passo decisivo, transformando um debate latente numa crise aberta.
Desencadeamento da crise: do relatório consultivo ao decreto de Agosto
A génese do caso remonta ao início de 2025, quando Fernando Cabecinha, Grão-Mestre do GOL, encarrega um grupo de trabalho de sondar a opinião dos membros sobre a iniciação das mulheres. À frente dessa comissão estava o juiz Eurico Reis, figura respeitada da justiça portuguesa, assistido por outros maçons progressistas. O relatório, divulgado em Maio, concluiu que a maioria era favorável (cerca de 60% dos inquiridos, segundo fontes internas), argumentando que a exclusão das mulheres contradiz os princípios maçónicos de igualdade e fraternidade universal. Este documento torna-se o catalisador: em 31 de Maio de 2025, o parlamento maçónico do GOL – a Dieta – aprova uma revisão constitucional que autoriza a iniciação feminina. A promulgação segue-se em 21 de Junho, marcando um momento histórico.
Mas a crise realmente explodiu em Agosto, quando Cabecinha, pressionado a agir antes do fim do ano maçónico, emitiu um decreto provisório estabelecendo regras de aplicação imediata. Este texto, contornando a aprovação de um regulamento geral (que poderia levar meses), estipula que uma loja pode iniciar mulheres mediante proposta escrita assinada por pelo menos sete membros activos e aprovada por maioria simples. Imediatamente, pelo menos duas lojas – incluindo a Loja Delta em Lisboa – apresentam candidaturas para iniciações femininas a partir do Outono. Esta aceleração provoca um alvoroço: as lojas tradicionalistas acusam Cabecinha de um “golpe de Estado” interno, argumentando que o decreto viola os procedimentos democráticos do GOL. A gota de água? O anúncio de uma primeira iniciação prevista para Outubro, coincidindo com as eleições municipais portuguesas de 12 de Outubro, onde a Maçonaria exerce uma influência discreta nas redes políticas.
Os acontecimentos-chave: saídas em massa e lojas à beira do abismo
A crise ganha contornos concretos em Julho, com as primeiras deserções. A mais espectacular é a da Loja União Portucalense, em Vila Nova de Gaia, perto do Porto. A 24 de Julho, 40 membros – de um total de 50 – decidem colectivamente abandonar o GOL, liderados por Eurico Castro Alves, médico e antigo coordenador do Plano de Emergência para a Saúde. Nas actas da reunião, enviadas à direcção do GOL, eles invocam explicitamente a sua “oposição irreconciliável à admissão de mulheres”, que consideram incompatível com a “essência tradicional da Maçonaria especulativa”. A sua saída, formalizada por um pedido de dissolução da Loja, cria um precedente: é a maior cisão numa década.
Outras lojas seguem o movimento. Em Cascais, a Loja Estado da Arte – anteriormente dirigida por Salvato Teles de Menezes, fundador da Fundação D. Luís I e pilar cultural do GOL – realiza uma assembleia extraordinária no final de Agosto. A maioria vota uma moção de censura e parte dos membros considera aderir a uma obediência rival.
No Algarve, das seis lojas afiliadas ao GOL, uma delas (não mencionada no artigo) organiza uma votação semelhante, com rumores de 20 a 30 potenciais saídas. No total, fontes anónimas estimam que 100 a 150 maçons podem ter saído ou estar prestes a sair até ao final de Setembro. Estes movimentos não são insignificantes: privam o GOL de quotas (cerca de 200 euros por ano por membro) e da sua influente rede nos meios profissionais e políticos do norte e do sul do país.
Paralelamente, os defensores da abertura avançam: surgem perfis de candidatas – intelectuais, juristas e empresárias – e são organizados workshops preparatórios mistos em Setembro. Mas a tensão atinge o auge numa reunião do conselho do GOL a 15 de Setembro, onde representantes tradicionalistas ameaçam recorrer à justiça interna por “ilegalidade” do decreto de Cabecinha.
Vozes e figuras centrais: um coro de discórdias
No centro da tempestade está Fernando Cabecinha, Grão-Mestre carismático e reformador, eleito com um programa de “modernização urgente”. Em entrevistas privadas divulgadas pela CNN Portugal, ele defende a sua escolha:
“A Maçonaria deve evoluir ou perecer. Excluir metade da humanidade contradiz o nosso ideal de luz universal. “
Apoiado por Eurico Reis, que argumenta no seu relatório que “a igualdade é um pilar maçónico desde o Iluminismo”, Cabecinha aposta numa geração mais jovem (menos de 40 anos) e mais aberta, que representa 20% dos membros.
Por outro lado, os dissidentes expressam-se com veemência. Eurico Castro Alves, líder da União Portucalense, declara: “Respeitamos as mulheres, mas a Maçonaria masculina é um rito ancestral que perderia o seu sentido com essa intrusão.” Salvato Teles de Menezes, intelectual e historiador, acrescenta uma dimensão cultural:
“É um ataque à nossa herança portuguesa, forjada na discrição e na exclusividade. “
Figuras anónimas, como um Venerável Mestre de uma loja algarvia, confidenciam: “Muitos partem para a Grande Loja Legal de Portugal (GLLP), que permanece fiel à tradição. ” A GLLP, obediência rival com 3.884 membros em 180 lojas e historicamente mais conservadora (ligada ao PSD, centro-direita), nega qualquer “absorção” organizada, mas fontes indicam contactos informais.
As mulheres pioneiras, ainda discretas, emergem timidamente. Uma candidata anónima, jurista de 45 anos, testemunha:
“Não se trata de uma vingança, mas de uma busca pelo conhecimento partilhado.”
No entanto, a sua integração coloca desafios: os estatutos prevêem pelo menos cinco anos antes que uma mulher possa aspirar ao cargo de Grão-Mestre e dois anos para presidir a Dieta.
Debates e divisões: tradição contra modernidade
O cerne do debate opõe duas visões irreconciliáveis. Os tradicionalistas invocam a “pureza ritual”: os símbolos maçónicos (esquadro, compasso, Hiram Abiff) são, segundo eles, genderizados e adaptados a uma iniciação masculina, inspirada nas guildas operativas medievais. Admitir mulheres, dizem eles, diluiria a energia viril necessária para “lapidar a pedra bruta”. Eles citam precedentes: em França ou na Inglaterra, as obediências mistas têm dificuldade em rivalizar em influência com as “puramente masculinas”.
Os progressistas, por sua vez, baseiam-se no universalismo maçónico: “Fraternidade” implica todos os géneros, e a exclusão é um vestígio colonial. Cabecinha remete para modelos como o Droit Humain (fundado em 1893 por Maria Deraismes), que floresce em Portugal com milhares de membros mistos. Estatisticamente, o GOL estagna desde 2010 (perda de 10% dos membros), enquanto as obediências abertas crescem 15%. A crise também revela divisões geracionais e regionais: o Norte (Porto, Braga) é mais conservador, influenciado pelo catolicismo residual, enquanto Lisboa e o Algarve tendem para a mudança.
Além disso, este caso questiona o papel social da Maçonaria: com as eleições municipais de Outubro, o GOL teme uma perda de influência sobre os candidatos liberais (PS, Livre), enquanto a GLLP poderia aproveitar para se impor como “guardiã da tradição”.
Implicações e perspectivas: rumo a uma Maçonaria fragmentada?
Os desafios desta crise vão além das lojas. Financeiramente, as saídas podem custar ao GOL entre 20 000 e 30 000 euros anuais em quotas perdidas, agravando um orçamento já tensionado pela pandemia. Politicamente, enfraquece a rede maçónica num Portugal pós-pandemia, onde a corrupção e a polarização (com as eleições de 2026 à vista) exigem uma voz unida. Socialmente, simboliza o Portugal moderno: um país classificado em 7.º lugar no mundo em matéria de igualdade de género (Índice 2024), mas ainda marcado por conservadorismos culturais.
A curto prazo, o novo ano maçónico (inaugurado a 1 de Outubro no Hotel Corinthia) será decisivo: uma primeira iniciação poderá selar a unidade ou acelerar as cisões. A longo prazo, especialistas como o historiador maçónico António Ventura prevêem uma “bifurcação”: uma GOL modernizada, mais pequena mas dinâmica, frente a uma nebulosa tradicionalista absorvida pela GLLP. Reformas internas – como uma moratória sobre as iniciações – são evocadas, mas Cabecinha parece inflexível.
Um renascimento necessário ou um suicídio tradicional?
A entrada das mulheres na Maçonaria portuguesa não é apenas uma crise: é um espelho estendido a uma instituição que sobreviveu a ditaduras e proibições, mas que hoje luta contra o seu próprio conservadorismo. Como resume Eurico Reis:
“A luz maçónica deve iluminar a todos, ou apaga-se.”
Para os tradicionalistas, é uma traição; para os reformadores, um renascimento. Num Portugal em plena mutação – com debates sobre o aborto, o casamento para todos e a igualdade salarial -, este caso poderá catalisar um renascimento ou uma implosão. Uma coisa é certa: a Maçonaria lusitana nunca mais será a mesma. Resta saber se esta crise a tornará mais forte ou a dividirá para sempre.
Charles-Albert Delatour
Tradução de António Jorge, M∴ M∴, membro de:- R∴ L∴ Mestre Affonso Domingues, nº 5 (GLLP / GLRP)
- Ex Libris Lodge, nº 3765 (UGLE)
- Lodge of Discoveries, nº 9409 (UGLE)
Fonte
Fonte Original
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- Catarina Guerreiro – cnnportugal.iol.pt



Cara, é impressionante o preconceito português conosco, de Ordens Paramaçônicas Brasileiras. Amo Portugal mas ver esta situação me decepcionou.
Matheus Cabidel Brasil de Almeida aqui.
Meus estimados II
Gostaria de começar por reconhecer que este é um tema fraturante na Maçonaria, mas não só, é também um tema fraturante na vida de outras organizações, como por exemplo variadíssimas Igrejas.
A Igreja Anglicana só começou a ordenar mulheres em 1994, depois de muitos séculos não o ter feito.
Mas a Igreja Católica não, tendo o número de sacerdotes diminuído e a frequência dos cidadãos aos sacramentos também.
Quando a Maçonaria Especulativa surgiu era perfeitamente razoável, para os padrões da época, que existissem apenas lojas masculinas e que só homens tivessem acesso à Maçonaria, dado o estatuto da mulher, apesar dos Ingleses admitirem a existência de rainhas, o que pode ser um pouco paradoxal.
Mas temos que reconhecer que, desde então, as mulheres fizeram, à custa de muitas lutas, privações e muita incompreensão, um longo caminho para passarem a ser reconhecidas como seres humanos de pleno direito e com estatuto societário idêntico ao do homem.
Dito isto apenas para situar historicamente a questão, gostaria de afirmar que acho perfeitamente natural que atualmente os maçons coloquem claramente a questão da admissão das mulheres na ordem do dia, visto não se tratar de um tema de índole política ou religiosa, os únicos que não devem ser discutidos em Loja e ser um tema pertinente.
Compreendo perfeitamente que uma vez colocado o tema em debate os II se dividam em três grupos: os que apoiam a entrada de mulheres na Maçonaria, os que se opõem e os que estão indecisos. Mas isso é o que normalmente acontece em variadíssimas situações.
Já não é admissível que os II se insultem uns aos outros ou utilizem argumentos menos nobres para discutir este problema que considero importante para a Maçonaria, independentemente da decisão final que venha a existir ao nível de cada Grande Loja ou Jurisdição.
Mais considero que deveria aqui ser aplicado um critério da ISO (Organização Internacional de Normalização), que é o de aprovar uma norma, apenas quando não houver uma oposição firme contrária, o que obriga muitas vezes a uma negociação muito séria e mais prolongada no tempo. A meu ver, e por maioria de razão, este critério, deve ser aplicado na Maçonaria porque estamos entre II.
Uma solução para o problema poderá, eventualmente, a de virem a ser permitidas, no seio da mesma Grande Loja, a existência simultânea de Lojas só masculinas, outras só de mulheres e outras de homens e mulheres.
Quanto à questão em si, gostaria de acentuar que vou falar por experiência feita, porque ao longo do meu percurso maçónico já estive nas duas situações, tendo em ambas tido o encargo de Venerável.
Há II que falam na não admissão de mulheres e sobre este assunto eu gostava de salientar o seguinte:
1. A evolução da maçonaria e um facto historicamente observável, senão não teríamos tantos Ritos, nem sequer os três primeiros graus. A fusão da Grande Loja dos Antigos e dos Modernos constitui um bom exemplo de como é maçonicamente possível superarmos as nossas diferenças e avançar na construção do futuro;
2. Não há, nas diferentes cerimónias maçónica, nenhuma alteração significativa que minimize o seu sentido iniciático e simbólico pelo facto de estarem mulheres em Loja, senão seria impossível ter lojas onde mulheres e homens já trabalham em conjunto e harmonia, nos diferentes graus;
3. A questão da promiscuidade é sobejamente desmentida, porque homens e mulheres já estão juntos na vida ativa quer nas escolas e nos empregos, quer na família, sim repito na família. Então não temos Irmãos e Irmãs a viver sob o mesmo teto sem promiscuidade. Bom então qual é a diferença para a Maçonaria que Irmãos e Irmãs trabalhem e convivam juntos. Pessoalmente senti-me sempre à vontade com as nossas irmãs, porque me habituei a vê-las sempre como minhas Irmãs que eu gostava de ter tido e nunca tive. Depois gostaria de perguntar que maçons somos se nunca nos pomos à prova e fugimos a sete pés dos problemas, porque achamos que não temos capacidade para termos comportamentos dignos na presença de mulheres em Loja? Direi apenas que afinal não nos temos em grande conta.
4. Gostaria de vos dizer também que ter mulheres em Loja constitui para mim uma bênção, porque elas são diferentes de nós e moderam a nossa linguagem, por vezes um pouco menos delicada, além de ornamentarem a loja com imenso cuidado e imaginação, bem como os ágapes. E nas pranchas, por vezes colocam e levantam questões pertinentes que nos passariam despercebidas.
5. Por fim direi que, sendo mães e esposas e se preocupam com os seres humanos que amam e ajudam a criar e evoluir duma forma muito peculiar. A sua visão e colaboração torna-as indispensáveis à construção de uma sociedade mais humana, justa e verdadeira.
Por isso, não nos podemos dar ao luxo de as excluir de estarem entre nós, quando elas têm um papel importantíssimo na educação dos nossos jovens quer na família, que no sistema educativo desde o pré-escolar até à conclusão da universidade.
Peço-vos humildemente desculpa por me alongar muito, mas não podia, em consciência, deixar de partilhar convosco estas minhas reflexões, esperando que cada um continue a discutir dentro de si este tema, pela pertinência dele para a maçonaria, independentemente da vossa posição atual, pois isso constitui um privilégio de cada maçon.
Um TAF para cada um de vós e para o autor do texto em apreço
Interessante qua a luz do ingresso de mulheres na maçonaria tradicional vem os progressistas . Particularmente acho que um progressista estar na maçonaria é pior que uma mulher ou outro gênero alternativo. Tudo segue com narrativas de marxismo crítico moderno para desconstruir um dos últimos redutos da formação cultural fundamentada na cultura judaico cristã. Desconstruir , essa é a palavra de ordem.
O tema da presença da mulher na Maçonaria sempre despertou curiosidade no mundo profano e suscitou discussões dentro da própria Ordem. A pergunta recorrente é: “Por que a mulher não pode ingressar na Maçonaria?”
Porém, ao aprofundar essa análise, percebo que a questão vai além da igualdade de direitos. Envolve a preservação da identidade e da tradição maçônica. É uma história milenar, com a presença única de homens em reunião fechada. Ao abrirmos as portas para a presença feminina em nosso meio, além de tirar de nós a essência de nossa tradição, teríamos que fazer adaptações inimagináveis. Ressalto aqui apenas duas hipóteses de que a entrada da mulher na maçonaria poderá vir acarretar para o lado negativo:
1. Suspeitas e Má Interpretação Externa – Sendo a Maçonaria uma instituição fechada, a convivência mista em sessões fechadas poderia gerar falácias e calúnias, alimentando preconceitos contra a Ordem;
2. Conflitos Internos – Onde há convivência entre homens e mulheres, não se pode descartar a possibilidade de romances, ciúmes ou atritos, o que poderia comprometer não apenas famílias, mas também a harmonia das Lojas. Esse é o pior deles e não se pode jamais descartar tal possibilidade;
Temos coisas muito mais sérias para adequar a maçonaria a modernidade, mas para isso necessário se faz termos coragem, deixarmos a covardia de lado, o comodismo, e contrapor o socialismo/comunismo que está infectando a Ordem no mundo inteiro. Aqui no Brasil, por exemplo, estamos assistindo um governo corrupto, aliado a ditadores, descontruindo os bons costumes, a família e a Pátria. Não se vê um movimento em que a Maçonaria tenha sido protagonista em defesa do bem estar social. Estamos assistindo calados um ladrão e ex-presidiário na presidência, levando o Brasil para o mesmo buraco que se encontra Cuba e Venezuela.