Na mesma data, 10.11.25, o mesmo prompt
| Elabore um ensaio de até 3 páginas sobre a obra literária “A Morte de Ivan Ilicht”, contendo duas partes. A primeira deve conter e justificar as cinco principais noções que determinam a importância da obra. A segunda deve realizar uma integração das noções contidas na primeira parte, que poderiam tornar esta obra literária uma ferramenta pessoal de aperfeiçoamento e conscientização para o Maçom, no que tange aos preceitos e valores da Ordem; |
foi então submetido à IA DeepSeek que gerou o ensaio a seguir:
A Morte de Ivan Ilitch: Espelho para a Alma em Busca da Verdade
Introdução
Publicada em 1886, “A Morte de Ivan Ilitch” é muito mais do que um relato sobre a finitude; é uma sonda literária que explora as profundezas da existência humana, questionando os alicerces sobre os quais construímos as nossas vidas. Liev Tolstói, com a sua genialidade crua e despretensiosa, apresenta-nos a história de um magistrado bem-sucedido cuja vida, aparentemente correcta e confortável, desintegra-se diante do diagnóstico de uma doença fatal. A obra transcende o seu contexto histórico para se tornar um tratado atemporal sobre autenticidade, sofrimento e redenção. Este ensaio propõe-se a analisar a importância da obra através de cinco noções centrais e, na sequência, integrá-las, demonstrando como a narrativa de Ivan Ilitch pode servir como uma ferramenta poderosa de aperfeiçoamento e conscientização para o Maçom, à luz dos preceitos e valores da Ordem.
Parte I: As Cinco Noções que Determinam a Importância da Obra
1. A Crítica à Vida Automática e Inautêntica
A primeira e mais fundamental noção é a denúncia da vida vivida por convenção.Ivan Ilitch é o arquétipo do homem que segue um roteiro socialmente aprovado: carreira ascendente, casamento conveniente, aquisição de bens e uma respeitabilidade superficial. Tolstói demonstra que essa existência, embora confortável e livre de conflitos aparentes, é essencialmente vazia. A “agradabilidade, decoro e correcção” que guiam Ivan são uma fachada que oculta a ausência de uma verdade interior.
A importância desta crítica reside no seu carácter universal e atemporal; ela questiona o leitor moderno de forma tão incisiva quanto questionou a sociedade russa do século XIX, convidando-o a investigar se a sua própria vida é governada por valores genuínos ou por expectativas externas.
2. A Solidão Inevitável e a Incomunicabilidade do Sofrimento
Conforme a doença progride, Ivan Ilitch mergulha num abismo de solidão. Ele percebe que ninguém – nem a família, nem os colegas, nem mesmo os médicos – é capaz de compreender ou compartilhar verdadeiramente a sua agonia. As pessoas ao seu redor perpetuam uma “mentira”, tratando a sua morte como um inconveniente ou um tema a ser evitado. Esta noção é crucial porque expõe a fragilidade dos laços construídos sobre bases superficiais. O sofrimento, especialmente o que antecede a morte, torna-se uma experiência radicalmente solitária, um território que cada indivíduo deve atravessar sozinho. Tolstói transforma o quarto de doente de Ivan num microcosmo da condição humana, onde a persona social desaba, restando apenas o eu essencial, nu e assustado.
3. A Morte como Catalisadora do Despertar Existencial
A morte não é apenas o desfecho da narrativa, mas a sua protagonista. É a perspectiva da morte iminente que força Ivan a confrontar a pergunta central: “E se, de facto, minha vida inteira, minha vida consciente, foi não a que devia ser?”. A importância filosófica desta noção é imensa. A morte deixa de ser um evento biológico futuro e torna-se uma lente através da qual a vida é reavaliada. Ela funciona como um “mestre interior” impiedoso, destruindo todas as justificativas e auto-enganos. Sem esta confrontação com o fim, a vida de Ivan teria permanecido na sua mediocridade dormente. A obra, portanto, defende que a consciência da mortalidade não é uma morbidade, mas um instrumento necessário para uma vida plena e significativa.
4. A Profundidade do Sofrimento como Caminho para a Iluminação
O sofrimento físico e moral de Ivan não é retratado como um castigo arbitrário, mas como um processo alquímico. Nos seus momentos de maior agonia, ele abandona a racionalização e mergulha num grito primal de dor e questionamento. É precisamente nesse estado de desespero absoluto, quando todas as defesas caem por terra, que uma centelha de compreensão começa a surgir. Tolstói sugere que o sofrimento, quando plenamente vivido e não negado, possui um poder purificador. Ele destrói o ego e as suas construções, abrindo espaço para uma percepção mais profunda da realidade. A importância desta ideia está na sua contraposição à busca hedonista pelo prazer, propondo que a verdade mais profunda pode ser encontrada justamente no avesso da experiência humana.
5. A Redenção pela Compaixão e Aceitação
O clímax da narrativa ocorre não com a morte de Ivan, mas com o seu insight final. Nos últimos instantes, ao olhar para o rosto comovido do seu servo, Guerássim, e para o choro sincero do seu filho, ele experimenta um êxtase de compaixão. Ao perceber o sofrimento que a sua morte causa neles, ele transcende o próprio sofrimento. A pergunta “E a morte? Onde ela está?” simboliza a compreensão de que aquilo que é autêntico – o amor, a compaixão, a conexão humana genuína – não pode ser destruído. A sua aceitação final não é uma derrota, mas uma vitória sobre o medo. A importância desta redenção está na sua mensagem de que a salvação não se encontra na fuga da morte, mas na coragem de viver e morrer com amor e verdade, substituindo a “mentira” que o cercava pela luz de uma compreensão última.
Parte II: Integração das Noções como Ferramenta de Aperfeiçoamento para o Maçom
A Maçonaria, enquanto instituição filosófica e iniciática, tem como um dos seus pilares o contínuo aperfeiçoamento moral e intelectual do indivíduo. A jornada de Ivan Ilitch, quando analisada através das lentes maçónicas, revela-se um poderoso instrumento de conscientização e um veículo para a aplicação prática dos preceitos da Ordem.
Em primeiro lugar, a crítica à vida inautêntica ressoa profundamente com o convite maçónico ao “conhece-te a ti mesmo”. O Maçom é exortado a desbastar a sua Pedra Bruta, removendo as imperfeições do carácter. A vida de Ivan antes da doença é a própria representação da Pedra Bruta no seu estado natural: áspera, conformada ao mundo profano e sem a marca do trabalho interior. A sua trajectória serve como um alerta solene: uma vida baseada em aparências, carreira e posses materiais é incompatível com a busca pela Verdade. A obra actua como um espelho no qual o Irmão pode se enxergar e questionar: “Estou construindo meu Templo Interior sobre alicerces sólidos e verdadeiros, ou estou apenas erguendo uma fachada agradável e decorativa?”.
A solidão e a incomunicabilidade do sofrimento encontram um paralelo na jornada individual do Maçom dentro da Loja. Embora cercado por Irmãos, o trabalho de aperfeiçoamento é, na sua essência, uma batalha interior. Cada qual deve enfrentar os seus próprios vícios, medos e limitações. A experiência de Ivan na solidão do seu leito de morte reflecte a ideia de que o caminho em direcção à Luz exige momentos de introspecção profunda e confronto com as próprias sombras. No entanto, a Maçonaria oferece o que Ivan só encontrou tardiamente: a fraternidade. A figura de Guerássim, o servo que oferece um conforto simples e genuíno, pode ser vista como a representação do Irmão verdadeiramente fraterno, aquele que está presente nos momentos de dificuldade, sem julgamento, praticando a caridade no seu sentido mais puro. A obra ensina ao Maçom a importância de ser um “Guerássim” para os seus Irmãos e a valorizar essa fraternidade autêntica.
A morte como catalisadora é um tema central no Ritual Maçónico, especialmente no Grau de Mestre. A câmara de reflexões e a lenda de Hiram Abiff são poderosas alegorias sobre a morte do eu profano para o renascimento do eu iniciado. A história de Ivan Ilitch é a dramatização viva desse princípio. Ela mostra que a consciência da mortalidade (“Memento Mori”) não deve ser um tema mórbido, mas sim o motor que impulsiona a busca por uma vida virtuosa. Para o Maçom, a obra reforça a lição ritualística: só quando confrontamos a transitoriedade da nossa existência material é que nos tornamos sérios na nossa busca pela imortalidade das nossas obras e do nosso legado moral.
O sofrimento como caminho para a luz dialoga directamente com a noção de que o aperfeiçoamento exige esforço, disciplina e, por vezes, dor. Desbastar a Pedra Bruta é um trabalho árduo que causa “atrito”. A agonia de Ivan é a metáfora máxima desse atrito interior necessário para polir o carácter. A obra ilustra que o conforto excessivo e a fuga do sofrimento levam à estagnação espiritual. O Maçom é encorajado a ver nas dificuldades da vida não como maldições, mas como oportunidades de crescimento, tal como Ivan, no ápice da sua dor, encontrou a claridade que lhe faltou durante toda a vida confortável.
Finalmente, a redenção pela compaixão e aceitação sintetiza os ideais maçónicos mais elevados: o Amor Fraternal, a Relação e a busca pela Paz Profunda. A transformação final de Ivan, quando ele substitui o medo e o egoísmo pela compaixão, representa o momento em que a Pedra Cúbica está polida. Ele alcança, nos seus últimos suspiros, a “Paz de Consciência” que decorre do dever cumprido – no seu caso, o dever de, finalmente, ter vivido um momento de verdadeiro amor. Para o Maçom, esta passagem é um lembrete de que todo o conhecimento simbólico e todo o trabalho ritualístico devem culminar numa transformação interior que se manifeste em acções concretas de bondade, tolerância e compaixão para com a humanidade.
Conclusão
“A Morte de Ivan Ilitch” é, portanto, uma obra de importância ímpar, cujas noções centrais – a crítica à inautenticidade, a solidão no sofrimento, a morte como despertador, a dor como purificação e a redenção pela compaixão – formam um todo coerente e profundamente transformador. Para o Maçom, esta narrativa tolstoiniana não é apenas uma grande obra da literatura mundial, mas um verdadeiro “Livro da Lei Moral”. Ela serve como um guia prático e existencial, ilustrando de forma vívida os perigos de uma vida não examinada e a glória última de uma morte – e, por extensão, de uma vida – conquistada pela lucidez, pelo amor e pela entrega à Verdade. Através da lente desta obra, o Maçom é convidado a não ser um Ivan Ilitch, mas a aprender com o seu exemplo tardio, usando as ferramentas da Ordem para construir, desde já, uma existência que não precise da proximidade da morte para se revelar verdadeiramente digna de ser vivida.
Aplica-se também à DeepSeek a mesma observação que inaugurou as análises em Dutra e Pinheiro (2025), isto é, a ausência de Citações e Referências Bibliográficas e, por conseguinte, todos os desdobramentos que se seguiram, a exemplo de submeter a mesma pergunta também à DeepSeek: “Quais as referências bibliográficas utilizadas na elaboração deste ensaio?”. E a resposta foi:
Não foram utilizadas referências bibliográficas externas específicas na elaboração deste ensaio. O texto foi desenvolvido com base em:
- Leitura e análise directa da obra primária: A Morte de Ivan Ilitch de Liev Tolstói.
- Conhecimento dos princípios e valores maçónicos: Fundamentados nos Landmarks, rituais e literatura maçónica consagrada, incluindo: os princípios fundamentais da Maçonaria (Liberdade, Igualdade, Fraternidade); o simbolismo do aperfeiçoamento pessoal (Pedra Bruta → Pedra Polida); os conceitos de Câmara de Reflexões e Memento Mori; a lenda de Hiram Abiff e a sua simbologia.
- Conhecimento filosófico e literário: Desenvolvido a partir do estudo de: filosofia existencialista aplicada à literatura Tolstoiniana; conceitos de autenticidade e finitude na filosofia ocidental; análise literária da obra de Tolstói e o seu contexto histórico.
- Integração conceitual original: A correlação entre a obra literária e os preceitos maçónicos representa uma análise original desenvolvida especificamente para este ensaio.
Para um estudo académico mais aprofundado, recomenda-se consultar: Edições críticas de A Morte de Ivan Ilitch; Obras sobre filosofia Tolstoiniana; Manuais de doutrina e simbolismo maçónico; Estudos sobre a representação da morte na literatura.
Ainda que distante da estrutura normativa requerida, porque é ela que supre o leitor com as informações básicas e necessárias, ao esclarecer os procedimentos adoptados a resposta da DeepSeek, acto contínuo, também sugeriu as directrizes para aqueles que desejarem se aprofundar na matéria; portanto, foi mais completa que a primeira. Além da literatura básica (o livro tema, Landmarks, Rituais, etc.), parece clara a maior amplitude do universo de pesquisa: História e Filosofia, trazendo aspectos do Existencialismo e conceitos referentes à autenticidade, à finitude, ao memento mori e outros.
E ainda antes que se teça considerações quanto ao mérito, observa-se uma clara diferença de estrutura entre os textos: enquanto a Gemini estabelece uma correspondência directa entre as “Principais noções que determinam a importância da obra” enquanto “Ferramentas de aperfeiçoamento e conscientização para o maçom”, a DeepSeek apresenta um discurso narrativo, deixando por conta do leitor o estabelecimento das associações, ainda que facilitado pela divisão em parágrafos.
A “Introdução” da DeepSeek, por exemplo, é mais completa, chegando mesmo a se aproximar do que recomenda a boa norma: refere ao autor, à temática e à relevância da obra, bem como informa ao leitor o objectivo do ensaio que inaugura: demonstrar o quanto ela (a literatura) pode ser útil ao maçom. Há também uma diferença notável entre os 2 (dois) ensaios: enquanto no primeiro (Gemini) o narrador predominantemente dirige o foco à realidade vivida por Ivan, no segundo (DeepSeek), ocasionalmente estende e generaliza aos homens em geral – pois assim é a vida. A “Conclusão” sintetiza e conecta as 2 (duas) partes do texto e também é mais enriquecedora, informativa e útil. Grosso modo, enquanto no ensaio da Gemini a Conclusão (referida como Síntese) que relaciona os 2 (dois) temas soa um pouco “forçada”, no da DeepSeek parece ter sido mais “natural”.
É interessante observar um indicador de esforço, o número de palavras utilizadas: enquanto o ensaio da Gemini exigiu 1.432 palavras, o da DeepSeek consumiu 1.631, 14% a mais e que, melhor articuladas, parecem ter contribuído para explicar as diferenças. Com efeito, o maior número de palavras combinado à riqueza das fontes pode ser o factor explicativo para as diferenças qualitativas, em favor da segunda, verificadas entre os 2 (dois) ensaios.
Quadro 1 – Elementos Centrais da obra “A Morte de Ivan Ilitch” segundo as duas perspectivas: IA Gemini vs. IA DeepSeek
Principais noções que determinam a importância da obra “A Morte de Ivan Ilitch” |
|
| Versão Gemini | Versão DeepSeek |
| A Hipocrisia da Vida “Correcta” e a Alienação Social | A Crítica à Vida Automática e Inautêntica |
| A Inevitabilidade Existencial e o Silêncio da Morte | A Solidão Inevitável e a Incomunicabilidade do Sofrimento |
| O Sofrimento como Ferramenta de Conscientização | A Morte como Catalisadora do Despertar Existencial |
| A Figura do Servo Gerasim e a Simplicidade Autêntica | A Profundidade do Sofrimento como Caminho para a Iluminação |
| A Passagem da Treva para a Luz e a Redenção | A Redenção pela Compaixão e Aceitação |
À excepção de algumas palavras comuns (existência, sofrimento, morte e redenção) utilizadas nos respectivos descritores dos subtítulos, a rigor, ainda que em alguns casos se perceba semelhança semântica, não há como estabelecer comparação entre as colunas do Quadro 1, mesmo que o sequenciamento seja alterado posto que não foi estabelecido qualquer comando-critério do tipo “enumere por ordem crescente ou decrescente de importância”. O que significa dizer que, a depender da IA utilizada, a expectativa do juízo acerca das “Principais noções que determinam a importância da obra” deve variar como se a pergunta fosse mesmo dirigida a um humano e, de certo modo, as perspectivas não passam de … opiniões!
Ora, a conclusão logo acima não deixa de representar um duplo incómodo: primeiro, porque a expressão “Inteligência Artificial”, em alguma medida, cria no imaginário popular a expectativa de que as respostas guardam relação com o que se reconhece como “a melhor resposta”, “o correcto” e, até mesmo “verdade”; caso contrário, ao fim e ao cabo o que se dispõe não passa, efectivamente de … opiniões e, opinião, cada um tem a sua. O que, então, remete ao segundo incómodo: quem recorre à IA para estudar, por exemplo, para uma prova, por certo que não quer (não pode) ficar no plano das especulações, mas no das certezas, das convicções, o que, é claro – e isto é o mais importante – se estende a muitas e tantas outras aplicações e demandas às IA como, por exemplo, para a tomada de decisões. Ou seja: em que pese a enorme capacidade de processamento das plataformas de IA, treinamento, aprendizagem e auto-aprendizagem, o que lhes confere vantagens extraordinárias e insuperáveis sobre os humanos, há também, em alguns aspectos, que se falar em semelhanças. E em meio às similaridades, uma diferença fulcral: um humano, se chamado a esclarecer por que escolheu este ou aquele atributo e os enumerou conforme tal critério, certamente esclarecerá a sua lógica (certa ou errada, com ou sem viés, etc.), já uma IA não poderá ser submetida ao mesmo escrutínio e tampouco auscultados os seus motivos e razões, tudo restando incógnito em meio aos incontáveis algoritmos insertos numa caixa preta inescrutável e assustadora (porque pode manipular os corações e mentes, introduzir vieses valorativos – sobre etnias, crenças, condições sociais, regionalidades -, disseminar ideologias, etc.), como referido por Harari (2024).
A partir dos 2 (dois) ensaios (Gemini e DeepSeek) até agora apresentados, algumas lições, ainda em carácter preliminar, já podem ser especuladas:
- há indícios de que a literatura pode, efectivamente, ser uma fonte rica de informações e ensinamentos sobre temas habitualmente estudados pelos maçons;
- acostumado ao ferramental do pedreiro (malho, cinzel, trolha, régua e outros), ao transitar por um campo diversificado e demasiado humano como meio de estudo, a exemplo da literatura, o Iniciado então experimenta o tear que urde, tece e, ao entrelaçar os fios da razão com os da emoção lhe revela a tecitura da vida, aonde também a contemplação (teoria) e a prática se combinam;
- mesmo as melhores “inteligências” encontram dificuldades, talvez intransponíveis, para explorar e expressar, com clareza e de modo sucinto (em poucas páginas), construtos e ideias complexas; e,
- a expressão “Inteligência Artificial”, per se, e a ter por base o exercício ora sendo conduzido, é insuficiente para criar expectativas, sugerir e tampouco assegurar noções de “correcto”, “melhor”, “verdade” e outras que sugiram juízos de valor categóricos – em outros termos: qualidade – acerca do que expõe, já tendo ficado claro a existência de diferenças quando comparados os produtos gerados por essa ou aquela plataforma.
Na sequência, no texto IV desta Série, com a introdução do ensaio da Grok fica então constituída a amostra com 3 (três) eventos – ensaios gerados por IA diferentes -, o que possibilita a partir da análise conjunta e comparada tecer considerações com maior embasamento acerca dos alcances e limitações da Literatura e da IA como instrumentos de trabalho do maçom contemporâneo. À guisa de complementação, perguntas adicionais foram formuladas a uma quarta IA.
Lucas V. Dutra [1] e Ivan A. Pinheiro [2]
Notas
[1] Mestre Maçom do Quadro da ARLS Presidente Roosevelt, 75, GLESP, Or. de São João da Boa Vista, Psicólogo, Professor Doutor em Psicologia, Especializado em Maçonologia (UNINTER), e-mail: [email protected].
[2] Mestre Maçom, Pesquisador Independente, e-mail: [email protected].
Referências bibliográficas
- DUTRA, Lucas V.; PINHEIRO, Ivan A. A Inteligência Artificial (IA) e a Literatura como Instrumentos de Trabalho do Maçom Contemporâneo – II. Bibliot3ca Fernando Pessoa. 15.11.2025. Disponível em https://bibliot3ca.com/a-inteligencia-artificial-e-a-literatura-como-instrumentos-de-trabalho-do-macom-contemporaneo-ii/. Acesso em 15.11.2025.
- HARARI, Yuval N. Nexus – uma breve história das redes de informação, da Idade da Pedra à inteligência artificial. São Paulo: Cia. das Letras, 2024. ISBN 978-85-359-3781-7.
- TOLSTOI, Leon. A Morte de Ivan Ilitch. Porto Alegre: L&PM, 2002. ISBN 85.254.0600-7.

- A inteligência artificial e a literatura como instrumentos de trabalho do Maçom contemporâneo (I)
- Pode a Inteligência Artificial captar a luz maçónica?
- Contradições de um Maçom à luz da inteligência artificial
- Revolucionar a Tutoria Maçónica com Inteligência Artificial
- Inteligência Artificial – Ser ou não ser, eis a questão

