A reintegração pelo governo cubano de Mario Alberto Urquía Carreño como Grão-Mestre do Supremo Conselho e da Grande Loja provocou uma onda de descontentamento entre os maçons cubanos. Urquía Carreño foi reintegrado pela Direcção de Associações do Ministério da Justiça (MINJUS), ignorando a decisão da maioria de o rejeitar na sequência de acusações de desvio de 19.000 dólares do seu gabinete no início deste ano e de outras acções consideradas “alta traição” pela comunidade maçónica.
“Os maçons não aceitam Urquía; muitas lojas vão decidir não o reconhecer e vão notificar o Registo de Associações do MINJUS“, disse uma fonte maçónica que quis manter o anonimato à agência independente Cubanet. A mesma fonte acrescentou que existe “muita confusão, mas um sentimento unânime de rejeição“.
Os maçons parecem decididos a abandonar os seus cargos se o Grão-Mestre não se demitir. Outros planeiam reunir-se em grande número no edifício da Grande Loja para protestar e exigir a demissão de Urquía, segundo o Cubanet.
Um desses indivíduos é o Mestre Karel Miralles Sánchez, que decidiu permanecer sentado na Grande Loja de Cuba como forma de protesto, pedindo que Urquía apresente uma renúncia formal assinada.
“Não estou a pedir nada nem a ninguém, estou a fazer um apelo por uma situação pessoal, exercendo o meu direito de protesto, um dos primeiros direitos que me foi conferido quando entrei para esta augusta instituição“, afirmou num vídeo.
Outra fonte entrevistada pela Cubanet argumentou que “se a maioria dos maçons decidir que não o quer, ele deve demitir-se. Se o MINJUS considerar que esta não é a forma correcta de o expulsar, repetiremos o processo imediatamente“. Acrescentaram que
“uma maioria esmagadora não deseja que ele continue a dirigir a nossa fraternidade, pois é material e moralmente responsável pela perda de fundos doados para ajudar os irmãos em dificuldades. Nada imposto funciona num sistema democrático como o nosso“.
Fazendo eco deste sentimento, outro Maçom acusou a Segurança do Estado de estar por detrás da situação, sugerindo que “estão a brincar com o fogo. Este pode ser o empurrão que nós, maçons, precisamos para finalmente assumir a liderança nas mudanças que Cuba exige.”
Vários funcionários da Grande Loja de Cuba demitiram-se em protesto, segundo o Cubanet. Em Março, Urquía Carreño foi expulso da sessão semestral da Câmara Alta.
Matthew Diaz
Terça-feira, 18 de Junho de 2024
Fonte

- Ser Maçom em Cuba – como pensar livre num país que não é
- A Maçonaria cubana vista de perto
- Maçonaria à cubana: foice e martelo de um lado, régua e compasso do outro
- Os meus irmãos reconhecem-me como tal
- Reflexões sobre o grau de Aprendiz


Quando deparamos com um Artigo deste, vemos que a Maçonaria brasileira ainda goza de Liberdade. Mas do jeito que caminham as coisas, logo poderemos estar enfrentando intromissão do Governo na Maçonaria. pois, Ditadura com Maçonaria, não combina. Ainda assim, nossa Maçonaria continua inerte e nada se pronuncia quanto a decadência Política, Moral e Social, que estamos vivenciando.
Há 65 anos Cuba e uma ditadura.
Desde então, os princípios de Liberdade, Igualdade e Fraternidade nesse país são apenas retórica e falácia por parte da maçonaria cubana.
Provavelmente conivência, pois se fosse por medo, mesmo assim haveria de se lutar pela Liberdade…