O navio de Teseu e a Loja Maçónica

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Navio de Teseu

O Navio de Teseu é um paradoxo filosófico que levanta questões sobre a identidade, a continuidade e a natureza da existência. A experiência de pensamento desafia a nossa compreensão do que significa para um objecto, pessoa ou organização manter a sua identidade ao longo do tempo.

Plutarco apresentou o paradoxo em que Teseu, um herói mítico grego, tinha um navio que acabou por ser guardado como museu. À medida que as tábuas começavam a apodrecer, eram substituídas por outras novas. Se todas as tábuas forem substituídas, o navio continua a ser o mesmo que Teseu possuía inicialmente? Se já não é o mesmo navio, em que altura do percurso se deu a transformação?

O navio de Teseu desafia as nossas noções de identidade. É frequente associarmos a identidade a algo estático e imutável. No entanto, este paradoxo leva-nos a reconsiderar este pressuposto. Será que um navio que é completamente refeito com novos componentes é o mesmo que o original, desde que a sua função, objectivo e design sejam preservados? Ou será que o navio é o mesmo se mantiver a continuidade temporal que liga os seus estados passado e presente?

Façamos agora um paralelo entre o paradoxo do Navio de Teseu e uma Loja Maçónica. Cada Loja Maçónica tem as suas próprias tradições e membros. A própria Loja pode ser vista como uma entidade com a sua própria identidade, tal como o navio.

Tal como o Navio de Teseu, uma Loja Maçónica pode passar por uma transição. O número de membros da Loja muda ao longo do tempo, à medida que novos membros se juntam e outros partem ou passam para o Oriente Eterno. A liderança da Loja muda com cada Venerável Mestre. A localização física de uma Loja também pode mudar.

O paradoxo surge quando consideramos que, assim como o navio, a Loja pode experimentar uma rotatividade completa dos seus membros e liderança. Com o tempo, todos os membros que faziam parte da Loja original podem já não estar lá, e novos membros tomam o seu lugar. Então, será que a Loja ainda é a mesma Loja Maçónica após várias décadas?

Cada membro da Ordem deve pensar em como a sua presença e actividades dentro de uma Loja afecta a identidade global da organização. A acção (ou inacção) de um membro individual pode ter repercussões significativas que afectam a própria estrutura da Loja.

Jim Stapleton, é o 1º Vigilante da Loja USS New Jersey nº 62. É também membro da Loja New Jersey Lodge of Masonic Research and Education nº 1786. Jim recebeu o Prémio Distinguished White Apron Award da Grande Loja de Nova Jérsia e foi galardoado com o prémio Daniel Carter Beard Masonic Scouter Award. É também membro da Society of King Solomon.

Tradução de António Jorge, M∴ M∴, membro de:

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1 thought on “O navio de Teseu e a Loja Maçónica”

  1. FRANCISCO CEZAR DE LUCA PUCCI

    O que mantém a identidade de uma instituição é sua estrutura (normas, hierarquia, objetivos…). Se isso não mudar, a instituição será a mesma, mas difícil não mudar. A questão é saber o ponto da mudança.

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