O perfume da Família Maçónica

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Esta prancha, não se trata de um trabalho sobre a simbologia maçónica, mas sim sobre a importância do ambiente familiar definido como cheiro ou perfume na formação dos seus membros.

Inicialmente para conhecer as definições de cheiro e de perfume, recorre-se ao dicionário e lá está escrito que “cheiro é a impressão causada no olfacto por odorífera. “Perfume, é o cheiro agradável exalado de substância aromática”.

Cheiro agradável é igual a perfume. Quanto ao mau cheiro, o ar torna-se insuportável para o nosso olfacto.

Não é intensão falar sobre o significado estrito das palavras perfume e/ou cheiro, mas sim de alguns princípios que alicerçam a construção de uma família.

Certa vez, um padre pregava, na sua homilia, um tema relacionado à formação da família. Em síntese, o mesmo, naquela oportunidade, disse mais ou menos o seguinte:

O cheiro é algo que ninguém vê, mas que ocupa muito espaço”.

Um local pode estar limpo e bonito, mas se não estiver cheirando bem, ele torna-se desagradável“.

Toda família tem um cheiro, esse cheiro é traduzido em amor, união, paz, felicidade e outras virtudes. É o sustentáculo para que ela exista e perpetue como a principal célula da sociedade”.

Para isto, é importante que família esteja sempre vigilante para que o seu cheiro não enfraqueça, que permaneça sempre presente no seio familiar e que não seja contaminado por elementos estranhos”.

Diz ele ainda, “A família que não tem cheiro não é família, trata-se de um bando de pessoas desunidas vivendo sempre em conflitos, infelicidades e desencontros”.

Quando os membros começam a se desgarrar do ambiente familiar, é porque o cheiro daquela família está enfraquecendo e se esfacelando e mais ainda, está sendo contaminado por maus elementos externos, fazendo com que o ambiente fique insuportável

Como consequência, eles vão procurar outros cheiros, em outros ambientes, em busca de novos rumos, sempre envolvidos com os vícios. Tais como: drogas, violência, prostituição e outros vícios”.

Para reflectir, é facto e notório, um dos grandes desafios da humanidade, na actualidade, é manter o equilíbrio, conciliando: a vida profissional, a vida social e a vida familiar. Muitos dedicam tempo demasiado ao trabalho, outros, egoisticamente, só pensam em se divertirem e viverem num mundo de fantasias, como consequência esquecem-se de construir e manter um relacionamento próximo, harmónico e fraterno com os seus familiares.

Perguntas que se faz:

  • Qual foi a última vez que os pais saíram com os filhos para fazer um lanche e conversar de forma amistosa sobre os assuntos do quotidiano e até mesmos de tratar de assuntos pesados tais como: drogas, sexo, pornografia, violência?
  • Quantas vezes esses pais, em algum momento brincaram e ou oram juntos?
  • Esses pais poderiam afirmar, com certeza, os nomes de três amigos dos seus filhos?
  • Será que esses pais sabem que tipo de portais da internet que os seus filhos estão visitando ou com quem estão conversando nas redes sociais?
  • Quando os seus filhos saem de casa para vida social, onde estão indo, com quem estão, o que estão fazendo?
  • Será que dá presente um celular de última geração, com diversos aplicativos, aos filhos, para acompanhar os seus passos é na melhor forma de vigilância para a criação dos filhos?

Como resposta, tais pais não conseguem responder estas simples perguntas, está na hora de repensar os modos de criação dos filhos e trazer- lós para recuperar o cheiro da família.

No texto bíblico, Genesis 27:27, o relato em que Isaac, já velho e praticamente cego, sabia como reconhecer os seus filhos Esaú e Jacob.

“E chegou-se, e beijou-o; então sentindo o cheiro das suas vestes, abençoou-o e disse: Eis que o cheiro do meu filho é como o cheiro do campo, que o Senhor abençoou”.

No nosso ambiente maçónico, onde os obreiros são chamados de irmãos, também compõem uma família.  Portanto não é diferente e também tem o seu cheiro ou o seu perfume. Essa fragrância tão agradável, juntamente com os outros princípios de virtudes, faz com que a Ordem persista através dos tempos.

A Maçonaria, por ser uma instituição de carácter universal, cujos membros cultivam as virtudes, os irmãos maçons estão ligados por fortes laços fraternos, buscando o crescimento interior, o aperfeiçoamento intelectual, o cumprimento inflexível do dever, a investigação constante da verdade e outros requintes de grandeza.

O verdadeiro Maçom deve praticar, para com todo o mundo, as grandes virtudes, o Amor Fraternal, o Socorro e a Verdade. Sobre as quais, constantemente, são debatidas e pregadas nas reuniões internas.

Outra verdade a ser dita, a Maçonaria não é religião, não propõe a salvação do mundo e de ninguém. Propõe apenas o aprimoramento das virtudes interiores de cada um. Tais como: ajudar os homens a reforçarem o seu carácter; buscar o aprimoramento moral e espiritual; e aumentar os seus horizontes culturais. Ou seja, lapidar da pedra bruta.

Os Maçons, não são perfeitos, são passíveis de erros, pois são seres humanos. No entanto, estudam e buscam empreender esforços no sentido de minimizar os seus deslizes, eliminar preconceitos e melhorar a humanidade.

Um dos ensinamentos mais focalizados na Maçonaria é o exercício da tolerância. Tolerância é a arte a admitir os modos de pensar, de agir e de sentir os outros.

Uma loja maçónica é um pequeno mundo, composto por pessoas com diferentes concepções individuais. Onde cada uma tem a sua própria opinião.  Ainda bem que seja assim, do contrário as reuniões seriam uma chatice se todos pensassem iguais, não teria o que discutir. Portanto, se algum irmão pensa diferente, há que por respeito e deferência, ser tolerante e paciente com os demais irmãos.

Os irmãos maçons têm que ter o prazer de comparecer às reuniões. Aquele irmão Maçom que não conseguir incorporar, nos seus sentimentos, o ensino espiritual da Maçonaria, com certeza, com o tempo, ele vai abandonar a Ordem.

Pode até demorar, porém mais cedo ou mais tarde ele vai embora. Como se diz popularmente: “tem que haver química entre o iniciado e o mundo maçónico”, caso contrário o cidadão vai reconhecer que “isto aqui não é a minha praia”. Ou seja, o indivíduo perdeu o “Perfume e/ou Cheiro Maçónico”.

Portanto, para que esse perfume permaneça impregnado com os ideais formulados pelos antepassados da Ordem, cabe aos irmãos, com sã inteligência, deixar de usar essa madeira como lenha para queimar “a fogueira das vaidades” e ao invés disso, empregá-la, como escora ou como andaime, para continuar na construção de uma coexistência pacífica, fraterna e harmoniosa, tendo como fim e fortalecimento da Maçonaria universal.

O Salmo 133, Salmo da União Fraterna, que é recitado nas nossas cerimónias maçónicas, no seu 1° versículo, traduz muito bem o sentido do cheiro da família maçónica:

“Oh! Quão bom e suave é que os irmãos vivam em união”.

Aí está a pureza do perfume agradável exalado dessa substância aromática chamada Maçonaria.

Elson Levi Eustáquio Pinto – M∴ M∴ – Loja Cláudio das Neves nº 1939 – GOB

Fontes

  • Dicionário da Língua Portuguesa – Aurélio.
  • Diversos textos maçónicos e religiosos.

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One thought on “O perfume da Família Maçónica

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    Bom dia irmãos,
    Muito obrigado pela publicação de minha prancha.
    Feliz dia dos pais, para todos papais irmãos.
    T,’,F,’,A.’.

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