Na Maçonaria existe o hábito de os seus membros se tratarem por irmãos ou manos, uma vez que a Ordem Maçónica é uma Irmandade Fraternal. Mas para além desse costume, existe outro que talvez faça alguma confusão aos recém-chegados.
É o facto de todos no seu trato habitual, se tratarem por “tu”.
Independentemente da idade, grau ou qualidade maçónica, todos, mas mesmo todos se tratam por “tú”. Enquanto na vida profana é se habitual as pessoas se tratarem por você, na Maçonaria não existe esse distanciamento pessoal.
Isto por si só, é uma demonstração que aos maçons não interessam os cargos, profissões que um irmão detenha na sua vida profissional. Em Loja todos sãos iguais entre si. Desde o mais pobre ao mais favorecido financeiramente não existe diferença no trato. Os “metais” ficam sempre fora de portas do Templo. Essa é uma das grandes qualidades que se podem encontrar na Maçonaria a par da Tolerância e do espírito fraternal.
E como entre irmãos não há lugar a deferências, é salutar o tratamento por “tu” do que por outra coisa qualquer. Aos mais novos, dá-se lhes confiança para se enturmarem com os mais velhos na casa, e aos mais idosos em idade, consegue-se que mantenham desse modo, um espírito jovem e reverencial que a todos agrada.
Esta forma de tratamento entre pessoas, foi dos hábitos que mais estranheza me causaram nos meus tempos de neófito.
É como se costuma dizer: “primeiro estranha-se, depois entranha-se…”
Nuno Raimundo
Publicado no Blog Pedra de Buril em 6 de Dezembro de 2011

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Gostava de inscrever um irmão , para que possa usufruir de excelentes textos .
Obrigada
TAF
Bom dia. Necessito que me envie o nome e o email. TAF
Não conhecia essa forma de trarar os irmãos.
Achei ótimo e bem informativo.
Também a mim me fez confusão o tratamento por TU e houve alguns IIr.: mais velhos e que nos mereciam grande consideração, que nunca conseguimos tratar por TU.
Muito bom artigo mostrando alguns procedimentos maçônicos, mas nunca tinha ouvido falar e lido em lugar algum sobre este modo de tratamento. Até concordo, pois o “tu” além de igualar mais, promove uma maior intimidade, uma maior aproximação. Só que dentro do templo, em nossos trabalhos, o tratamento deve ser “vós”, pelo menos é que consta nas falas de nossos rituais, mais respeitoso, mais cerimonioso. Cito como exemplo o telhamento.