Texto escrito por Fernando Teixeira, Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Legal de Portugal / GLRP, provavelmente em Julho de 1996.
Em 29 de Junho último comemorou-se o V aniversário da consagração da Grande Loja Regular de Portugal. Para assinalar devidamente a data realizou-se uma sessão de Grande Loja em que foi convidada de honra a mais velha potência Maçónica do Mundo, a Grande Loja Unida de Inglaterra.
No dia 24 de Setembro próximo vai ser consagrado pelo Grande Prior e outros altos dignatários do Arco Real Internacional o Grande Capítulo Independente de Portugal.
A 25, 26 e 27 do mesmo mês tem lugar em Cascais o 1º Encontro Internacional de Grão Mestres realizado na Europa. E no dia 28 com a presença de todos os nossos ilustres e inúmeros visitantes e amigos vai-se proceder à Consagração do novo Grão Mestre da G∴ L∴ R∴ P∴.
Quer dizer, em cinco anos caminhou-se do zero ao infinito. Hoje a Grande Loja Regular de Portugal é uma Potência Maçónica respeitada em todo o Mundo pela clareza e coerência das suas atitudes, por um entendimento clássico da Regularidade Maçónica, aliado a uma aplicação intransigente dos nossos princípios na prática diária sem contar com circunstancialismos ou complacências que a eles se oponham. E assim orgulhamo-nos de termos como nossos visitantes, ainda que não simultâneos, a G∴ L∴ U∴ de Inglaterra, que finalmente acabou por nos considerar como um parceiro à sua altura, ou o Grande Oriente de Itália, e também delegações de poderosíssimas Obediências como por exemplo, as Grandes Lojas de Nova York, de Washington d.c. ou várias do continente Sul Americano, designadamente do Brasil, cuja vinda anunciada a Lisboa é para nos um caso de verdadeiro orgulho.
Trata-se por consequência de um valiosíssimo património e como tal, não o esqueçamos, desperta, como é próprio da infeliz natureza humana, indignas pulsões de pura inveja.
Razão demais para defendermos intransigentemente os valores que possuímos.
Nas Relações Internacionais há apenas que manter a coerência das nossas atitudes, a solidariedade para quem a mereça independentemente de qualquer invocação sofisticada ou abusiva dos princípios maçónicos como anteriormente disse, e finalmente ter o cuidado de aparecer, conviver, estabelecer e concretizar projectos de colaboração com outras potências, como é próprio de verdadeiros Irmãos.
Internamente, porém, a Regularidade exige de nós um esforço suplementar de atenção. A Regularidade é um valor incompatível com qualquer espécie de transigências. Por vezes há Irmãos nossos, menos versados nesta problemática mas cheios de boas intenções, que podem encontrar maus aliados para tentativas de colaboração e uniões etc., quaisquer delas potencialmente capazes de fazerem desabar em segundos um edifício inteiro de regularidade. E esses Irmãos, mesmo os mais ingénuos e bem intencionados são muitas vezes vítimas, dentro do nosso pequeno mundo, da indispensável demonstração da vigilância e da intransigência da Grande Loja.
Mas, se um feio dia, por qualquer azar do destino alguém quiser subverter o nosso caminho nada há a temer. Por um lado, a Velha Guarda (propriamente dita ou nascida já na Grande Loja) conhece bem como foi dificílima a conquista do nosso património e por certo estará sempre pronta a defendê-lo. Por outro, há um remédio fácil que aqui se deixa perfeitamente indicado:
- Três Lojas regularmente constituídas (todas as nossas Lojas o são) podem denunciar irregularidades de uma Grande Loja e constituírem-se elas próprias em Grande Loja. Depois só será necessário que aqueles que juntamente comigo adquiriram total crédito nos centros de decisão da Maçonaria Regular internacional sejam arautos dessas Lojas e imediatamente obterão o devido reconhecimento internacional.
A Regularidade em Portugal é um dado definitivamente adquirido. Durmam descansados.
Fernando Teixeira – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Legal de Portugal / GLRP
Fonte
- Boletim nº2 da Grande Loja Regular de Portugal – Setembro de 1996

- Vídeo da Conferência “A importância da regularidade e de nos assumirmos publicamente como Maçons” – Armindo Azevedo
- Regularidade e irregularidade Maçónicas
- Reconhecimento, Regularidade e Soberania – a visão Inglesa
- Landmarks e a Regularidade Maçónica
- Esperar com paciência: explicando a Câmara de Reflexão


Sinceramente não entendo porque uma potência tem que ser reconhecida pela GLUI.
Parece que é uma imitação do Vaticano . Só é cristão se é católico romano . Só é maçom se for reconhecido pelos ingleses. O ser humano gosta de ser subserviente.
Alguém, isento, pode me informar qual a situação do Grande Oriente de São Paulo, GOSP, recentemente desligado de Grande Oriente do Brasil, GOB? Quais são seus reconhecimentos, nacionais e Internacionais?