Na Irlanda, a arte da construção em pedra está estabelecida há muito tempo e podemos rastrear as suas origens a aproximadamente cinco mil e trezentos anos atrás, até o magnífico complexo de templos do sol em Newgrange, possivelmente um dos primeiros edifícios construídos em pedra do mundo.
O enorme complexo de tumbas de Newgrange, Irlanda, foi construído 1.000 anos antes das pirâmides surgirem no Egipto.
Vídeo sobre Newgrange da National Geographic
É interessante destacar que todos os anos, quando o sol nasce no solstício de Inverno – o dia mais curto e a noite mais longa do ano – a luz do sol brilha através de uma abertura precisamente colocada nas paredes de pedra, iluminando o longo corredor da tumba. O alinhamento solar ainda é muito preciso, se comparado a outro locais que também possuem alinhamento com o sol.
Por que os irlandeses antigos teriam construído túmulos enormes alinhados com os raios do sol?
Embora contivessem restos humanos, nem todos os túmulos de passagem eram apenas lugares de descanso para os ricos e famosos. De facto, em muitos deles realizavam-se rituais anualmente. Os historiadores não sabem ao certo se Newgrange foi utilizado para realização de rituais, mas é possível que as pessoas se reuniram no local, no solstício, para dar as boas-vindas ao renascimento do sol.
A intenção aqui é dar a todos uma amostra das origens da Maçonaria na Ilha da Irlanda e, em seguida, destacar as ligações e influências da Grande Loja da Irlanda na formação da Grande Loja dos Antigos em Londres no ano de 1751. Faremos isto referindo-nos a alguns dos artefactos e registros sobreviventes ainda preservados nos corredores e nos aposentos da Irlanda, ilustrando como a Irlanda passou a desempenhar um papel tão importante no surgimento dos Antigos.
As origens da Maçonaria permanecem obscuras, apesar de muitas teorias serem apresentadas regularmente por pesquisadores de todo o mundo. Uma nova tese interessante, pesquisada na Irlanda e apresentada por Chris McClintock, destaca as muitas semelhanças entre o ritual de uma moderna loja irlandesa e as actividades dos sacerdotes antigos, que registravam o nascer e o pôr do sol diariamente para construir perfis climáticos ano após ano. Ao examinarmos as ferramentas e actividades diárias usadas pela classe sacerdotal, podemos ver fortes semelhanças com as actividades dentro da Loja maçónica.
Um dos nossos primeiros artefactos maçónicos sobreviventes, a Baal’s Bridge Square, foi recuperado no ano de 1830, a partir das fundações da medieval Baal’s Bridge, uma ponte que tinha sido construída ao estilo da famosa e velha Ponte de Londres (que colapsou no grande incêndio de Londres de 1666).
O antigo esquadro de latão foi localizado no canto leste da fundação do cais do norte, em King´s Iland ou cidade inglesa do lado do rio Shannon, atravessando o centro da cidade de Limerick. Este fascinante artefacto antigo, com a data 1507, tem a seguinte inscrição: “Vou me esforçar para viver com amor e carinho, sobre o nível, pelo esquadro”. Essas palavras ainda ressoam na Constituição irlandesa até os dias actuais.
Do mesmo modo, em 1921, é registrada a descoberta de um medalhão de carvalho, localizado nas ruínas de uma antiga cabana nos arredores da vila de Dromore, no Condado de Tyrone, Irlanda do Norte. A descoberta parece ter sido bem documentada na época com declarações formais de vários irmãos locais de Trillick, Lisnahanna, Enniskillen e do Vice Grão-Mestre Provincial de Tyrone e Fermanagh.
Este medalhão tem a data de 1517 e, em ambas as faces, uma infinidade de símbolos maçónicos, incluindo os usuais símbolos de mortalidade. Aqui, novamente, encontramos outros artefactos intrigantes, sugestivos de uma longa história da Maçonaria na Irlanda.
No Trinity College, em Dublin, ainda existem registros datados de 1688, de um discurso em latim feito por um estudante, candidato a bacharel, que zomba da vida universitária da época. O que nos interessa desse registro, são as referências à Maçonaria, da sua filiação especulativa, e o facto de que naquele momento haver duas variedades disponíveis – a maneira “antiga” e a “nova”. Isto pode muito bem ser uma referência à evolução do operativo para o especulativo, ou até mesmo referir-se ao cenário político em andamento no momento que antecedeu a “Revolução Gloriosa” em 1690. De qualquer forma, é uma afirmação importante do longo estabelecimento da Maçonaria numa das mais antigas universidades irlandesas, comprovando que o assunto era algo comum as pessoas da época.
Claramente, este foi um período em que as lojas se estavam a tornar mais comuns em todo o país. Alguns dos nobres mantinham as suas próprias lojas nas suas casas para o benefício da sua família, amigos e partidários. Uma dessas lojas reunia-se em Doneraile Court, no condado de Cork, lar de Sir Arthur St Leger, 1º Visconde Doneraile, nos primeiros anos do século XVIII.
The Lady Freemason
A filha de Sir Arthur, Lady Elizabeth, estava na biblioteca um dia e adormeceu ao sol quente da tarde. Quando ela acordou, ouviu vozes e ocorreu-lhe que o que ela ouvia poderia ser as vozes dos irmãos, membros da loja de seu pai, quando se encontravam noutra parte da biblioteca.
Eles estavam concedendo o grau de Companheiro de Ofício a um membro da loja e, à medida que o grau prosseguia, Lady Elizabeth ficou cada vez mais concentrada. Em determinado momento, ela tentou sair da biblioteca, mas ao abrir a porta, foi detida pelo velho mordomo de seu pai, que estava do lado de fora agindo como Tyler (Cobridor Externo). O seu pai e o restante dos oficiais ficaram numa situação difícil, mas decidiram levá-la de volta para a “sala da loja” e, depois que ela assumiu os juramentos necessários, eles fizeram dela um Companheiro de Ofício e pelos sessenta e três anos seguintes da sua vida, ela cumpriu fielmente as suas responsabilidades como um “Maçom”.
Ao contrário de muitas outras histórias de mulheres que supostamente eram maçons, a história da Lady Elizabeth está bem registrada, com o seu nome aparecendo em muitas das publicações maçónicas da época, como um membro da fraternidade.
Num acervo guardado em Tuckey Street, na cidade de Cork (Irlanda), o avental e a jóia do peito pertencem a Lady Elizabeth e, no segundo andar, há uma pequena cadeira ornada com um dossel que foi usada por Lady Elizabeth. Situada no chão, em frente ao trono do bispo na catedral de St. Fin Barre´s, está fixada uma placa memorial de bronze, para a memória de Lady Elizabeth, e registra a sua entrada na Maçonaria na loja do seu pai no ano de 1712.
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Análise das Constituições – Irlanda x Inglaterra
Um aspecto interessante é a existência de um sistema de três graus desenvolvido na Irlanda por volta do ano de 1711. Prova documental foi encontrada nas colecções do Trinity College, Dublin, e foi submetida a uma inspecção muito detalhada pelos irmãos do Quatuor Coronati Lodge no início do século XX. Aqui, encontraremos muitos assuntos que somente apareceram nos rituais inglês e escocês, em data consideravelmente posterior. Knoop, Jones & Hamer no seu trabalho “The Early Masonic Catechisms”, fornecem uma cópia completa deste breve catecismo, que tinha sido publicado anteriormente na íntegra nas Transacções da Loja Irlandesa de Pesquisa CC, de 1924.
Vale a pena observarmos que o estimado Dr. Anderson, no prefácio das Leis e Constituições de 1723, reivindica o facto de que ele usou alguns dos antigos registros irlandeses na preparação do seu novo livro. Como muitos sabem, as alegações de James Anderson nem sempre foram confirmadas por factos subsequentes. No entanto, é muito interessante que ele sentiu a necessidade de mencionar a Irlanda como uma fonte inicial de regularidade maçónica, se na verdade a Maçonaria ainda não era bem conhecida na Irlanda na época.
Em 1725, encontramos o primeiro registro independente da existência da Grande Loja da Irlanda. No Journal Faulkner’s Dublin, em 24 de Junho de 1725, há um registro da Instalação do Conde de Rosse como Grão-Mestre da Grande Loja da Irlanda, com toda a pompa e cerimónia que se esperaria do século XVIII. Ao ler o artigo, rapidamente se torna aparente que essa não é a Constituição da Grande Loja da Irlanda, mas, de facto, um registro da instalação de um Grão-Mestre numa organização pré-existente.
Em 1730, John Pennell, Grande Secretário da Grande Loja da Irlanda, publicou as suas Leis e Constituições. Curiosamente, elas seguem a edição de J. Anderson de 1723 de várias maneiras, mas em algumas questões bastante particulares, eles diferem substancialmente e reflectem a Maçonaria trabalhada na Irlanda na época. A Maçonaria irlandesa era amplamente católica romana e os juramentos reflectem esse ponto. Na introdução das suas constituições, há um lema latino muito apropriado, “Fraternitatem Diligite” – Amor e Fraternidade. Aqui, escrito sucintamente em meras duas palavras, está um lema que condensa todo o ensino do Craft.
O frontispício do livro de Pennel mostra o deus sol, na sua carruagem, cruzando os céus da manhã à noite e, abaixo dele, o Grão-Mestre entregando a constituição da Grande Loja da Irlanda ao seu sucessor. Neste caso, teria sido Richard 1º Conde de Rosse (no final do seu segundo mandato como Grão-Mestre) entregando a James, 4th Lorde de Kingston, o seu sucessor eleito. No entanto, não apenas vemos uma representação do evento real, mas também recebemos uma alegoria da mudança, da metade clara para a metade escura do ano. Aqui, novamente, podemos aprender um pouco com essa imagem, considerando o número e a localização dos conjuntos de colunas, o Arco Real à distância e a importância dada à pedra angular.
John Pennell faz uma dedicatória importante na frente do seu livro, onde exorta os seus Irmãos a “agir como homem, andar na linha, permanecer no prumo, viver no esquadro e nivelar a sua amizade até o fim dos tempos” e que “enquanto aqui, eles constroem para si mesmos e habitam em tabernáculos terrenos, garantirão uma habitação eterna não feita com as mãos”. É minha opinião que esta escolha de palavras, além do simbolismo associado, foi feita a medida em que se traçava um roteiro claro para os conhecedores, apontando-os para o objectivo de um arco bem construído.
Um aspecto importante deste livro, e subsequente repetido noutras obras maçónicas irlandesas, é a presença de uma extensa lista de assinantes, com quatro páginas, totalizando cerca de 136 nomes de irmãos de toda a ilha da Irlanda. Entre este número estão dois escudeiros (Esquires), dezoito cavalheiros, três clérigos, um capitão militar, vários comerciantes, seis oficiais não comissionados e o restante são senhores.
A oração feita na abertura da loja e na iniciação de um irmão, aparece pela primeira vez na página 52 do trabalho de Pennell. Douglas Knoop, nas páginas 244-245 do seu excelente trabalho “The Genesis of Freemasonry”, é da opinião de que, como as Constituições de Pennells eram as Constituições da Grande Loja da Irlanda, era razoável supor que essa versão da Oração de Abertura era comum em todas as lojas irlandesas. A oração em si tem carácter trinitário e, como o trabalho de Anderson era de natureza deísta, não deveria surpreender que Anderson não fizesse referências à oração.
Em 1723, fica claro por Anderson que o grau de Companheiro é o mais alto grau do Craft então usado em Londres. Por exemplo, ele observa que:
- Nenhum irmão se pode tornar um vigilante até que ele tenha sido Companheiro.
- O Tesoureiro e o Secretário deverão, cada um, ter um assistente, que deverá ser um Irmão e Companheiro.
- Na ausência dos Grandes Vigilantes, o Grão-Mestre ordenará que outros Vigilantes actuem como Grandes Vigilantes (pro tempore), cujos postos deverão ser ocupados por dois Companheiros da mesma Loja, convocados para actuar.
Agora, vamos olhar brevemente para a constituição da Grande Loja da Irlanda (Pennell):
- No 4º regulamento -. . . de ser feito irmão (aprendiz), e companheiro e, no devido tempo, mestre; e quando qualificado, ele pode chegar à honra de ser um vigilante, então Mestre da sua loja.
Como observamos anteriormente, Anderson se refere apenas a um “Irmão” e “Companheiro de Ofício”.
Já na Constituição de Pennel, há uma separação entre ser mestre, ser vigilante e ser mestre de loja, assim demonstrando que o terceiro grau, observado no manuscrito do Trinity College de 1711, foi reconhecido em 1730 pela Grande Loja da Irlanda e em uso geral pelos irmãos.
As primeiras cartas constitutivas
Costuma-se creditar à Grande Loja da Irlanda a introdução de patentes (cartas patente ou constitutivas), a autoridade por escrito adequadamente constituída de uma Grande Loja, emitida a um grupo de Irmãos, permitindo que eles se reúnam como uma loja e conduzam os trabalhos de uma loja.
Estritamente falando, isso não é bem verdade, pois sabemos que a Lodge Mother Kilwinning nº 0 tinha o hábito de emitir algum tipo de carta patente para as lojas filhas dela na segunda metade do século XVII, autorizando-as a se reunir como um organismo devidamente constituído. No entanto, Kilwinning não emitia leis e constituições, nem provia outras funções de uma Grande Loja, então coube à Grande Loja da Irlanda formalizar o requisito de cartas patentes e aplicar o uso delas em toda a sua área de controle.
As patentes eram geralmente de dois tipos, as “fixas”, emitidas para uma cidade ou vila específica ou as “itinerantes”, anexadas a um exército ou outro corpo militar. Foi deste ponto de partida, em 1731, que a Grande Loja da Irlanda liderou a expansão da Maçonaria em todo o mundo conhecido.
Vamos reflectir sobre os primeiros registros da emissão de patentes pela Grande Loja da Irlanda. Em 1732, a patente nº 11 foi emitido para o Primeiro Batalhão Real Escocês, iniciando os vínculos com esse regimento, que continuariam até o ano de 1847. No mesmo ano, a patente nº 12 foi emitida para o Regimento de Infantaria do Major General Dalzeel. Um ano depois, em 1733, a patente nº 23 foi emitida para o Regimento do Coronel Hamilton, que mais tarde se tornou o 27º regimento de fuzileiros navais reais.
Então, em 1734, a patente nº 33 foi emitida para o 21º regimento, mais conhecido hoje como os fuzileiros escoceses reais. Desta maneira, a vanguarda da Maçonaria Irlandesa viajou na dianteira do Exército Britânico, pois garantiu a segurança da Inglaterra e das suas muitas colónias em todo o mundo.
Hoje, na Grande Loja da Irlanda, diz-se que “O Sol nunca se põe na Maçonaria Irlandesa”, com lojas activas em lugares tão diversos quanto o Caribe, Gibraltar, Nigéria, Gana, África do Sul, Hong Kong, Índia, Singapura, Austrália e Nova Zelândia. No passado, existiam lojas na Inglaterra, Escócia, Ilha de Man, Europa, Américas, África e Australásia.
Eventos que influenciaram a formação da Grande Loja dos Antigos
Enquanto isso, na Inglaterra, no final da década de 1730, os Irmãos na Grande Loja de Westminster estavam frustrados com o número de maçons irlandeses trabalhando em Londres que buscavam assistência financeira da sua Grande Loja. Por fim, em 1730, eles fizeram mudanças unilateralmente, para impedir que a prática do dinheiro da caridade estivesse disponível para os irmãos da Grande Loja da Irlanda.
Samuel Prichard publicou a sua exposição “Maçonaria Dissecada” no mesmo ano, na qual ele alegou dar um relato imparcial dos procedimentos regulares ao iniciar novos membros nos três graus de Maçonaria. Este trabalho tornou-se muito popular entre os maçons ingleses, que o usavam como um memorando auxiliar, assim como muitos não-maçons que queriam aprender os seus segredos.
Isto causou grande preocupação aos que estavam com sob autoridade na Grande Loja de Londres e Westminster, que então decidiram fazer uma série de mudanças significativas nas palavras de passe, sinais e símbolos dos seus rituais, dos quais somente os maçons, membros de Lojas sob o seu controle estariam cientes. Estas mudanças tiveram um efeito significativo no seu ritual, interrompendo as lições contidas nele e colocando a Grande Loja de Westminster em desacordo com os seus Irmãos na Irlanda.
Em 1735, uma série de manuais maçónicos foi publicada pelo irmão William Smith sob o título “The Pocket Companion”, emitido em Dublin em 1735, para o uso dos maçons irlandeses. Quase simultaneamente foi emitido um “The Pocket Companion” em Londres, para uso dos maçons ingleses; e o “The Book M”, foi publicado em Newcastle upon Tyne em 1736, para uso dos Irmãos no norte da Inglaterra.
Estes livros têm diferenças regionais em detalhes, mas geralmente são substancialmente idênticos na legislação e no dogma. Isto é um clara prova de que praticamente não haviam grandes diferenças rituais naquela época. No entanto, ele não estava ciente das grandes mudanças, feitas no ritual em Londres, pela Grande Loja de Westminster.
No mesmo ano em que “The Pocket Companion” foi lançado, a Grande Loja de Westminster recusou a admissão ao Mestre e aos Vigilantes de uma loja irlandesa, na sua reunião de 11 de Dezembro de 1735, afirmando que eles não poderiam conceder a admissão a menos que os Irmãos envolvidos quisessem ser “iniciados” sob a nova Constituição de Westminster.
James Anderson não ficou nada satisfeito com a publicação irlandesa e apresentou uma queixa em 14 de Fevereiro de 1735, na qual afirmou que “um tal William Smith, dito Maçom, sem o seu conhecimento ou consentimento, tinha pirateado uma considerável parte da constituição da Maçonaria, em prejuízo do referido irmão Anderson”.
Assim sendo, William Smith reteve a edição do seu volume irlandês até conseguir a bênção de Henry Barnwal, Lorde Visconde de Kingsland, Grão-Mestre da mais antiga e respeitável fraternidade de maçons livres e aceitos da Irlanda. Isto parece ter resolvido os seus problemas na Irlanda e a edição irlandesa vendeu muito bem.
Fizemos anteriormente, uma referência rápida à Maçonaria do Arco Real e, neste momento, gostaria de chamar a sua atenção para a mais antiga história na Irlanda. Primeiro encontramos a menção do Arco no volume de Constituições de Pennell de 1730. Ali encontramos a frase “E que o cimento da Irmandade seja tão bem preservado que todo o corpo possa permanecer como um Arco bem construído”. Esta afirmação deve ser considerada em conjunto com a capa usada por Pennell (e Anderson), que mostra os Grão-Mestres em pé sob um arco e a vista das colunas que sustentam o edifício maçónico termina num “Arco Bem Construído”, ornamentado com uma pedra angular inconfundível.
O irmão Philip Crossle escreveu extensivamente sobre o grau do Arco Real e sustentava que os trabalhos maçónicos irlandeses sempre continham um elemento do que chamamos agora de Ritual do Arco Real. Na sua forma mais antiga, ele foi trabalhado na Irlanda como parte do grau de Mestre, permitindo ao Mestre uma oportunidade de recuperar o que foi perdido. No entanto, no momento em que encontramos mais referências a “Excelentes maçons transportando o Arco Real” numa reportagem do jornal de Youghal, relatando um desfile do Dia de São João em 1743, observa-se claramente que o funcionamento do Arco Real progrediu para um grau totalmente separado.
Continua na Parte II
Luciano R. Rodrigues

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