Notas sobre o papel da Maçonaria Francesa na criação do Rito Escocês Antigo e Aceite (R.E.A.A.)

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O que é um Rito? pergunta o Pequeno Príncipe. É qualquer coisa esquecida há muito, responde a Raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias, e uma hora, das outras horas.

(Saint-Exupéry – Le Petit Prince)

Os verdadeiros amigos da Verdade, São aqueles que a procuram, não aqueles que se vangloriam de a ter encontrado.

(Condorcet) [1]

Gostaria de sublinhar brevemente o papel muito importante que os Maçons franceses desempenharam para a criação do R.E.A.A., o qual pelo menos no que respeita aos Altos Graus, é um dos mais praticados do mundo.

Embora tenha sido bem estabelecido que o R.E.A.A. tem as suas origens na Ordem do “Segredo Real” (também designado por Rito de Perfeição, [35] [36]), o seu processo de criação é bastante menos conhecido. A documentação sobre esse processo apresenta diversas lacunas, tais como, referências a documentos cujos originais não foram encontrados, e que as cópias, quando existem, são pouco fiáveis.

No presente estudo é essencialmente referida a acção de quatro intervenientes, embora evidentemente muitos outros tenham contribuído de forma notável para esse processo. São eles, o Cavaleiro Ramsay, Étienne Morin e Henry Andrew Francken, e o Conde de Grasse-Tilly, os quais determinam três fases distintas na história da criação do R.E.A.A..

Fase I: Cavaleiro Ramsay

O famoso discurso de Andrew Michael (André Michel) Ramsay, Cavaleiro Ramsay [2] [3], é considerado como um dos textos clássicos da Maçonaria na época do Iluminismo (texto acessível na wikisource.org) [4].

Segundo Pierre Chevallier, a obra do Cavaleiro Ramsay, foi da maior importância na história da Maçonaria francesa e universal, embora a sua carreira “visível” tenha sido muito breve, de Dezembro de 1736 a Março de 1737, para não desobedecer às instruções do Cardeal de Fleury, primeiro ministro de Luis XV [7].

Ramsay elaborou duas versões do seu discurso, mas apenas a primeira [5] foi proferida em Loja [6] [7], a 26 de Dezembro de 1736 na Assembleia das Lojas parisienses, na qual Lorde Derwentwater [8] foi eleito Grão-Mestre,

O discurso é composto por duas partes : apresentação do programa intelectual e humanista, central na Maçonaria em geral, e de uma alegoria simbólica e iniciática que apresenta a Maçonaria, como a herdeira das Ordens dos Cavaleiros da época das Cruzadas [9] [10].

Transcrevemos a seguinte passagem do citado discurso [11]:

“O Mundo não é mais do que uma grande República, sendo cada Nação uma família e cada indivíduo uma criança. Reviver e divulgar estes princípios antigos, residentes na natureza do Homem é a razão primária da criação da nossa Ordem.
.
Queremos reunir todos os homens com um espírito aberto e iluminado, com um modo agradável, não só pelo amor às Belas Artes, mas principalmente pelos grandes princípios da virtude, onde a fraternidade impere por toda a Humanidade, onde todas as Nações possam ter acesso ao conhecimento fidedigno e onde todos os indivíduos de todos os reinos possam “conspirar” sem inveja, viver sem discórdia, apreciando-se mutuamente sem renunciar à sua Pátria”.

O Cavaleiro Ramsay “de Dezembro de 1736 a Março de 1737 teve um papel fundamental, mas breve, na história da nossa Ordem” [12]. O seu célebre discurso de 1736 teve uma profunda influência sobre a elaboração e desenvolvimento dos altos graus maçónicos entre 1740 e 1780 [13]. Promovendo uma inspiração cavalheiresca [14] em vários desses altos graus [15], os quais receberam a denominação de “Cavaleiro [16] [10]), Ramsay vai diferenciar a Maçonaria francesa, do mito dos construtores e maçons operativos proposto pelas chamadas Constituições de Anderson [17].

Segundo Pierre Chevallier, esse discurso “pode ser assimilado ao Evangelho da Maçonaria – o novo Testamento, sendo as Constituições de Anderson e de Désaguliers [18], a Bíblia – Antigo Testamento” [19].

Cerca de 1740, aparece em França um grau além do Grau 3, denominado Mestre Escocês ou Mestre Perfeito tendo sido criada a primeira Loja de Mestres Escoceses ‘Os Eleitos Perfeitos’ em Bordeaux no ano de 1745. Entre os seus fundadores, figura o nome de Étienne (Stephen) Morin [20].

Fase II: Étienne (Stephen) Morin e Henry Francken

Mas quem foi Étienne (Stephen) Morin ?

Um comerciante francês, nascido cerca de 1717, não sendo conhecidas as suas origens com exactidão [21]. Étienne Morin praticava um rito denominado “Rito do Segredo Real”, o qual provavelmente, teve a sua origem no Rito praticado em Paris pelo denominado Conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente [22].

A 27 de Agosto de 1761, em Paris, Morin recebe uma patente [23] emitida pela primeira Grande Loja de França [24], nomeando-o Grande Inspector para “todas as partes do Mundo” [25]. Esta patente concede a Étienne Morin a missão de promover “em todas as partes do mundo” a Maçonaria Perfeita e Sublime, criando Lojas de S. João “Perfeita Harmonia”, bem como, a de admitir e elevar Irmãos aos sublimes graus da mais alta perfeição [26].

Citando Claude Guérillot, “Etienne Morin tinha como bagagem um conjunto pouco coerente de graus superiores ao de Mestre. É em Kingston – Jamaica, que este conjunto é trabalhado para adquirir coerência sob a forma do denominado Rito de Perfeição [27] com 25 Graus” [35] [36], oriundo dos “Antigos Altos Graus” das Lojas de Bordéus e Paris [28], donde a famosa divisa “Ordo ab Chao[29].

Deste modo, os Altos Graus muito provavelmente têm a sua origem em França, e não na Escócia, tendo sido a sua divulgação, promovida pelo Grão Mestre de todas as Lojas Regulares de França, o Conde de Clermont, (1743-1771) [30] [31].

Henry Andrew Francken, holandês, naturalizado inglês, foi quem mais ajudou Morin a divulgar o Rito de Perfeição no Novo Mundo. Morin desde o seu regresso das Antilhas, nomeou Francken, Grande Inspector Geral delegado, e com ele concebeu o último grau do Rito: o Príncipe do Segredo Real.

Francken, sempre em estreita colaboração com Morin, instala-se em New York no ano de 1767, recebendo uma patente a 26 de Dezembro desse ano com o objectivo de criar uma Loja de Perfeição em Albany [32]. Essa patente autoriza-o a conferir os Graus de Perfeição (do 4° au 14°) pela primeira vez nas treze colónias britânicas. Em 1771, ele redige um manuscrito descrevendo os rituais do 15° au 25° Grau, e a seguir dois outros manuscritos, o primeiro, o mais completo, em 1783 que descreve todos os Graus do 4e au 25 [33], assim como os três primeiros Graus ditos simbólicos, e o segundo em 1786.

Morin et Francken vão consagrar o resto das suas vidas a difundir este ” Rito de Perfeição”, nomeando vários “Inspectores Adjuntos”, cada um deles com uma responsabilidade territorial. (Claude Guérillot, nas páginas inicias do seu livro “Le Rite de Perfection”, pp. 5 a 22, dá-nos um excelente resumo sobre a génese do Rito de Perfeição, bem como da biografia de Morin e de Francken [34]).

Esse Rito teria sido dotado de Constituições e Regulamentos de 22 de Setembro de 1762 [35]. Contudo, a origem destes documentos não está bem estabelecida [36] [37] visto que o original dessas Constituições, ditas de Bordéus, nunca foi encontrado.

Segundo a Acta da “Constitution d’un Grand Chapitre des Princes du Royal Secret ou Nec Plus Ultra » a 30 de Abril de 1770 em Kingston – Jamaica, assinada por Étienne Morin, Grande Inspector Geral e Martin Mathias, Grande Secretário Geral. Essas Constituições, Estatutos, Regras e Regulamentos [38], teriam sido redigidas por “nove Comissários nomeados pelos Grandes Capítulos dos Príncipes Sublimes do Segredo Real dos Grandes Orientes da França e Prússia…”

E assim, foram unificados os 25 Graus da Ordem do Segredo Real (três Graus simbólicos e vinte e dois Altos Graus), a qual foi designada por Rito de Perfeição na primeira página do manuscrito Francken 1783 [39] [40], designação essa que vai perdurar.

Independentemente da sua origem, essa documentação, compilada em 1872 por Albert Pike para o Supremo Conselho da Jurisdição Sul dos Estados Unidos [41], vai constituir o ponto de partida para a criação do Rito Escocês Antigo e Aceite

Os referidos documentos serão completados nas designadas Grandes Constituições de 1786, as quais teriam sido assinadas [42] [43], por Federico II, Rei da Prússia. Essas Constituições autorizando a extensão do Rito de Perfeição a um sistema com 33 Graus, tinham o objectivo de agrupar e integrar todos os Ritos Escoceses num Rito denominado Antigo e Aceite. Todo o Maçon deveria percorrer sucessivamente esse percurso de 33 Graus para poder chegar ao Grau mais sublime, o de 33° [44].

Assim, segundo Paul Naudon, foi sob influência francesa nas Américas que “essas Grandes Constituições, inclusive a organização do 33° Grau, viram a luz do dia, cerca de 1802” [45]. Pierre Chevallier vai mesmo ao ponto de “não excluir que os Irmãos de Charleston apenas se limitaram a legitimar uma criação dos Irmãos franceses emigrados” [46].

Francken, através dos seus sucessores [47], em particular Moses Hayes, judeu nascido em Lisboa em 1739 e Grão Mestre em 1788 da Grande Loja de Massachusetts, atribui uma patente aos denominados “Onze Honorables Gentlemen de Charleston” [48], entre os quais, John Mitchell, Frédéric Dalcho, Jean-Baptiste Marie Delahogue e o Conde Auguste de Grasse-Tilly. Esses “Onze Honorables Gentlemen de Charleston” vão criar o R.E.A.A. em 33 Graus entre 1798 e 1801 [49] [50].

Fase III: Alexandre François Auguste, Conde de Grasse e Marquês de Tilly

Alexandre François Auguste, Conde de Grasse e Marquês de Tilly (1765-1845), oficial francês, chega em 1789 a Cap-Français (Ilha de São-Domingos) para tomar posse da herança do pai, o Almirante de Grasse. Durante a sua estadia, ele vai participar e integrar-se na Loja de Perfeição de São João de Jerusalém. Essa Loja agrega os Conselhos dos Cavaleiros do Oriente, dos Príncipes de Jerusalém e possivelmente dos Príncipes do Segredo Real.

Em São Domingos a situação social torna-se instável, provavelmente em consequência da Revolução Francesa. Depois da revolta dos escravos, em Agosto de 1791, os tumultos sucedem-se e Grasse-Tilly decide deixar a ilha, com a sua jovem esposa, o seu filho recém nascido e o seu sogro Jean-Baptiste Delahogue (1744-1822). Quis o destino que embarcasse num navio americano rumo a Charleston, Carolina do Sul, a 8 de Julho de 1793, o primeiro disponível.

Chegam a Charleston, a 14 de Agosto de 1783, completamente desprovidos dos seus bens.

Contudo, os americanos, que não esqueceram o papel fundamental desempenhado pelo Almirante de Grasse durante a guerra da independência [51] [52], não podiam deixar de acolher da melhor maneira o seu filho Auguste de Grasse-Tilly e família.

Em Charleston, ele vai consagrar bastante tempo e esforço à Maçonaria, sendo um dos fundadores da Loja “de la Candeur” e Venerável dessa Loja em 179852. Vai conhecer entre outros, os Irmãos John Mitchell, Frederick Dalcho, Isaac Auld, Barend Spitzer, todos praticando o Rito de Perfeição. Em Janeiro de 1795, decidem constituir um Consistório dos Príncipes do Segredo Real, acima do Grande Conselho dos Príncipes de Jerusalém existente desde 20 de Fevereiro de 1788.

Embora, como vimos, os trinta e três Graus já estivessem criados, o R.E.A.A. só foi constituído com a fundação do primeiro Supremo Conselho no mundo, a 31 de Maio de 1801, o Supremo Conselho da Jurisdição Sul em Charleston, sob impulso de John Mitchell, do conde Alexandre de Grasse-Tilly, de Jean-Baptiste Delahogue e de Fréderic Dalcho [53].

Todos os outros Supremos Conselhos no mundo foram progressivamente constituídos a partir de patentes emitidas por este primeiro Supremo Conselho. É o caso do Supremo Conselho do Grau 33o em França [54] (“Suprême Conseil du 33e degré”, denominação do l’organisme nessa época), em 1804 e do Supremo Conselho da Jurisdição Norte dos Estados Unidos em 1813.

A 21 de Fevereiro de 1802, o conde de Grasse-Tilly, (que nessa data já era Grau 33), recebe uma patente e é nomeado pelo Supremo Conselho dos Estados Unidos da América, Grande Comendador ad vitam das Antilhas Francesas, com Delahogue en qualité de Deputado Grande Comendador. Volta no mesmo ano a Saint Domingue e ali cria o Supremo Conselho para as Ilhas do Barlavento e do Sotavento em Port au Prince.

A 4 de Dezembro de 1802, sob a autoridade do Supremo Conselho dos Estados Unidos, é publicada uma circular aos dois hemisférios, a qual segundo certos historiadores maçónicos, constitui um verdadeiro acto de nascimento do R.E.A.A. originado pelo alargamento e transformação do Rito de Perfeição. O objectivo dessa circular foi o de explicar a origem e a natureza dos Graus Sublimes da Maçonaria e da sua instituição na Carolina do Sul, USA [55]. Nela, são claramente indicadas as origens francesas desse Rito, através das referências a E. Morin e ao conde de Grasse-Tilly.

O R.E.A.A. é instituído em França, graças ao Irmão Grasse-Tilly em 1804, de volta das “Îles d’Amérique”. Ele criou o primeiro “Suprême Conseil du 33e degré em France”, e segundo Supremo Conselho no Mundo, nesse mesmo ano a 22 de Setembro em Paris. O historiador, Pierre Chevallier, relata que a 1 de Setembro foi emitida uma circular anunciando esse facto a todos os Maçons de França.

Portanto, a criação do R.E.A.A. deve-se ao enorme trabalho, devoção e entusiasmo de Morin [56], Martin [57] e Francken nas Américas, sem esquecer o papel determinante do Conde de Grasse-Tilly e do seu sogro Delahoge [58].

Assim nas nossas Lojas Azuis, no momento da Cadeia da União, a qual simboliza a fraternidade universal no tempo e no espaço, tenhamos um pensamento de reconhecimento para todos esses nossos Irmãos que estão no Oriente Eterno e que tanto contribuíram para a criação do nosso Rito.

E termino, citando Victor Hugo :

“Rien n’est aussi fort qu’une idée dont le temps est venu”

(Nada é mais forte do que uma ideia cujo tempo chegou)

J. S. C., 2017

Notas

[1] Wikipedia : Marie Jean Antoine Nicolás de Caritat, (Ribemont, Aisne, 17 de Setembro de 1743 a Bourg-la-Reine, 29 de Março de 1794), normalmente referido como Nicolas de Condorcet, foi um matemático e homem politico francês, representativo do Iluminismo.

Célebre pelo seu trabalho pioneiro em muitas áreas : probabilidades e estatística, análise dos possíveis modos de escrutínio (o paradoxo de Condorcet), bem como sobre a sua acção política, tanto antes como durante a Revolução Francesa, propondo reformas tanto no sistema educativo, como no âmbito do direito penal. Por ordem da Convenção Nacional, ele é detido em 1793, dá entrada prisão em 1794, sendo encontrado morto na sua célula dois dias depois da sua encarceração.

[2] Pierre Chevallier “Histoire de la Franc-Maçonnerie française, vol. 1, École de l’Egalité (1725-1799) “, pp. 16¬24, Librairie Arthème Fayard, 1974.

[3] Andrew Michel Ramsay foi feito Cavaleiro da Ordem dos Hospitaleiros de Jerusalém pelo Regente Philippe d’Orléans. Ver Histoire de France, Pierre-Yves Beuarepaire “La France des Lumières”, Éditions Belin, Paris, 2014, em particular p. 170.

[4] https://fr.wikisource.org/wiki/Discours de Ramsay

[5] O manuscrito original desse discurso foi encontrado na Biblioteca municipal de Épernay (manuscrito n° 124), sendo considerado pelos historiadores e investigadores, em particular, Pierre Mollier (em 2016), como um dos textos fundadores da Maçonaria francesa.

[6] Guy Chassagnard “Aux Origines du R.E.A.A.”, pp. 17-19, Éditions Segnat, 46102 Figeac, 2016.

[7] A segunda versão desse discurso, a qual estava prevista para a Sessão da Grande Loja a 24 Março de 1737 nunca foi apresentada, pois foi proibida pelo Cardeal de Fleury, Primeiro Ministro e antigo Preceptor do Rei Luis XV. Recebendo uma pensão real como seu único meio de subsistência, Ramsay não podia desobedecer ao Cardeal, e assim teve de cessar a sua actividade maçónica. (ver Pierre Chevallier, op. cit., chapitre I, section ” Ramsay et le cardinal de Fleury”, pp. 16-19).

[8] Pierre Chevallier, op. cit., p. 18.

[9] Wikipedia “Discours de Ramsay”.

[10] Jean-Claude Mondet “Du Chevalier d’Orient … au Chevalier Kadosch”, pp. 11-24, Éditions du Rocher, Mónaco, 2009.

[11] Guy Chassagnard, op. cit., pp. 17-19.

[12] Pierre Chevallier, op. cit. p. 18.

[13] Paul Naudon “Histoire, Rituels et Tuileur des Hauts Grades Maçonniques”, pp. 61 à 67, Éditions Dervy, 2015, Paris.

[14] Pierre Mollier, “La Chevalerie Maçonnique”, pp. 49-54, Éditions Dervy, Paris 2008.

[15] Paul Naudon, op.cit., pp.24- 31.

[16] R.-C. Huqlosa “Progression Initiatique à travers les 33 Degrés du Rite Écossais Ancien et Accepté”, pp. 11, Éditions Oxus, Escalquens, 2017.

[17] Wikipedia “Discours de Ramsay”.

[18] Paul Naudon, em relação, às Constituições de Anderson, considera que « … a grande maioria dos escritos e ideias teriam sido fornecidos por John Théophilus Désaguliers … reverendo, doutor em direito, matemático, membro da la Royal Society , espírito universal, brilhante,», ‘Histoire générale de la Franc-Maçonnerie”, pp. 33-35, Office du Livre, 1981.

[19] Pierre Chevallier, op. cit., Chapitre I, section “Le Discours de Ramsay”, pp.19-24, em particular p. 24.

[20] Loja que desempenhou o papel de “Loja Mãe”, implementando “Lojas Filhas” nos quatro cantos do Mundo ; Paris, Marseille, Toulouse, Cap-Français, Saint-Pierre de la Martinique, Cayes, Nouvelle-Orléans. Guy Chassagnard, op. cit., p. 43.

[21] Guy Chassagnard, op. cit., pp. 81-91, e em particular, p. 83. “ele poderia ser branco como os nativos de Quercy ou de New York de origem europeia, ou crioulo ou mestiço como os nativos das Antilhas.”.

[22] Paul Naudon “Histoire, Rituels et Tuileur des Hauts Grades Maçonniques”, pp. 68-85, Éditions Dervy, 2015, Paris.

[23] Guy Chassagnard, op. cit., pp. 117-127.

[24] Pierre Mollier “Nouvelles Lumières sur la patente de Morin”, texto publicado na revista Renaissance Traditionnelle n°110 (avril 1997) e em « Deux siècles de Rite écossais ancien et accepté », Dervy, 2004.

[25] Apesar das dúvidas sobre a autenticidade desta patente, ela está na origem do R.E.A.A. (pp. 65, 66 e 143¬146 de Pierre Chevallier “Histoire de la Franc-Maçonnerie française, vol. 1 École de l’Egalité (1725-1799, Librairie Arthème Fayard, 1974.

[26] Pierre Chevallier op. cit., pp. 143-147.

[27] Claude Guérillot “Le Rite de Perfection – Restitution des Rituels traduits en anglais et copiés en 1783 par Henry Andrew Francken “, pp. 5-13, Guy Trédaniel Éditeur, Paris 2007.

[28] Claude Guérillot, op. cit., pp. 27-28.

[29] Daniel Ligou “Dictionnaire La Maçonnerie”, p. 890, Édition PUF, Paris 1987.

[30] R.-C. Huqlosa, op. cit., p. 9.

[31] Louis de Bourbon Condé, Conde de Clermont (1709-1771) , Grão Mestre de 11 de Dezembro de 1743 até à sua morte em 1771 ; Pierre Chevalier, op. cit., chapitre III “La difficile Grande-Maîtrise du comte de Clermont (1743-1771)”.

[32] Claude Guérillot, op. cit., p. 12. Ver tambem “The Ineffable Lodge of Albany”, Guy Chassagnard, op. cit., pp. 183-204.

[33] Morin et Franken dão ordem ao caos dos Graus escoceses de origem francesa. : Cavaleiro do Oriente e do Ocidente, Maçon Sublime, Venerável Grão Mestre de todas as Lojas, Cavaleiro Prussiano, Cavaleiro do Sol, Cavaleiro Kadosh no Rito do Segredo Real, cujo último Grau é o de “Prince du Royal Secret. “ORDO ab CHAOS“.

[34] Paul Naudon, op. cit., pp. 112-138.

[35] 5 Claude Guérillot, op. cit., “le Procès Verbal de la Constitution d’un Grand Chapitre des Princes du Royal Secret ou Nec Plus Ultra, Constitutions pour le Gouvernement d’une Loge de Perfection, Règlements et d’autres Documents”, pp. 396- 426, e pp.10-12.

[36] A. C. F. Jackson “The Authorship of the 1762 Constitutions of the Ancient and Accepted Rite”, Ars Quator Coronatorum Vol 79 (1984), pp. 176-191 et Jean-Pierre Lassalle “From the Constitutions and Regulations of 1762 to the Grand Constitutions of 1786” en Heredom 2 (1993), pp. 57-88.

[37] Guy Chassagnard, op. cit., p. 171 et pp. 177-178.

[38] Claude Guérillot, op. cit., pp. 396-428.

[39] Guy Chassagnard, op. cit., p. 147.

[40] Claude Guérillot, op. cit., p. 24 (cópia da primeira página do manuscrito Francken de 1783).

[41] Texto disponível em https://archive.org/stream/cu31924030325017#page/n5/mode/2up

[42] Paul Naudon “Histoire, Rituels et Tuileur des Hauts Grades Maçonniques, pp. 148-162, “Éditions Dervy, 2015, Paris.

[43] Guy Chassagnard, op. cit., pp. 323-335.

[44] Paul Naudon, op. cit., pp. 139-148 e 165-177.

[45] Paul Naudon, op. cit., pp.165-177 ;

[46] Pierre Chevallier “Histoire de la Franc-Maçonnerie française, tome 2 : La Maçonnerie : Missionnaire du libéralisme, (1800-1877) “, p. 66, Librairie Arthème Fayard, 1974.

[47] Claude Guérillot, op. cit., pp. 15-16.

[48] Guy Chassagnard, op. cit., p. 239-267.

[49] Citando Claude Guérillot, op. cit, pag. 16 “através de Francken e dos seus sucessores, conhecemos hoje a cadeia que liga Étienne Morin ao Conde de Clermont, de Saint-Jean de Jerusalém de Paris e dos Eleitos Perfeitos de Bordéus, até a Alexandre de Grasse-Tilly e au REAA”.

[50] Pierre Chevallier “Histoire de la Franc-Maçonnerie française, tome 2 : La Maçonnerie : Missionnaire du libéralisme, (1800-1877) “, p. 59, Librairie Arthème Fayard, 1974.

[51] A vitória da frota francesa comandada pelo Almirante de Grasse sobre a “Royal Navy” inglesa impede de socorrer as forças do General Charles Cornwallis sitiado à Yorktown pelas forças conjuntas dos Generais George Washington, Rochambeau e La Fayette (todos os três Maçons). Ao mesmo tempo, ela vai proteger os reforços e provisões vindas de Newport e das Antilhas francesas para essa armada conjunta. A batalha de Yorktown com a rendição do exército inglês a 19 de Outubro de 1781 marca uma viragem da guerra das treze colónias americanas contra o império britânico e conduz à independência dos Estados Unidos (Traité de Paris, 1783).

A França recuperou também algumas das suas colónias perdidas em 1763, entre as quais, Sainte-Lucie e Tobago, e Saint-Pierre- et-Miquelon.

Ver na bibliografia ,Bernard Caillot “La Guerre d’Indépendance Américane”, pp. 227-269, e em particular pp. 247-257, L’Harmattan, Paris, 2009 “, e “La France et l’indépendence américane” de Olivier Chaline, Philippe Bonnichon et Charles-Philippe de Vergennes (dir), pp. 175-202, Presses de l’Université Paris-Sorbonne, 2008,

[52] Pierre Chevallier, op. cit., p. 59..

[53] Adicionando ao Rito de Perfeição certos graus escoceses praticados em França e importados nas Américas via as Antilhas francesas, deu-se lugar ao nascimento do Rito Escocês Antigo e Aceite (R.E.A.A.) com 33 Graus. Essa transformação, pela adição de 8 graus suplementares ao Rito de Perfeição, ocorreu entre 1798 e 1801 em Charleston, Carolina do Sul. Seguidamente foi constituído em 31 de Maio de 1801 pelos Irmãos John Mitchell e Frederick Dalcho, o Supremo Conselho du Grau 33 para os Estados Unidos da América, Primeiro Supremo Conselho no Mundo, presidido por John Mitchell, 33 e Grande Comendador dos Estados Unidos da América.

[54] Ver Claude Darche “Vade-mecum des Hauts Grades”, pp. 17-19, Éditions Dervy, Paris 2015.

[55] Paul Naudon, “l’Histoire générale de la Franc-Maçonnerie”, pp. 191- 192, Office du Livre, 1981.

[56] Citando Alain Bernheim, “o Irmão Morin é uma figura fascinante da Maçonaria Francesa do século XVIII”’

[57] Pierre Chevallier “Histoire de la Franc-Maçonnerie française – École de l’Egalité (1725-1799)”, vol. 1, chapitre III, section “le foisonnement des obédiences indépendantes et la patente d’Étienne Morin”, pp. 145-146, Librairie Arthème Fayard, 1974).

[58] Pierre Chevallier “Histoire de la Franc-Maçonnerie française, tome 2 : La Maçonnerie : Missionnaire du libéralisme, (1800-1877) “, p. 66, Librairie Arthème Fayard, 1974.

Bibliografia :

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  • Bernard Caillot “La Guerre d’indépendance Américane”, pp.227 à 269, et notamment pp. 247 à 257, L’Harmattan, Paris, 2009 .
  • Claude Guérillot “Le Rite de Perfection – Restitution des Rituels traduits en anglais et copiés en 1783 par Henry Andrew Francken “, Guy Trédaniel Éditeur, Paris 2007.
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  • Paul Naudon “Histoire, Rituels et Tuileur des Hauts Grades Maçonniques” Éditions Dervy, 2015, Paris.
  • Olivier Chaline, Philippe Bonnichon et Charles-Philippe de Vergennes (dir) “La France et l’indépendence américane”, Presses de l’Université Paris-Sorbonne, 2008, p.p.175 -202.
  • Pierre Chevallier “Histoire de la Franc-Maçonnerie Françoise, tome 1 : La Maçonnerie, école de l’égalité” (1725-1799), Fayard (31 juillet 2000) ;
  • Pierre Chevallier “Histoire de la Franc-Maçonnerie française, tome 2 : La Maçonnerie : Missionnaire du libéralisme (1800-1877)”, Fayard (mars 1993) ;
  • Pierre Mollier, « Le Discours de Ramsay », Franc-maçonnerie magazine, no HS n° 3 , novembre 2016, p. 48-51.
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  • Rex R. Hutchens “A Bridge to Light”, The Supreme Council, 3 3 ° , Washington, D.C. USA 2006.
  • Yves-Max Viton ” Le Rite Écossais Ancien et Accepté”, Presses Universitaires de France, Paris, 2012.
  • fm-fr.org (site Franc-Maçonnerie Française)

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